Conceição dividida abre portas para manifestações


Conceição do Mato Dentro já foi uma cidade pacata, onde as pessoas
desfrutavam do bom relacionamento de conversas amistosas e corriqueiras,
em clima agradável e equilibrado com a natureza local. Contudo, desde a
chegada da mineração na cidade, este clima mudou drasticamente.

Às vésperas do licenciamento do Step 03, a cidade vem se dividindo e
apresentando conflitos, onde as duas partes (moradores conceicionenses e
atingidos) estão certas por requererem seus direitos, que, somente a
mineradora poderá oferecê-los, através de acordo com o Governo do Estado
no dia 26 de Janeiro de 2018.

Uma parte quer lutar por mais empregos, maior qualidade de vida e
crescimento econômico na cidade, sim, é justo! A outra parte quer que a
mineradora cumpra suas promessas e condicionantes, além de ter seus
direitos legalmente reconhecidos. Ora, antes da empresa chegar à cidade, a
população já estava lá, seria injusto não reconhecer que são atingidos. Então,
já que todos estão certos, porque então o clima de desunião que a cidade
vive?

Sinceramente, acho que todos os envolvidos deveriam se unir em um bem
comum, é isso mesmo, neste caso, tem como agradar “gregos e troianos”.
Mas, para que isso ocorra, os poderes executivo e legislativo municipal tem que se
coçar e tentar apaziguar essa situação de forma imparcial, afinal de contas, os
atingidos não querem pagar com sangue, a progressão econômica na cidade.

O recado está dado. Torço para que nosso município aja com prudência e
saiba lidar com as manifestações, prós e contras à liberação ambiental, de modo a resolver para não
virar uma “bola de neve”, conscientizando os envolvidos sobre o respeito ao
próximo, acima de tudo.

Audiências Públicas da Anglo American marcam Alvorada de Minas e Dom Joaquim

Nos dias 03 e 04 de Outubro, ocorreram nos municípios de Alvorada de Minas e Dom Joaquim, respectivamente, Audiências Públicas visando avaliar e discutir sobre a liberação do Step 03 do empreendimento Minas-Rio, da Anglo American.

Os eventos foram marcados pela forte atuação do Ministério Público Estadual e Federal, que, pautados pela honra, desempenharam seus deveres com exatidão e lisura, demonstrando alto desempenho na proteção dos atingidos pelo empreendimento Minas-Rio e das cidades circunvizinhas à Conceição do Mato Dentro.

É importante esclarecer, que os eventos foram recomendados pelo MPE e MPF, que praticamente obrigaram o estado de Minas Gerais e seus órgãos à ocorrência das mesmas. Existem atualmente, diversas questões emergenciais, que, necessariamente precisam de debate para uma solução concreta, mas a empresa insiste em ignorá-las e estrategicamente, deixa para resolvê-las após a liberação do licenciamento para expansão da mina, o que para muitos é um absurdo.

Uma das questões mais apresentadas no debate foi a escassez dos recursos hídricos vivida atualmente nos municípios e pelo Brasil afora. Ora, como podemos ser aceptíveis em aprovar um projeto que levará nossa maior riqueza (água) para o mar, sem a confirmação do abastecimento populacional nas regiões atingidas? Afinal de contas, sobrará água para a população? Pois existem comunidades que já estão recebendo água mineral pela imprudência da empresa em não planejar previamente se seria viável a instalação de mineroduto em tempos de crise hídrica. Colocar culpa na chuva é fácil, quero ver é aceitar que houve um mau planejamento na referida questão.

– “Se Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas tem o minério, nós temos a água” Foi o que disse um morador local dom joaquinense, ao saber que a cidade não recebe adequadamente os royalties pela exportação de sua maior riqueza. Além disso, os moradores cobraram da empresa medidas eficazes em investimento dos recursos aplicados na cidade, ou seja, de que adianta reformar o quartel da Polícia Militar se não há policiais suficientes para a devida proteção? Adianta gastar milhões na reforma do hospital, se a prefeitura não tem recursos suficientes para manter as despesas salariais e estruturais? São perguntas como estas que cercaram os funcionários da empresa, que, insistiram em “dialogar” e não resolver previamente estes problemas, provavelmente ocasionados pela instalação da Anglo American na região.

Os moradores de Dom Joaquim cobraram também, maior participação de empregos efetivos na cidade, alegando que a cidade é impactada e precisa de diversas mitigações para o beneficiamento econômico da mesma.

Já em Alvorada de Minas, não percebi um depoimento sequer favorável a mineração na região. A maioria dos depoimentos criticou o descaso da empresa e das administrações passadas da prefeitura, alegando estarem abandonados pelas falsas promessas de seus representantes.

Houve grande comoção da população local em parabenizar o desempenho dos representantes do Ministério Público, Drs. Helder Magno, Marcelo Mata Machado, André Sperling e Luiz Tarcízio, que discursaram a favor do reconhecimento dos cidadãos atingidos na cidade, além de medidas eficazes para mitigar a situação precária que se encontram.

Cabe destacar também a participação do Sr. Tádzio Coelho, convidado especial do grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS), que explicou diversos assuntos relacionados à mineração em geral, incluindo possíveis estratégias atuais das mineradoras. Na ocasião, o Sr. Tádzio apresentou gráfico de pobreza e pobreza extrema, comparando as 04 cidades que o Minas-Rio aflige, com o restante do estado, apontando diversos dados negativos que a região sofreu após a instalação da mineradora.

A empresa, por sua vez, teve discurso evasivo e inconclusivo, pautados no diálogo e não na solução concreta para os diversos problemas exaustivamente ditos pelos moradores da região. Sei que não é culpa dos representantes da Anglo American que ali se justificavam, pois estão subordinados à acionistas mundiais que cobram por lucros. Mas, os representantes de alto escalão da empresa, deveriam se preocupar em reconhecer os atingidos e resolver estas pendências com maior agilidade, para até mesmo, minerarem com maior tranquilidade, proporcionando seus altos lucros ao longo dos anos que virão.

É inconcebível adiar estes problemas, a população atingida já não aguenta mais esses discursos de “só através da conversa se resolve as coisas”. Amigo, os atingidos não querem conversa, eles querem ser reconhecidos como atingidos e posteriormente serem reassentados. O fato, é que estão cada vez mais desacreditados nas promessas evasivas da empresa.

A pergunta que fica é: Por que acreditar agora, na véspera do licenciamento, se não fizeram o certo anteriormente?

Peço a Deus que mude a situação dos mais necessitados no Brasil e que nos dê maiores esperanças neste ano que virá. Queremos emprego sim! Mas também queremos respeito e dignidade àqueles que se encontram em situação de pobreza extrema.

Meus sinceros agradecimentos a todos envolvidos que defenderam os atingidos e que dia a dia labutam por maior igualdade na sociedade brasileira.

Parabéns a todos os representantes do Ministério Público, Cáritas Brasileira, Polos de Cidadania, Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos pelo Projeto Minas-Rio (REAJA) e Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA/UFMG). Unidos somos mais fortes.

O que Deus criou, o ser humano jamais destruirá! Só cabe saber usufruir.

Nos dias 02 e 03 de Outubro, pude visitar a maravilhosa cidade de Santo Antônio do Itambé. Núcleo urbano nascido no século XVIII, o município faz parte dos circuitos turísticos dos Diamantes e da Estrada Real, além de ser a porta de entrada para o Parque Estadual do Pico do Itambé.

Desde já, agradeço o guia local, Welinton Magno, pela gentileza de nos apresentar o Recanto, local onde recebe pessoas de boa fé, onde fica comprovado seu belo trabalho de recuperação e preservação das nascentes que deságuam no rio Água Santa, coroado por belas cachoeiras. No local, também funciona o serviço de camping, lazer e ecoturismo. O recanto está localizado há 07 Km do centro da cidade.

Pude ainda presenciar reunião ocorrida na Câmara Municipal da cidade, que deixou nítida a intenção dos habitantes, o desejo de evitar que atividades minerárias se aproximem na região e de prevalecer a agricultura familiar e o turismo.

Santo Antônio do Itambé, “teto do sertão mineiro”, nós mineiros nos orgulhamos em ter uma comunidade tão acolhedora e guerreira em nosso Estado. Continuem cuidando das nossas montanhas alterosas, das águas, preservando a biodiversidade e desfilando toda a sua beleza natural.

A arrancada para o Turismo vai muito bem, obrigado.

Instituído pela Organização Mundial do Turismo, em 1979, o dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo nasceu no intuito de promover o conhecimento da comunidade internacional acerca da importância do turismo, seus valores sociais, culturais, econômicos e políticos.

Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, Conceição do Mato Dentro como poucos municípios do Brasil, idealizou evento na Câmara Municipal, que consagrou a continuidade da retomada do turismo na região. A intenção dos organizadores do evento foi transformar o Dia Mundial do Turismo numa data capaz de conscientizar a sociedade dos valores culturais, políticos, econômicos e sociais que esse ramo ocasiona, participando estudantes da rede municipal, empresários e especialistas do segmento turístico, o que proporcionou interação produtiva e visionária para o município, que continua sua caminhada rumo ao turismo sustentável.
O turismo é uma atividade relacionada ao entretenimento, onde as pessoas se divertem ao passearem por diferentes lugares. Além disso, é tido como a área profissional que cuida de toda a movimentação que esses passeios ocasionam, o conjunto de serviços que os mesmos geram, com o intuito de promover o bem-estar dos visitantes ou turistas, sendo que seu maior objetivo é de que o viajante sinta-se satisfeito e retorne ao local.
As movimentações turísticas abrangem boa parte da economia de uma cidade, pois ocasionam a circulação de um número bem maior de pessoas nas regiões visitadas. Isso faz com que aumentem os empregos, os investimentos na estrutura da cidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.
Hotéis, restaurantes, feiras, shows, teatros, museus, dentre outros são os grandes atrativos para os turistas, levando ao aumento das arrecadações financeiras desses estabelecimentos, provocando maior arrecadação dos impostos, aumentando também a arrecadação municipal.

Em função do Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela ONU, o tema escolhido para as comemorações deste ano é “Turismo, biodiversidade e sustentabilidade”, com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade e sobre o papel do turismo sustentável na preservação da vida na Terra.

Parabéns aos envolvidos no evento realizado em Conceição do Mato Dentro, o momento é de união e cooperação, para que esse setor volte a ser a principal atividade do município, referência para todo Brasil. Nossa parceira Montanha Aventuras é uma das colaboradoras e participantes desta alavancada. Vamos em frente, capital do ecoturismo!

Projeto da Anglo American é rejeitado por comunidades de Santo Antônio do Itambé

No dia 24 Set 17 aconteceu a Assembleia Popular da Mineração, na comunidade do Botafogo, em Santo Antônio do Itambé-MG, organizada por moradores locais e o Movimento pela Soberania Popular da Mineração (MAM) de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. O objetivo do evento foi a conscientização dos impactos que poderão ser promovidos através do projeto de mineração na região idealizado pela empresa Anglo American.

As comunidades rurais da cidade estão preocupadas com o projeto que a Anglo American visa implantar na região, serão aproximadamente 830 mil litros de água por dia, que serão utilizados na produção do material. Fora a questão da água, existem outras questões impactantes que acarretarão na cidade com o tempo, como poeira, mau cheiro, barulho, rebaixamento do lençol freático, instalação de barragem de rejeitos, etc. Esses impactos, afetarão as comunidades locais, resta saber, se os órgãos competentes farão consulta popular a fim de aprovar esse “caos generalizado”.

“Aqui não chove há tempos meu filho, como nós vamos fazer se implantarem isso aí? Minha plantação vai secar” Foi o que disse uma senhora preocupada com a escassez hídrica vivida na região. É lamentável que em tempos de crise, os governos deliberarem projetos que atinjam as nascentes, rios, cachoeiras, com explosões intermináveis, destruindo a natureza e colocando em risco a vida do mais necessitado.

A água, recurso necessário para a sobrevivência do ser humano, vem sendo tratada com total desrespeito pelos órgãos competentes em Minas Gerais, que, alimentado pelo capital e ego, descumprem seus ofícios e fingem que nada de mal está ocorrendo, mas não se preocupem,quando o caos se tornar realidade, seus filhos e netos vão respirar o mesmo ar poeirento e vão tomar a mesma água contaminada, servida atualmente, somente para os pobres.

“Ahhh vamos fazer um projeto de mineração sustentável”“Aqui vai ser diferente, vamos trazer muitos empregos para a região”, olha o que Conceição do Mato Dentro está passando atualmente. As comunidades adjacentes ao Minas-Rio estão sendo ignoradas pela Anglo American, que os empurra com a barriga até ser aprovada a licença de expansão.

Foi muito gratificante participar do evento, as pessoas saíram unidas e cobrarão com mais rigor as questões relacionadas a natureza como um todo. Não podemos deixar a natureza de lado! Senão ela também nos deixará!

No final do evento, o grupo de teatro denominado Revolução da Juventude, composto por adolescentes de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, realizaram a peça teatral “Mineradora CALE: a vida muda!” Que contou o caso fictício do “Gilberto”. Um senhor que é sempre demitido e recontratado pelas suas terceirizadas, permanecendo pobre e sem tempo para aproveitar sua família.

 

Audiência Pública no Jassem escuta atingidos pelo Minas-Rio e alcança o objetivo

No dia 29 de agosto, ocorreu no distrito de São José de Jassem, em Alvorada de Minas, Audiência Pública, tendo como tema: as condições de vida das comunidades residentes abaixo da barragem de rejeitos da Anglo American. Com o objetivo de ouvir, prioritariamente, os integrantes das comunidades residentes a jusante da barragem de rejeitos, quanto aos impactos provocados pelo empreendimento minerário, nas suas condições de vida.

“- Queremos Reassentamento”; “- Não dá mais pra viver com medo”; “- Os peixes estão morrendo, como vou beber essa água”; “- Queria que um dos representantes da empresa morasse abaixo da barragem“; “- Estamos cercados e sendo vigiados todo dia”; “- Só queremos ser reconhecidos como atingidos”; “- Perdemos o direito de ir e vir”; “-Cadê nosso direito à informação”; “- Estamos sendo tratados como bicho”.

São frases chocantes, como estas acima, que permaneço defendendo e mostrando a realidade para os desavisados conceicionenses que, manipulados pela empresa e cegos pelas promessas, fazem do seu direito de emprego um escárnio às pessoas marginalizadas e simplórias, que residem adjacentes ao empreendimento Minas-Rio.

Literalmente é um absurdo o que essas pessoas estão passando. Será que ninguém os reconhece? Será que estão abandonadas? A resposta é não. Em verdade, afirmo que estamos ficando cada vez mais fortes e unidos para resolver e equilibrar a balança desproporcional da força.

Juntamente com o Ministério Público Estadual e Federal, representado pelos Drs. Helder Magno; Marcelo Mata Machado; Luís Gustavo Bortoncello e Luiz Tarcízio; os atingidos ganharam força na reta final para o acerto de contas com a empresa. Não dá mais para as pessoas viverem sem água e abaixo da barragem, a situação está ficando cada vez mais irreversível e quando liberarem o dito “step 3”, com a expansão da mina, como eles ficarão? Vão esperar alguém morrer, bebendo água contaminada para reconhecerem?

Quem me garante que a barragem é 100% segura? A barragem de fundão não atestaram e mesmo assim rompeu? E se romper esta? Quanto tempo levaria para a lama atingir o Jassem? Como um idoso, num intervalo de minutos ou talvez segundos, vai organizar sua família para subir um morro gigante? “É só eles fazerem treinamentos diários”, disse um vereador de Serro. As pessoas que vivem lá não têm culpa, Sr. vereador!

Saindo por Conceição, me deparei com uma pessoa que disse: “É só eles saírem, essas pessoas querem dinheiro, por isso estão lá”. Meu amigo, esqueceram de te falar que antes da empresa chegar, o Jassem já existia! Os atingidos não são contra a mineração e o emprego, só querem justiça! Serem reconhecidos e saírem do lamaçal que já se encontram!

Por meio de seus representantes, a empresa não quis responder às perguntas suscitadas naquele momento, mas declarou estar disponível para diálogo.

 

 

Atingidos pelo Minas-Rio realizam protestos em Audiência Pública

Foi realizado no dia 20 de Julho, em Conceição do Mato Dentro-MG, audiência pública para tratar da próxima etapa do projeto Minas-Rio, a qual ficou marcada por protestos ao longo do dia e diversos discursos acalorados dos atingidos, durante toda a audiência.

É preciso destacar que, as manifestações realizadas foram legítimas e totalmente pacíficas, com destaque negativo para alguns episódios, onde uma minoria conceicionense desferiu palavras para rebaixar os envolvidos: “POBRES”, “TROUXAS”, “BABACAS”. Infelizmente, ainda existem seres humanos incapazes de perceberem o sofrimento alheio. São os mesmos que gritaram quando Jesus Cristo ia para a cruz, da mesma forma como esbravejam contra os atingidos em Conceição do Mato Dentro.

É legítimo que o cidadão comum necessite requerer empregos, mas a custo do sangue daqueles que estão sofrendo? Quanto VALE as commodities? VALE o sangue derramado dos conceicionenses simplórios? Que sofre e clama por justiça e vida digna? Vi diversos funcionários da empresa com discursos de vida digna durante a audiência pública, mas e aqueles que estão abaixo da barragem de rejeitos, perdendo noites de sono e sem água de qualidade, esses não merecem uma vida digna?

Precisamos de uma resposta urgente: A Anglo American vai reconhecer os novos atingidos adjacentes ao empreendimento? Quando haverá clareza nos processos de licenciamento? É preciso dar vida digna aos afetados pela mineração, esse processo não pode continuar desta maneira!

A capital mineira do ecoturismo está de volta!

Fazenda Taboão (Dona Nicinha) – Fabricante tradicional de Queijo do Serro

Nos dias 04 e 05 do corrente mês, foi realizado encontro entre diversas agências de turismo do Estado de Minas Gerais, em Conceição do Mato Dentro, visando alavancar o turismo na região.

O encontro foi organizado pela ONG Technoserve, tendo apoio da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR-MG), prefeitura de Conceição, Circuito Serra do Cipó e guias locais, que juntos, arquitetam a retomada do título de CAPITAL MINEIRA DO ECOTURISMO, tendo como foco principal, a criação de novo roteiro turístico oficial. Cabe destacar que, a nova proposta não irá assistir somente as belezas naturais e o turismo de aventura, mas também as Igrejas, gastronomia e histórias da cidade conceicionense.

Um momento marcante do encontro foi a sessão de negócios, realizada entre representantes da SETUR, prefeitura de Conceição do Mato Dentro, Associação Comercial, turismólogos, guias e donos de receptivos, juntamente com empresários locais, donos de pousadas, transportadoras, bares e restaurantes. Neste encontro todos puderam assistir palestras sobre o turismo no Estado e no município, e principalmente puderam trocar contatos para desenvolver parcerias que possam facilitar e baratear a vinda do turista.

Ressalto aqui a importância dos receptivos locais, que sempre trabalharam de forma independente para elevar o nome de Conceição para cada turista, angariando cada vez mais adeptos para a cidade. Nosso parceiro Pedro Esteves, responsável pela empresa local MONTANHA AVENTURAS, foi um dos participantes do evento, e disse: “O evento foi um marco para Conceição, onde iremos iniciar um novo ciclo para o turismo local, que seja sustentável e respeite as tradições e povoados aqui existentes, visando levar o turista ao encontro destes, proporcionando experiências inesquecíveis e principalmente o desejo de retornar”.


Visita guiada na Igreja Matriz

Após o encontro, será desenvolvida proposta oficial de roteiro turístico para Conceição, de acordo com o que foi visto de positivo e negativo nos dois dias de visita. Deposito aqui minha confiança neste projeto, sendo o turismo a melhor alternativa comercial para o município.

Parabéns a todos envolvidos neste evento!

 

Empreendimento Minas-Rio ganha batalha no COPAM-MG com bastante polêmica

A situação no Brasil está ficando cada vez mais tendenciosa para o lado econômico. O governo em crise esquece totalmente o meio ambiente e pensa somente em tampar seus rombos gerados pela corrupção.

Por 14 votos a 2, o empreendimento Minas-Rio da Anglo American, venceu mais uma batalha no COPAM-MG com bastante polêmica em um evento que durou mais de 6 horas e sem respostas conclusivas dos técnicos responsáveis ou irresponsáveis pela condução do nosso bem comum, que é a natureza.

No decorrer do evento, foi perguntado aos “responsáveis” se havia, até o presente momento, alguma condicionante descumprida pelo empreendimento. Após muita enrolação, os técnicos assumiram que restavam algumas condicionantes descumpridas, mas mesmo assim foram desfavoráveis ao recurso dos atingidos.

Os peixes próximos ao empreendimento estão morrendo e a natureza ao redor está explodindo literalmente. Mas não, eles pensam somente no dinheiro! A pergunta que eu faço é: Como modificar o sistema de forma justa e igualitária para a não interferência estatal em ocasiões desta natureza?

É fato que o Brasil vive numa crise sem precedentes e que o governo precisa tomar medidas para estruturar financeiramente a nação, mas a que preço? Precisamos realmente vender a moral e nossa natureza para equilibrar a balança econômica?

CIDADÃOS CONCEICIONENCES RECLAMAM DE POUCA MÃO DE OBRA LOCAL, NA ANGLO AMERICAN

No dia 19 de Junho de 2017, foi realizada Audiência Pública, na Câmara Municipal de Conceição do Mato Dentro, visando discutir a contratação de mão de obra local pelo empreendimento Minas-Rio, da Anglo American.

É possível constatar o alto índice de desemprego no Brasil e particularmente em Conceição. Contudo, os cidadãos conceicionenses queixam de injustiças com aqueles que querem trabalho digno em sua cidade, que cada vez mais recebe “forasteiros” para trabalhar no empreendimento, da multinacional Anglo American.

A população alega vários problemas no ato da contratação junto à mineradora, em particular a questão das empresas terceirizadas, que supostamente selecionam currículos por simpatia e “apadrinham” funcionários, no processo de contratação. Além disso, a prefeitura também recebeu parcela de críticas, também por possível indicação de currículos e ineficiência na fiscalização da empregabilidade dos conceicionenses, que mesmo aptos ao trabalho, por vezes não são priorizados.

É possível que, com o tempo, o empreendimento consiga a aprovação da “Etapa 3”, pois o estado está falido. Tal situação exige que a cidade e população ativa se organize perante a mineradora, exigindo a qualificação da mão de obra local e o emprego efetivo desta.

Paralelamente, torna-se imperativo o incentivo ao desenvolvimento de outras áreas que possam sustentar o município a longo prazo, independente da mineração, tais como o turismo e o comércio, impulsionando a economia local.

Os representantes da mineradora, por sua vez, afirmaram que haverá maior fiscalização diante de suas terceirizadas e aperfeiçoará os bancos de dados. Além disso, prometeu maior incentivo na capacitação e investimentos na área questionada.

Vamos lá conceicionenses! Juntos, somos mais fortes!