Uma joia do barroco mineiro

Restauração da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro, destaca valor cultural de Minas

Restauro. Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro, data do século 18

Conceição do Mato Dentro. Um processo de restauração assemelha-se ao de um garimpo. No garimpo, é preciso paciência, cuidado e atenção na busca por pedras preciosas. No caso do restauro, a mesma tríade é fundamental no trabalho de recuperação da obra original. Apesar de moroso, o resultado é compensatório. Encontrar os primeiros desenhos do forro de uma igreja datada de 1723, do início do século XVIII, por exemplo, é o mesmo que achar ouro ao fim da escavação.

Foi essa a sensação da equipe que restaurou a sacristia da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro, na região Central do Estado. Importante símbolo do barroco mineiro, a igreja estava fechada desde 2004. Em cerimônia realizada na cidade, na terça-feira (7), a estrutura foi entregue. O trabalho é fruto de uma parceria entre a prefeitura, a paróquia e a mineradora Anglo American, responsável pela maior parte do investimento.

Depois de cinco anos de restauração, elementos artísticos como o altar do Senhor do Bonfim, pinturas, esquadrias e forro da sacristia foram recuperados. “A gente teve surpresas. Encontramos, no geral, três repinturas. No forro da capela-mor, por exemplo, encontramos uma Nossa Senhora da Conceição muito linda quando começamos a remoção da figura do Espírito Santo. Mas achamos estranho porque o estilo dela é rococó. Então, descobrimos que as partes escuras, que achávamos que era madeira, era, na verdade, uma imagem da assunção de Nossa Senhora, que é barroca”, revela Dulce Senra, restauradora e proprietária da Cantaria Restauro, empresa responsável pelos trabalhos de restauração da matriz.

A restauração da sacristia foi a segunda etapa do processo de reforma da igreja. Antes dela, foi restaurado um relógio inglês bicentenário, que também integra o santuário. Em agosto, o relógio, que estava parado desde 2006, voltou a funcionar, acionando o sino que toca a cada meia-hora. “A comunidade pôde voltar a fazer suas atividades em função do badalo do relógio. Muitas pessoas me param na rua para relatar a emoção de ouvi-lo. O trabalho em cima do relógio foi de 60 dias, e um especialista restaurou todo o maquinário”, conta Alexandre Leal, coordenador de projetos e obras da Anglo American e responsável pelo processo de restauração da igreja.

Com a sacristia e o relógio prontos, agora estão em processo de restauração o altar-mor, o arco do Cruzeiro e os outros dois altares laterais. A previsão é de que o trabalho seja concluído até o fim de 2018, quando a igreja finalmente será aberta para visitação.

Investimento. Inicialmente, estavam previstos para ser gastos na restauração da igreja R$ 4 milhões. Com o andamento das obras, no entanto, esse recurso precisou ser aumentado para R$ 8,5 milhões. Até agora, as obras consumiram cerca de metade do recurso disponibilizado pela Anglo American.

Estiveram presentes na solenidade o secretário de Cultura do Estado, Ângelo Oswaldo – que nasceu em Conceição do Mato Dentro –, o prefeito da cidade, José Aparecido de Oliveira, o padre da matriz, João Evangelista, o bispo dom Geremias, o presidente da Anglo American, Ruben Fernandes, e a presidente do Iphan, Célia Corsino.

A jornalista viajou a convite da Anglo American

Fonte “Jornal O Tempo”

Desastre de Mariana: dois anos da maior tragédia ambiental do Brasil

Rompimento da barragem da Samarco causou 19 mortos, destruição e perdas

A maior tragédia ambiental do Brasil – que completa dois anos neste domingo (05/11)- deixou, no rastro do mar de lama que se espalhou por 650 quilômetros entre Minas Gerais e Espírito Santo, 19 mortos, a localidade de Bento Rodrigues (em Mariana) submersa, as de Paracatu de Baixo (também em Mariana) e Gesteira (em Barra Longa) destruídas e perdas imateriais que continuam doendo em seus moradores. Desde então, as festas religiosas, as partidas de futebol descomprometidas, o bate-papo com os vizinhos e o trabalho na roça se esvaíram.

As cerca de 300 famílias desalojadas pela lama que se alastrou com o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, vivem agora na área urbana da Mariana, apartadas umas das outras, e enfrentam a hostilidade de muitos moradores da cidade (que ganharam novos vizinhos de uma hora para outra) e seus próprios demônios. A cena mais marcante é o distrito de Bento Rodrigues: uma localidade fantasma, com escombros e lama. Dos 19 mortos, 14 eram trabalhadores e 5, moradores locais.

O rompimento da barragem do Fundão em 5 de novembro de 2015 atingiu muito mais gente que os mortos e suas famílias: um total de 500 mil pessoas. Estima-se que, com o rompimento da barragem, 39,2 milhões de m³ de rejeitos de minério tenham percorrido os Rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce até desembocar no Oceano Atlântico. O tsunami de lama afetou diversas comunidades ribeirinhas mineiras e capixabas pelo caminho. Contaminou a água, tirou o trabalho de pescadores que dependiam dos rios para sobreviver, matou animais e plantas.

Após o rompimento da barragem, um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) assinado entre a Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, com a União e diversas autarquias federais e estaduais, criou a Fundação Renova, responsável pela reparação dos danos decorrentes. As ações passaram a ser definidas pelo Comitê Interfederativo, que reúne também órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Água (ANA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do governo federal.

À espera
Até agora, poucos foram indenizados. Boa parte dos pagamentos – 70% a pescadores – ainda está em negociação. A Fundação entregou pouco mais de 8 mil cartões de auxílio financeiro, que é pago mensalmente, a cerca de 20 mil pessoas. O reassentamento das vilas está marcado para 2019, mas as obras nem começaram. Dos R$ 11,1 bilhões previstos até 2030 no orçamento da Fundação, R$ 2,5 bilhões foram gastos. Além de um processo criminal contra 22 pessoas, que está paralisado por ordem judicial, há ao menos outros 74 mil em andamento, além de uma ação civil pública que reúne os atingidos em Bento Rodrigues.

A previsão de recuperação total dos estragos ambientais é 2032. Ainda não há laudos definitivos sobre todos os impactos, e os órgãos monitoram a área afetada para verificar se os peixes estão ou não aptos para o consumo humano e como a quantidade de espécies foi impactada. Os estudos, de acordo com a Renova, devem ser finalizados até o início do ano que vem e compartilhados com os órgãos ambientais.

A Renova cercou 511 nascentes na Bacia do Rio Doce e promete recuperar em dez anos, conforme prazo fixado pelo TTAC, 5 mil nascentes. Ainda há o debate sobre o que será feito com os rejeitos. Na barragem, esse material tinha areia e argila. Depois do rompimento, isso se juntou a solo, sedimento, árvores e o que mais estava no fundo do rio – o que dificulta a destinação dessa mistura. Após dois anos, ainda há muitas perguntas sem respostas, dúvidas e muito por fazer. Enquanto isso, a mineradora Samarco quer retomar suas operações. Com atividades paralisadas, a empresa tenta provar às autoridades que é capaz de atuar em segurança. Hoje, sobrevive de aportes de suas controladoras, que já destinaram à empresa US$ 430 milhões (cerca de R$ 1,41 bilhão). Antes da tragédia, a Samarco empregava cerca de 6 mil funcionários. Hoje, são 1,8 mil, sendo que 800 estão com o contrato suspenso.

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Eco Aldeia Serra Sagrada

A Eco Aldeia Serra Sagrada localiza-se na Serra do Espinhaço, que possui uma das mais antigas e belas formações rochosas de nosso país, tanto que foi chamada de “Cordilheira brasileira” pelos naturalistas, tendo em vista seu parentesco com a Cordilheira dos Andes. Neste Encantado Espaço, dotado de uma natureza que nos silencia, apazigua e engrandece, é que estamos constantemente celebrando a vida por meio da alimentação saudável, das práticas de permacultura, dos retiros espiritualistas e sobretudo das sinceras relações de amor.

As atividades da Eco Aldeia realizam-se sempre com o objetivo de nos fazer descobrir a nós mesmos, revelando-nos a “Nossa Própria Natureza”. Encontrar esta “Verdadeira Natureza” é um exercício contínuo e cotidiano, realizado no trabalho afetivo do plantio de nosso próprio alimento, no estudo das propriedades medicinais de cada uma das plantas, na observação delicada de cada ser que ocupa a exuberante fauna de nosso cerrado, na descoberta do frescor que nos toca a pele a cada banho de rio, na percepção sutil de cada canto de pássaro pousado no silêncio verde das matas, no fluido flerte dado ao fim do dia ao pôr do sol que se anuncia, na observação profunda da lua que também nos diz de nossas fases, no expansivo crescimento do corpo atingido após cada meditação ou prática corporal, na amorosidade encontrada no sorriso de cada irmão após uma transformadora experiência vivenciada em uma cerimônia com as plantas de poder… Enfim, na compreensão de que a “Nossa Própria Natureza”, envolve tudo isso: o que comemos, o que falamos, como nos movimentamos, o que pensamos, onde estamos, com quem estamos… e o quanto esta “Própria” Natureza, que habita cada um de nós, está diretamente vinculada a quão “Nossa” é esta Natureza, a quão coletivamente formamos e somos formados por ela. Não há como verdadeiramente Ser sem entender e sentir a nossa relação com o que nos circunda e nos pertence, sem perceber o quanto de rio, de rocha, de água, de fogo, de vento, de vegetação, de corpos e de almas há em nós. Eis o convite a cada irmão que aqui chegar, eis o convite a quem aqui ficar…

A Eco Aldeia promove encontros vinculados aos diversos segmentos da permacultura, da bioconstrução e da agrofloresta, além de retiros espirituais que englobam inúmeras práticas corporais e tradições espiritualistas, como a Biodança, o Contato e Improvisação, a Dança Livre, a Meditação, a Yoga, a Musicoterapia, o Xamanismo, a Pajelança, o Umbandaime, o Catimbó e tantos outros caminhos que nos levam ao crescimento, à libertação, à amorosidade e à alegria de viver. O espaço está de coração aberto para receber qualquer liderança espiritual ou grupo terapêutico que esteja dentro desta concepção construtiva e integrativa do Ser.

Estamos também abertos a receber voluntariados, que queiram permanecer durante alguma temporada na Serra. É com imensa alegria que recebemos cada irmão disposto a compartilhar experiências, conhecimentos e histórias de vida. Sejam todos muito Bem-Vindos com toda a bem-aventurança e abundância que os habita!

As atividades de bioconstrução, os retiros espiritualistas e as práticas de ecoturismo são geralmente realizados nos finais de semana e nos feriados. Para acompanhar nosso calendário e trocar informações com os parceiros e amigos da Serra Sagrada, convidamos você a visitar com frequência a nossa página e a participar de nosso grupo do facebook.

https://www.facebook.com/groups/206376306378570/

Que estejamos sempre juntos em busca de nosso autoconhecimento e de nossa infinita amorosidade!

Por todas as nossas relações!

Aho Metaquiaze!

 

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Por que 11 países africanos estão construindo uma muralha de árvores

Dentro de aproximadamente vinte anos, a “Grande Muralha Verde”, como é conhecida, deverá estar construída, muralha esta que tem o objetivo de impedir o contínuo avanço do deserto do Saara, que continua a estender-se ano após ano com as dunas a serem arrastadas pelo vento.

Explica a NBC que esta muralha será composta por um largo cinturão de árvores que se irão replicar ao longo de 15 quilómetros de largura e mais de sete mil em comprimento, ligando a Mauritânia e Djibouti, abrangendo assim todo o continente africano.

Além de tentar estancar de vez o avanço do deserto, espera-se que esta nova floresta – que deverá cobrir quase 12 milhões de hectares – consiga combater a pobreza e também garantir uma melhor gestão dos recursos naturais.

Já em 2007, as Nações Unidas elaboraram um relatório sobre Alimentação e Agricultura que concluía que os países que virão a ser protegidos por esta muralha (Burkina Faso, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Niger, Nigéria, Senegal, Sudão e Chad) perdiam, em média, 1.712 milhões de hectares de floresta por ano.

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Cachoeira Três Barras, Conceição do Mato Dentro

Localizada próximo ao Povoado de Três Barras, daí a origem do nome, essa cachoeira tem altura aproximada de 13m. Incrustada num paredão de 40m de extensão, forma um grande poço, propício a mergulhos, evitando-se os blocos de pedras existentes em suas bordas. A parte de cima da queda d`água apresenta um poço comprido, formado pelo alargamento do rio Cubas e com águas muito tranquilas. A queda tem uma calha central onde passa grande volume de água.

Algumas grandes pedras deslocadas no período de sua formação ainda se encontram dentro do poço, formando pequenos espaços de recreação. A vegetação do entorno é alta e densa. Devido ao grande volume de água, ao poço e à sua relativa proximidade com a cidade, é um dos principais atrativos turísticos do município, atraindo visitantes em praticamente todas as épocas do ano.

O paredão da Cachoeira das Três Barras em Conceição do Mato Dentro também é muito procurado por escaladores e praticantes de rappel (canyoning) e, por isso mesmo, tem uma grande visitação, inclusive dos próprios conceicionenses. A cachoeira fica em uma fazenda particular, mas a visitação é permitida e gratuita.

 

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O que Deus criou, o ser humano jamais destruirá! Só cabe saber usufruir.

Nos dias 02 e 03 de Outubro, pude visitar a maravilhosa cidade de Santo Antônio do Itambé. Núcleo urbano nascido no século XVIII, o município faz parte dos circuitos turísticos dos Diamantes e da Estrada Real, além de ser a porta de entrada para o Parque Estadual do Pico do Itambé.

Desde já, agradeço o guia local, Welinton Magno, pela gentileza de nos apresentar o Recanto, local onde recebe pessoas de boa fé, onde fica comprovado seu belo trabalho de recuperação e preservação das nascentes que deságuam no rio Água Santa, coroado por belas cachoeiras. No local, também funciona o serviço de camping, lazer e ecoturismo. O recanto está localizado há 07 Km do centro da cidade.

Pude ainda presenciar reunião ocorrida na Câmara Municipal da cidade, que deixou nítida a intenção dos habitantes, o desejo de evitar que atividades minerárias se aproximem na região e de prevalecer a agricultura familiar e o turismo.

Santo Antônio do Itambé, “teto do sertão mineiro”, nós mineiros nos orgulhamos em ter uma comunidade tão acolhedora e guerreira em nosso Estado. Continuem cuidando das nossas montanhas alterosas, das águas, preservando a biodiversidade e desfilando toda a sua beleza natural.

Cachoeira Rabo de Cavalo

Situada no Parque Estadual da Serra do Intendente, a cachoeira é formada pelo córrego do Teodoro e tem aproximadamente 150m de queda, dividida em três cascatas. A principal é formada por uma queda mais alta com água de córrego secundário e, como bate em pedra no início da queda acaba formando grandes respingos, que, com a força do vento a transforma em um elemento semelhante a um rabo de cavalo em movimento.

Um pouco mais abaixo e à direita da primeira, há uma queda de maior volume, dividindo-se em duas e chegando ao final em conjunto com outras. Há um grande poço com aproximadamente 1750 m2 (50 x 35 m) e profundidade desconhecida. Suas águas são escuras, limpas e muito frias. É possível atravessá-lo a nado e ficar embaixo da cascata. O poço é ladeado por um paredão rochoso e blocos de pedras de tamanhos variados.

O rio retorna seu curso entre grandes pedras no seu leito, sendo que neste percurso continua formando novas piscinas naturais. Na parte superior das quedas, formam-se belas piscinas naturais e quedas d’água menores, com destaque para a cachoeira do Altar, que cai de forma alongada, como uma cortina, formando um poço espumante. A vegetação é variada e apresenta espécies de gramíneas e matas mistas, com espécies de cerrado e mata atlântica.

AudiênciaPública – Alvorada de Minas/MG

O MPMG promoverá na próxima semana, terça-feira, audiência pública no município de Alvorada de Minas com o objetivo de colher informações sobre as condições de vida das comunidades residentes abaixo da barragem de rejeitos do Projeto Minas-Rio.

Data: 29 de Agosto de 2017, Terça-Feira.

Horário: 17h30min.

Local: Escola Estadual São José de Jassém.

Endereço: Rua Padre Antônio Alves, n°01, Comunidade de São José de Jassém – Alvorada de Minas/MG.

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