Milho Verde- Uma “cidade” maravilhosa dentro de Minas Gerais

O vilarejo de Milho Verde é um distrito de Serro que fica entre as cidades históricas de Diamantina e Serro, no meio da Estrada Real.

Fica localizado na vertente da Serra do Espinhaço e junto a nascente do rio Jequitinhonha. É uma vila que se localiza em cima das montanhas a quase 1000 metros de altitude, um lugar muito tranquilo que, ao seu redor, esconde muitas cachoeiras. Do vilarejo se tem uma vista incrível da região. Os moradores de Milho Verde são acolhedores.

Na época de temporada, os bares do vilarejo oferecem um agito noturno que, combinado com um céu estrelado, é uma ótimo opção para se divertir na cidade. A capela do vilarejo merece destaque e já até foi capa de um dos discos do Milton Nascimento. Milho Verde possui cerca de 1600 moradores, que vivem do turismo, da pecuária e agricultura. Tem um pequeno comercio local, com mercadinhos, bares e restaurantes.

Cachoeira da Lage (Lageado): a mais próxima ao vilarejo, seguindo o rio, se encontram vários poços para nadar, a cachoeira tem duas quedas maiores, e poços grandes, pega sol praticamente o dia todo principalmente de tarde. aproveite para curtir a massagem natural que a água da corredeira faz. Para chegar se informe na vila, é fácil e as trilhas no meio do pasto são bem demarcadas.

Cachoeira do Moinho: Assim como a da lage tem varias corredeiras e duas quedas, vários poços para nadar. A cachoeira se localiza no caminho de Serro a uns 3 km do vilarejo, é possível ir de carro até próximo dela e tem um barzinho perto.

Cachoeira Carijó: do outro lado da cachoeira do moinho, atravessando a estrada que vai para Serro a cachoeira do carijó tem sua queda pequena, mas um poço ótimo para nadar. Na parte de cima tem uma corredeira entre as pedras que dá para curtir uma boa massagem natural. Debaixo da queda tem uma pedra que é possível ficar sentado curtindo uma massagem da água também.

Cachoeira do Canelal: No percurso da estrada, sentido o distrito de Capivari, à esquerda fica uma trilha que leva à Cachoeira do Canelal. São 10 minutos de caminhada tranquila até a chegada da cachoeira. São paisagens maravilhosas para apreciar a natureza.

Cachoeira Rabo de Cavalo em Conceição do Mato Dentro

Existe coisa mais bela que explorarmos e conhecermos nossas próprias belezas naturais?

Como dizem por aí: “A grama do vizinho é mais bonita que a minha”…

Tem que ser muito ignorante para não reconhecer e não dar valor às belas imagens que vem a seguir!! Compensa viajar e conhecer Minas Gerais!

Montanhas Alterosas

 

Na rota do Sossego!

 

Mimosa pastando

 

Novo amigo

Cachoeira Rabo de Cavalo

A vida é bela

 

Lançamento de Livro feito por famílias atingidas da comunidade Cabeceira do Turco e equipe Pólos de Cidadania marca Conceição do Mato Dentro

No dia 22 Mar 18, ocorreu na Fundação Casa da Cultura em Conceição do Mato Dentro, o Lançamento do Livro: “Violações de direitos e dano ao projeto de vida no contexto da mineração”, feito por famílias atingidas da comunidade Cabeceira do Turco e equipe Pólos de Cidadania, em Conceição do Mato Dentro.

O evento iniciou com apresentação de peça de teatro, feito pela Michelle Ferreira da equipe Polos de Cidadania. A peça teatral contou o histórico de luta da America Latina, frente aos poderes econômicos de elites burguesas estrangeiras que deram golpes nos anos de 1964 e 2016, em democracias instauradas mediante luta pelo povo latino-americano, não havendo mudanças significativas, desde os tempos de colonia até os dias atuais. Conclui-se que nós, povo latino-americano, continuamos sendo escravos até os dias contemporâneos, daqueles mesmos que outrora nos exploravam.

QUE PEÇA FANTÁSTICA! Parabéns pelo Dom artístico Michelle!

Após a peça teatral houve o lançamento do livro, propriamente dito, onde conta a história dos atingidos, bem como os relatos de danos ocasionados pela mineração na cidade, sendo a distribuição do livro gratuita. Houve discursos dos atingidos pelo projeto Minas-Rio, que, emocionados,  agradeceram pela força e apoio de todos os envolvidos, particularmente ao Programa Polos de Cidadania.

Ao término do evento, contamos com a presença do Dr. Helder Magno, do Ministério Público Federal, que reforçou a luta e empenho de todos aqueles que sofrem com a situação atual, de forma a corrigir os estragos ocasionados pela mineração na cidade. Dr. Helder também ressaltou que o Ministério Público Federal está atento a todas as questões suscitadas e envolvidas pelo Projeto Minas-Rio.

Quero agradecer a todos aqueles, que com fibra e energia, lutam por maior igualdade e justiça no Brasil e no Mundo. Parabéns a todos!

Aproveitar a oportunidade e falar para os Conceicionenses lerem o livro, somente com o conhecimento de causa que saberão os motivos das adversidades.

APÓS LIBERAÇÃO DO “STEP 3” CIDADÃOS CONCEICIONENSES EXIGEM EMPREGO DA ANGLO AMERICAN

População exige empregos da Anglo American, após liberação do Step 3

Após muitos sinais de insatisfação em relação ao trato que a empresa Barbosa Mello estava tendo com a população conceicionense, no dia 12 do corrente mês, houve manifestação dos próprios cidadãos, no intuito de reivindicar empregos das empresas.

Os manifestantes fecharam a rodovia MG-010 na altura da Pousada do Lago, às 04:00h e desde então, não passaram veículos de terceirizadas e da própria Anglo American sentido a mina. Os veículos civis podiam passar livremente pelos manifestantes, contudo, dado certo momento, os ônibus e vans das empresas UNIMAR e UNIVALE congestionaram a rodovia, ficando difícil a passagem até mesmo dos veículos civis.

A manifestação foi uma aula de democracia, sendo por todo o momento pacífica. Todos os líderes e manifestantes presentes eram pessoas humildes, simplórias, que anteriormente haviam apoiado a liberação da expansão da mina, mas agora, desempregados, exigiam trabalho digno, para o sustento de suas famílias. Alguns líderes afirmaram a Policiais Militares e representantes da empresa que não queriam ter que roubar para alimentar-se, já que a empresa não estava empregando a própria população de Conceição do Mato Dentro.

Lembro que durante a manifestação, os líderes do movimento explicavam para os colaboradores da empresa e todos os civis que passavam sobre o motivo pelo qual estavam realizando o ato e praticamente todos os envolvidos concordaram com a causa dos manifestantes, que, através do Ten. RAUL, foi muito importante para o desfecho positivo da manifestação. Por diversos momentos, o oficial PM conversou amigavelmente com os manifestantes, gerando sentimento recíproco de satisfação entre todos os atores envolvidos. Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos à atuação da Polícia Militar na manifestação, afinal de contas, quando tem que criticar a gente critica, quando é para elogiar a gente elogia.

Ocorreu então o diálogo entre representantes da empresa Anglo American e manifestantes, sendo proposta reunião posterior para discutir o cadastramento de todos os envolvidos, acontecendo à liberação da via pelos manifestantes. Cabe destacar que, durante toda a manifestação não houve registros de agressão, tumulto, baderna, sendo totalmente pacífica. Seguem abaixo fotos representativas que elucidam uma manifestação democrática e pacífica:

Após ter cumprido o objetivo, os manifestantes rumaram a pé para a prefeitura municipal de Conceição do Mato Dentro, visando solicitar esclarecimentos e cobrar apoio frente às situações expostas. Após longo tempo de espera, fomos recebidos pela Sra. Ivete Otoni, vice-prefeita municipal, onde afirmou que haverá maior efetividade na fiscalização da contratação de empresas responsáveis, quanto à prioridade na mão de obra local.

As 13:30h houve reunião na sede da empresa Anglo American, envolvendo colaboradores da própria empresa, da Barbosa Mello, manifestantes desempregados e o acompanhamento do poder executivo municipal, através da Sra. Ivete Otoni. A reunião foi produtiva, sendo explicado todo o contexto que culminou na manifestação. Os representantes da Anglo American afirmaram que farão de tudo para empregar os cidadãos, mas que não garantia a empregabilidade de todos envolvidos. Os manifestantes deixaram claro que se a empresa não cumprir com a palavra, eles irão bloquearão novamente a estrada. Ao término da reunião foi realizado o cadastramento de todos os manifestantes.

Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos a todos os envolvidos, em especial aos senhores (as) Jonas Campos, Alessandro, Leonardo, Rejane, Daiane, Nayara e Laudicéia, que juntos, puderam cumprir todos os objetivos possíveis frente a diversas situações complicadas.

Quero deixar também meu repúdio à ausência do poder público na manifestação.

Aos Sres. Vereadores, os senhores são representantes do povo, não o contrário!

ANGLO AMERICAN CONSEGUE O STEP 3, MAS E OS ATINGIDOS?


Licença para Step 3 sai, mas comunidades atingidas ainda continuam sofrendo com o descaso da mineradora e do Estado

No dia 26 do corrente mês, a empresa Anglo American conseguiu a licença para iniciar as obras de expansão da mina, ampliando a extração de minério nas cidades de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas.

Agora, a empresa pretende amplificar a extração de minério, dos atuais 16 milhões de toneladas por ano para 26,5 milhões. No auge das obras, que tem duração esperada de quatro anos, estima-se a geração de cerca de 800 postos de trabalho. A empresa promete que o projeto trará, em torno de R$ 1 bilhão em investimentos.

Mas e as condicionantes, que até o momento não foram cumpridas? E as comunidades do entorno do empreendimento minerário, como ficam?


Mesa de conselheiros

Durante a reunião do dia 26, pôde-se perceber os argumentos lógicos e consistentes, trazidos pela conselheira do COPAM Maria Teresa, representante do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (FONASC), que visou defender os atingidos pelo projeto Minas-Rio.

A conselheira apresentou argumentos coerentes, bem embasados, expondo a situação atual dos atingidos, mas o presidente da mesa, juntamente com seus assessores “técnicos” rebateram com argumentos inconsistentes, muitas vezes conflitantes. Chegou-se ao ponto da conselheira afirmar que havia diversos fatos novos, após as reuniões entre o Ministério Público, empresa e Estado e mesmo assim, teve seu pedido negado pelo assessor, que apresentou justificativas evasivas.

A conselheira perguntou aos representantes do Ministério Público, quais seriam as irregularidades, constatadas no processo, e que não haviam sido resolvidas por meio de condicionantes, estando relacionadas a aspectos de viabilidade ambiental. A representante do Ministério Público afirmou que eram várias e, portanto, impossível de transmiti-las naquele momento.


Discurso conselheira Maria Teresa

Mas se são várias as irregularidades, porque então a parceria entre Estado e empresa? Porque não são sanadas as irregularidades, antes de serem concedidas licenças?

O representante do programa Polos de Cidadania, Sr. Lucas Furiati foi direto ao ponto: Porque estão querendo criar assessorias técnicas? Por que o Estado não impõe um reassentamento justo e digno?


Discurso Sra. Darcília, atingida pelo projeto Minas-Rio

“Não somos contra a mineração, só queremos ser reconhecidos como atingidos e sermos reassentados”.  Foi o que disseram todos os atingidos, em discursos comoventes, direcionados àqueles que estão com a caneta na mão. Ressalto que muitos dos atingidos não compareceram à reunião, com medo de serem retaliados pelos próprios conceicionenses.


À Anglo American: Porque não reassentam essas pessoas e encerram a guerra? Seria tolice fazer o certo? A quem interessa a criação de assessorias técnicas?


Promotores Luís Gustavo, Marcelo Mata e Andressa Lanchotti

Quero cumprimentar a todos aqueles que lutam, dia a dia, por uma sociedade mais justa e igualitária, em especial a Sra. Maria Teresa, que foi uma guerreira solitária! Parabéns pelos sábios pronunciamentos e que consigamos, um dia, fazer jus ao seu empenho incansável.

Conceição dividida abre portas para manifestações


Conceição do Mato Dentro já foi uma cidade pacata, onde as pessoas
desfrutavam do bom relacionamento de conversas amistosas e corriqueiras,
em clima agradável e equilibrado com a natureza local. Contudo, desde a
chegada da mineração na cidade, este clima mudou drasticamente.

Às vésperas do licenciamento do Step 03, a cidade vem se dividindo e
apresentando conflitos, onde as duas partes (moradores conceicionenses e
atingidos) estão certas por requererem seus direitos, que, somente a
mineradora poderá oferecê-los, através de acordo com o Governo do Estado
no dia 26 de Janeiro de 2018.

Uma parte quer lutar por mais empregos, maior qualidade de vida e
crescimento econômico na cidade, sim, é justo! A outra parte quer que a
mineradora cumpra suas promessas e condicionantes, além de ter seus
direitos legalmente reconhecidos. Ora, antes da empresa chegar à cidade, a
população já estava lá, seria injusto não reconhecer que são atingidos. Então,
já que todos estão certos, porque então o clima de desunião que a cidade
vive?

Sinceramente, acho que todos os envolvidos deveriam se unir em um bem
comum, é isso mesmo, neste caso, tem como agradar “gregos e troianos”.
Mas, para que isso ocorra, os poderes executivo e legislativo municipal tem que se
coçar e tentar apaziguar essa situação de forma imparcial, afinal de contas, os
atingidos não querem pagar com sangue, a progressão econômica na cidade.

O recado está dado. Torço para que nosso município aja com prudência e
saiba lidar com as manifestações, prós e contras à liberação ambiental, de modo a resolver para não
virar uma “bola de neve”, conscientizando os envolvidos sobre o respeito ao
próximo, acima de tudo.

Audiências Públicas da Anglo American marcam Alvorada de Minas e Dom Joaquim

Nos dias 03 e 04 de Outubro, ocorreram nos municípios de Alvorada de Minas e Dom Joaquim, respectivamente, Audiências Públicas visando avaliar e discutir sobre a liberação do Step 03 do empreendimento Minas-Rio, da Anglo American.

Os eventos foram marcados pela forte atuação do Ministério Público Estadual e Federal, que, pautados pela honra, desempenharam seus deveres com exatidão e lisura, demonstrando alto desempenho na proteção dos atingidos pelo empreendimento Minas-Rio e das cidades circunvizinhas à Conceição do Mato Dentro.

É importante esclarecer, que os eventos foram recomendados pelo MPE e MPF, que praticamente obrigaram o estado de Minas Gerais e seus órgãos à ocorrência das mesmas. Existem atualmente, diversas questões emergenciais, que, necessariamente precisam de debate para uma solução concreta, mas a empresa insiste em ignorá-las e estrategicamente, deixa para resolvê-las após a liberação do licenciamento para expansão da mina, o que para muitos é um absurdo.

Uma das questões mais apresentadas no debate foi a escassez dos recursos hídricos vivida atualmente nos municípios e pelo Brasil afora. Ora, como podemos ser aceptíveis em aprovar um projeto que levará nossa maior riqueza (água) para o mar, sem a confirmação do abastecimento populacional nas regiões atingidas? Afinal de contas, sobrará água para a população? Pois existem comunidades que já estão recebendo água mineral pela imprudência da empresa em não planejar previamente se seria viável a instalação de mineroduto em tempos de crise hídrica. Colocar culpa na chuva é fácil, quero ver é aceitar que houve um mau planejamento na referida questão.

– “Se Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas tem o minério, nós temos a água” Foi o que disse um morador local dom joaquinense, ao saber que a cidade não recebe adequadamente os royalties pela exportação de sua maior riqueza. Além disso, os moradores cobraram da empresa medidas eficazes em investimento dos recursos aplicados na cidade, ou seja, de que adianta reformar o quartel da Polícia Militar se não há policiais suficientes para a devida proteção? Adianta gastar milhões na reforma do hospital, se a prefeitura não tem recursos suficientes para manter as despesas salariais e estruturais? São perguntas como estas que cercaram os funcionários da empresa, que, insistiram em “dialogar” e não resolver previamente estes problemas, provavelmente ocasionados pela instalação da Anglo American na região.

Os moradores de Dom Joaquim cobraram também, maior participação de empregos efetivos na cidade, alegando que a cidade é impactada e precisa de diversas mitigações para o beneficiamento econômico da mesma.

Já em Alvorada de Minas, não percebi um depoimento sequer favorável a mineração na região. A maioria dos depoimentos criticou o descaso da empresa e das administrações passadas da prefeitura, alegando estarem abandonados pelas falsas promessas de seus representantes.

Houve grande comoção da população local em parabenizar o desempenho dos representantes do Ministério Público, Drs. Helder Magno, Marcelo Mata Machado, André Sperling e Luiz Tarcízio, que discursaram a favor do reconhecimento dos cidadãos atingidos na cidade, além de medidas eficazes para mitigar a situação precária que se encontram.

Cabe destacar também a participação do Sr. Tádzio Coelho, convidado especial do grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS), que explicou diversos assuntos relacionados à mineração em geral, incluindo possíveis estratégias atuais das mineradoras. Na ocasião, o Sr. Tádzio apresentou gráfico de pobreza e pobreza extrema, comparando as 04 cidades que o Minas-Rio aflige, com o restante do estado, apontando diversos dados negativos que a região sofreu após a instalação da mineradora.

A empresa, por sua vez, teve discurso evasivo e inconclusivo, pautados no diálogo e não na solução concreta para os diversos problemas exaustivamente ditos pelos moradores da região. Sei que não é culpa dos representantes da Anglo American que ali se justificavam, pois estão subordinados à acionistas mundiais que cobram por lucros. Mas, os representantes de alto escalão da empresa, deveriam se preocupar em reconhecer os atingidos e resolver estas pendências com maior agilidade, para até mesmo, minerarem com maior tranquilidade, proporcionando seus altos lucros ao longo dos anos que virão.

É inconcebível adiar estes problemas, a população atingida já não aguenta mais esses discursos de “só através da conversa se resolve as coisas”. Amigo, os atingidos não querem conversa, eles querem ser reconhecidos como atingidos e posteriormente serem reassentados. O fato, é que estão cada vez mais desacreditados nas promessas evasivas da empresa.

A pergunta que fica é: Por que acreditar agora, na véspera do licenciamento, se não fizeram o certo anteriormente?

Peço a Deus que mude a situação dos mais necessitados no Brasil e que nos dê maiores esperanças neste ano que virá. Queremos emprego sim! Mas também queremos respeito e dignidade àqueles que se encontram em situação de pobreza extrema.

Meus sinceros agradecimentos a todos envolvidos que defenderam os atingidos e que dia a dia labutam por maior igualdade na sociedade brasileira.

Parabéns a todos os representantes do Ministério Público, Cáritas Brasileira, Polos de Cidadania, Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos pelo Projeto Minas-Rio (REAJA) e Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA/UFMG). Unidos somos mais fortes.

O que Deus criou, o ser humano jamais destruirá! Só cabe saber usufruir.

Nos dias 02 e 03 de Outubro, pude visitar a maravilhosa cidade de Santo Antônio do Itambé. Núcleo urbano nascido no século XVIII, o município faz parte dos circuitos turísticos dos Diamantes e da Estrada Real, além de ser a porta de entrada para o Parque Estadual do Pico do Itambé.

Desde já, agradeço o guia local, Welinton Magno, pela gentileza de nos apresentar o Recanto, local onde recebe pessoas de boa fé, onde fica comprovado seu belo trabalho de recuperação e preservação das nascentes que deságuam no rio Água Santa, coroado por belas cachoeiras. No local, também funciona o serviço de camping, lazer e ecoturismo. O recanto está localizado há 07 Km do centro da cidade.

Pude ainda presenciar reunião ocorrida na Câmara Municipal da cidade, que deixou nítida a intenção dos habitantes, o desejo de evitar que atividades minerárias se aproximem na região e de prevalecer a agricultura familiar e o turismo.

Santo Antônio do Itambé, “teto do sertão mineiro”, nós mineiros nos orgulhamos em ter uma comunidade tão acolhedora e guerreira em nosso Estado. Continuem cuidando das nossas montanhas alterosas, das águas, preservando a biodiversidade e desfilando toda a sua beleza natural.

A arrancada para o Turismo vai muito bem, obrigado.

Instituído pela Organização Mundial do Turismo, em 1979, o dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo nasceu no intuito de promover o conhecimento da comunidade internacional acerca da importância do turismo, seus valores sociais, culturais, econômicos e políticos.

Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, Conceição do Mato Dentro como poucos municípios do Brasil, idealizou evento na Câmara Municipal, que consagrou a continuidade da retomada do turismo na região. A intenção dos organizadores do evento foi transformar o Dia Mundial do Turismo numa data capaz de conscientizar a sociedade dos valores culturais, políticos, econômicos e sociais que esse ramo ocasiona, participando estudantes da rede municipal, empresários e especialistas do segmento turístico, o que proporcionou interação produtiva e visionária para o município, que continua sua caminhada rumo ao turismo sustentável.
O turismo é uma atividade relacionada ao entretenimento, onde as pessoas se divertem ao passearem por diferentes lugares. Além disso, é tido como a área profissional que cuida de toda a movimentação que esses passeios ocasionam, o conjunto de serviços que os mesmos geram, com o intuito de promover o bem-estar dos visitantes ou turistas, sendo que seu maior objetivo é de que o viajante sinta-se satisfeito e retorne ao local.
As movimentações turísticas abrangem boa parte da economia de uma cidade, pois ocasionam a circulação de um número bem maior de pessoas nas regiões visitadas. Isso faz com que aumentem os empregos, os investimentos na estrutura da cidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.
Hotéis, restaurantes, feiras, shows, teatros, museus, dentre outros são os grandes atrativos para os turistas, levando ao aumento das arrecadações financeiras desses estabelecimentos, provocando maior arrecadação dos impostos, aumentando também a arrecadação municipal.

Em função do Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela ONU, o tema escolhido para as comemorações deste ano é “Turismo, biodiversidade e sustentabilidade”, com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade e sobre o papel do turismo sustentável na preservação da vida na Terra.

Parabéns aos envolvidos no evento realizado em Conceição do Mato Dentro, o momento é de união e cooperação, para que esse setor volte a ser a principal atividade do município, referência para todo Brasil. Nossa parceira Montanha Aventuras é uma das colaboradoras e participantes desta alavancada. Vamos em frente, capital do ecoturismo!

Projeto da Anglo American é rejeitado por comunidades de Santo Antônio do Itambé

No dia 24 Set 17 aconteceu a Assembleia Popular da Mineração, na comunidade do Botafogo, em Santo Antônio do Itambé-MG, organizada por moradores locais e o Movimento pela Soberania Popular da Mineração (MAM) de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. O objetivo do evento foi a conscientização dos impactos que poderão ser promovidos através do projeto de mineração na região idealizado pela empresa Anglo American.

As comunidades rurais da cidade estão preocupadas com o projeto que a Anglo American visa implantar na região, serão aproximadamente 830 mil litros de água por dia, que serão utilizados na produção do material. Fora a questão da água, existem outras questões impactantes que acarretarão na cidade com o tempo, como poeira, mau cheiro, barulho, rebaixamento do lençol freático, instalação de barragem de rejeitos, etc. Esses impactos, afetarão as comunidades locais, resta saber, se os órgãos competentes farão consulta popular a fim de aprovar esse “caos generalizado”.

“Aqui não chove há tempos meu filho, como nós vamos fazer se implantarem isso aí? Minha plantação vai secar” Foi o que disse uma senhora preocupada com a escassez hídrica vivida na região. É lamentável que em tempos de crise, os governos deliberarem projetos que atinjam as nascentes, rios, cachoeiras, com explosões intermináveis, destruindo a natureza e colocando em risco a vida do mais necessitado.

A água, recurso necessário para a sobrevivência do ser humano, vem sendo tratada com total desrespeito pelos órgãos competentes em Minas Gerais, que, alimentado pelo capital e ego, descumprem seus ofícios e fingem que nada de mal está ocorrendo, mas não se preocupem,quando o caos se tornar realidade, seus filhos e netos vão respirar o mesmo ar poeirento e vão tomar a mesma água contaminada, servida atualmente, somente para os pobres.

“Ahhh vamos fazer um projeto de mineração sustentável”“Aqui vai ser diferente, vamos trazer muitos empregos para a região”, olha o que Conceição do Mato Dentro está passando atualmente. As comunidades adjacentes ao Minas-Rio estão sendo ignoradas pela Anglo American, que os empurra com a barriga até ser aprovada a licença de expansão.

Foi muito gratificante participar do evento, as pessoas saíram unidas e cobrarão com mais rigor as questões relacionadas a natureza como um todo. Não podemos deixar a natureza de lado! Senão ela também nos deixará!

No final do evento, o grupo de teatro denominado Revolução da Juventude, composto por adolescentes de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, realizaram a peça teatral “Mineradora CALE: a vida muda!” Que contou o caso fictício do “Gilberto”. Um senhor que é sempre demitido e recontratado pelas suas terceirizadas, permanecendo pobre e sem tempo para aproveitar sua família.