Trilha de acesso à cachoeira do Tabuleiro é inaugurada em Conceição do Mato Dentro

A trilha que dá acesso à cachoeira do Tabuleiro, maior atrativo turístico de Conceição do Mato Dentro, foi inaugurada nessa quarta-feira, 20 de dezembro. O caminho tem aproximadamente 2,5 quilômetros. A entrega da obra foi comemorada na comunidade local.

A solenidade reuniu autoridades políticas, da Anglo American, Instituto Estadual de Florestas e outros. A obra foi executada pela empresa Unieco, em parceria com a mineradora Anglo, que garantiu a contratação de 80% de mão de obra local na intervenção.

Localizada na Serra do Espinhaço, no distrito de Tabuleiro, à 19 quilômetros da sede de Conceição do Mato Dentro, a cachoeira é a mais alta de Minas Gerais e a terceira do Brasil. São 273 metros de queda livre – o equivalente a um prédio de 91 andares.

Na cachoeira Rabo de Cavalo, também foi entregue a melhoria de uma trilha de acesso. A obra é uma condicionante ao projeto Minas-Rio, da Anglo.

Em seu discurso, o prefeito da cidade, Zé Fernando (PMDB) anunciou a reforma e ampliação da sede do Parque Municipal do Tabuleiro. O valor do investimento será de R$ 800 mil, de recursos da administração municipal.

O projeto, segundo o chefe do Executivo, contempla auditório, área para pesquisadores, enfermaria, lanchonete e outras estruturas.

O prefeito prometeu também injetar R$ 700 mil no acesso do distrito à sede do parque, que compreende cerca de dois quilômetros de chão.

O Parque do Tabuleiro está localizado na Serra do Espinhaço, região reconhecida pela UNESCO em 2005 como Reserva da Biosfera. 

Autoridades comemoram obra

O gerente do Parque Estadual Serra do Intendente, Marcos Alexandre dos Santos, falou sobre a importância da trilha, “já que a caminhada era bastante dificultada por pedras, buracos e alterações naturais do relevo”.

A gerente das unidades de conservação do IEF, Cecília Fernandes Vilhena, rendeu agradecimentos aos benfeitores da obra e disse que “a cada R$ 1 investido em obras para o turismo, estima-se que R$ 7 voltem para a comunidade”.

Diretor de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Anglo American, Aldo Souza comentou a necessidade de engajamento comunitário em iniciativas semelhantes. “O recurso existe, mas, é necessária a participação da comunidade nos projetos para as coisas darem certo” o executivo ainda fez uma reflexão temporal do fato e da grandeza do Tabuleiro ‘’Eu tenho menos de 40 anos, Conceição do Mato Dentro tem 315 anos, a cachoeira tem por volta de 2 milhões de anos, a Serra do Espinhaço em torno de 1 bilhão de anos. O que nós somos perante isso?”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Conceição do Mato Dentro, João Marcos (PFL), discursou sobre superação à recessão. “Enquanto o País está em crise, nós caminhamos no sentido inverso”.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Felipe Gaeta, relembrou a infância no parque, quando não havia sequer meios de sinalização. “Quando era pequeno, íamos acampar e ficávamos perdidos nas trilhas”.

Finalmente, Zé Fernando reforçou a veia turística do município. “Quando conquistamos o titulo de capital mineira do ecoturismo foi por causa do Tabuleiro”.

Da sede do Parque do Tabuleiro dá para ver a parte alta da cachoeira

Fonte (Jornal DeFato)

Manifestações contra a Anglo American marcam reunião no COPAM

[FORA ANGLO] Em Belo Horizonte (MG), moradores de 8 comunidades protestam contra a licença de expansão do Projeto Minas Rio, da empresa Anglo American.

A manifestação aconteceu nesta manhã (11/12), durante a reunião da Câmara Temática da Mineração, na Secretaria Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais. e reuniu moradores de 8 comunidades atingidas pela Minas-Rio: Passa Sete, Água Quente, São José do Jassem, Arrudas, Cabeceira do Turco, Sapo, Saraiva e Itapanhoacanga.

Paralelamente à reunião, foi deferida uma liminar em Ação Civil Pública suspendendo os efeitos da autorização do município para intervenção na zona de amortecimento da Serra da Ferrugem. Além de ter sido protocolados vários documentos com possíveis atos de ilegalidades envolvendo a empresa.

Parabéns a todos os envolvidos! Unidos somos mais fortes!

Fonte

Contagem regressiva para reabertura da Cachoeira mais bela do Brasil!

No dia 08 de Dezembro de 2017, será reaberto o acesso à Cachoeira mais bela do Brasil, a Cachoeira do Tabuleiro, localizada no município de Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais.

As vias de acesso às trilhas dos Poços das Cachoeiras do Tabuleiro e Rabo de Cavalo, foram otimizadas visando acessibilidade e segurança do percurso até as cachoeiras.

Vale lembrar que o turismo na região passou por período complicado, agravado pelo fechamento para as obras de sua principal cachoeira. Contudo, está nítido o esforço de profissionais para melhorar e investir nas vastas camadas turísticas da região e assim, fazer jus ao merecido título de capital mineira do Ecoturismo!

No entanto, pude perceber que, enquanto ocorriam as obras o empresariado da cidade aproveitou para se capacitar e aperfeiçoar, através da realização de cursos técnicos que ajudarão no recebimento dos turistas na região. Destaco ainda, o abençoado volume de chuvas que a região tem recebido nos últimos dias, recuperando os níveis dos cursos d’água, além da paisagem que está cada vez mais verde.

Será um marco histórico para o desenvolvimento turístico de Conceição do Mato Dentro, além de ser um grande presente para a cidade, que completará no mesmo dia da reabertura seus 315 anos!

Aproveito este momento para agradecer nosso parceiro Montanha Aventuras, que, através do meu amigo Pedro Esteves, convida a todos para visitar esta maravilha de Minas Gerais.

Parabéns aos envolvidos! Viva o Ecoturismo! Parabéns Conceição do Mato Dentro!

5 DICAS PARA VIAJAR A PÉ E SOZINHO PELA ESTRADA REAL

Saiba como fazer um trekking com segurança por algumas das melhores cidades históricas de Minas.

Caminhada pelo município de Capivari – créditos da foto: Paulo Henrique de Oliveira

Por volta do século XVII a coroa portuguesa precisava encontrar uma maneira prática para levar o ouro e os diamantes de Minas para o Rio de Janeiro. Uma missão que, como você pode ter ideia, não era nada fácil. Pra falar a verdade, nem fácil e nem impossível, afinal, foi graças à essa ideia que surgiu a Estrada Real, um dos maiores roteiros turísticos do Brasil. Um roteiro responsável por levar centenas de milhares de turistas anualmente a percorrer os mais de 1600 quilômetros que separam a histórica Diamantina das cidades de Paraty e Porto Estrela.

E, dentre os meios mais escolhidos pelos viajantes para percorrer todo esse caminho, está aquele que é o mais simples de todos: a pé. Isso mesmo! Anualmente uma porção de turistas escolhe atravessar andando todas as montanhas e serras dessa famosa Estrada. Uma aventura que, obviamente, requer muitos cuidados e atenções para quem deseja enfrentar essa proeza. Principalmente para quem deseja encarar tudo isso sozinho.

CONFIRA COM ATENÇÃO A DISTÂNCIA E A ELEVAÇÃO DO TERRENO DE CADA TRECHO

Uma boa parte dos caminhos do Diamante, Sabarabuçu, novo e velho, são compostos por aclives e declives que, muitas das vezes, exigem uma boa preparação do viajante. Por isso, além de ficar de olho na distância entre as cidades, é importante também saber qual a altimetria de cada região para não calcular errado o tempo entre um ponto e outro.

Informações essas que podem ser facilmente encontradas na parte de roteiros do site do Instituto Estrada Real.

FAÇA CHEKINS COM APLICATIVOS

Se você está caminhando sozinho pela Estrada Real, não deixe de usar a tecnologia à favor da sua segurança: faça chekins nas cidades, fale com os familiares e amigos de tempos em tempos e, sempre que possível, tire fotos e publique nas redes sociais.

Mais do que memórias da viagem, as fotos, nesse caso, servem também para criar um registro de onde você passou e como estava naquele momento.

NÃO ECONOMIZE NO EQUIPAMENTO

Sabarabuçu, o trecho mais curto da Estrada Real, tem 160 quilômetros de extensão. Distância suficiente para exigir de 10 a 11 dias para ser percorrida a pé. Um tempo bastante longo, não é mesmo? Então, se você vai ficar tantos dias assim na estrada, é bom poder confiar em equipamentos de qualidade, certo? Portanto, para isso, nada de economizar na hora de comprar mochilas, sacos de dormir e barracas.

Pensando nisso, nada de estranhar os 800 a 1000 reais – no mínimo – que você irá precisar desembolsar para comprar uma mochila cargueira de qualidade (como as da marca alemã Deuter). Tudo em prol de uma melhor viagem.

O QUE NÃO PODE FALTAR EM SUA MOCHILA DE TREKKING

A natureza selvagem

Não é porque você já acampou uma ou outra vez na vida que isso irá te dar experiência para essa aventura. Afinal, a bagagem de quem faz um trekking de vários dias é bastante diferente daquela de quem se aventura por um dia ou outro na mata.

Por isso, eis aqui um pequeno checklist que pode te ajudar a montar a sua mochila:

  • Bota de caminhada (de preferência usadas)

  • Mochila cargueira

  • Capa de Chuva

  • Isolante Térmico

  • Saco de dormir

  • Barraca

  • Cantil ou Garrafas Pet

  • Lanterna

  • Canivete

  • Repelente

  • Protetor solar

  • Kit de higiene pessoal

  • Sacos de lixo para colocar: lixos, roupas secas, roupas sujas.

NÃO EVITE USAR O ÔNIBUS SE FOR PRECISO PELA ESTRADA REAL

Vale lembrar que, mesmo caminhando por cidades pequenas e pacatas, nem todas são exatamente seguras hoje em dia – principalmente aquelas onde as mineradoras já tomaram conta. Por isso, evite trafegar sozinho (a) por muito tempo em regiões onde já existem registros de criminalidade – como Tapera, Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar, Barbacena, Porto Estrela e Sabará.

Para atravessar essas regiões, a dica é: ande acompanhado ou opte por ir de ônibus. Acredite: esses pequenos quilômetros não irão te fazer falta perto de todos os outros que você andou.

Fonte

 

Uma joia do barroco mineiro

Restauração da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro, destaca valor cultural de Minas

Restauro. Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro, data do século 18

Conceição do Mato Dentro. Um processo de restauração assemelha-se ao de um garimpo. No garimpo, é preciso paciência, cuidado e atenção na busca por pedras preciosas. No caso do restauro, a mesma tríade é fundamental no trabalho de recuperação da obra original. Apesar de moroso, o resultado é compensatório. Encontrar os primeiros desenhos do forro de uma igreja datada de 1723, do início do século XVIII, por exemplo, é o mesmo que achar ouro ao fim da escavação.

Foi essa a sensação da equipe que restaurou a sacristia da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Mato Dentro, na região Central do Estado. Importante símbolo do barroco mineiro, a igreja estava fechada desde 2004. Em cerimônia realizada na cidade, na terça-feira (7), a estrutura foi entregue. O trabalho é fruto de uma parceria entre a prefeitura, a paróquia e a mineradora Anglo American, responsável pela maior parte do investimento.

Depois de cinco anos de restauração, elementos artísticos como o altar do Senhor do Bonfim, pinturas, esquadrias e forro da sacristia foram recuperados. “A gente teve surpresas. Encontramos, no geral, três repinturas. No forro da capela-mor, por exemplo, encontramos uma Nossa Senhora da Conceição muito linda quando começamos a remoção da figura do Espírito Santo. Mas achamos estranho porque o estilo dela é rococó. Então, descobrimos que as partes escuras, que achávamos que era madeira, era, na verdade, uma imagem da assunção de Nossa Senhora, que é barroca”, revela Dulce Senra, restauradora e proprietária da Cantaria Restauro, empresa responsável pelos trabalhos de restauração da matriz.

A restauração da sacristia foi a segunda etapa do processo de reforma da igreja. Antes dela, foi restaurado um relógio inglês bicentenário, que também integra o santuário. Em agosto, o relógio, que estava parado desde 2006, voltou a funcionar, acionando o sino que toca a cada meia-hora. “A comunidade pôde voltar a fazer suas atividades em função do badalo do relógio. Muitas pessoas me param na rua para relatar a emoção de ouvi-lo. O trabalho em cima do relógio foi de 60 dias, e um especialista restaurou todo o maquinário”, conta Alexandre Leal, coordenador de projetos e obras da Anglo American e responsável pelo processo de restauração da igreja.

Com a sacristia e o relógio prontos, agora estão em processo de restauração o altar-mor, o arco do Cruzeiro e os outros dois altares laterais. A previsão é de que o trabalho seja concluído até o fim de 2018, quando a igreja finalmente será aberta para visitação.

Investimento. Inicialmente, estavam previstos para ser gastos na restauração da igreja R$ 4 milhões. Com o andamento das obras, no entanto, esse recurso precisou ser aumentado para R$ 8,5 milhões. Até agora, as obras consumiram cerca de metade do recurso disponibilizado pela Anglo American.

Estiveram presentes na solenidade o secretário de Cultura do Estado, Ângelo Oswaldo – que nasceu em Conceição do Mato Dentro –, o prefeito da cidade, José Aparecido de Oliveira, o padre da matriz, João Evangelista, o bispo dom Geremias, o presidente da Anglo American, Ruben Fernandes, e a presidente do Iphan, Célia Corsino.

A jornalista viajou a convite da Anglo American

Fonte “Jornal O Tempo”

Desastre de Mariana: dois anos da maior tragédia ambiental do Brasil

Rompimento da barragem da Samarco causou 19 mortos, destruição e perdas

A maior tragédia ambiental do Brasil – que completa dois anos neste domingo (05/11)- deixou, no rastro do mar de lama que se espalhou por 650 quilômetros entre Minas Gerais e Espírito Santo, 19 mortos, a localidade de Bento Rodrigues (em Mariana) submersa, as de Paracatu de Baixo (também em Mariana) e Gesteira (em Barra Longa) destruídas e perdas imateriais que continuam doendo em seus moradores. Desde então, as festas religiosas, as partidas de futebol descomprometidas, o bate-papo com os vizinhos e o trabalho na roça se esvaíram.

As cerca de 300 famílias desalojadas pela lama que se alastrou com o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, vivem agora na área urbana da Mariana, apartadas umas das outras, e enfrentam a hostilidade de muitos moradores da cidade (que ganharam novos vizinhos de uma hora para outra) e seus próprios demônios. A cena mais marcante é o distrito de Bento Rodrigues: uma localidade fantasma, com escombros e lama. Dos 19 mortos, 14 eram trabalhadores e 5, moradores locais.

O rompimento da barragem do Fundão em 5 de novembro de 2015 atingiu muito mais gente que os mortos e suas famílias: um total de 500 mil pessoas. Estima-se que, com o rompimento da barragem, 39,2 milhões de m³ de rejeitos de minério tenham percorrido os Rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce até desembocar no Oceano Atlântico. O tsunami de lama afetou diversas comunidades ribeirinhas mineiras e capixabas pelo caminho. Contaminou a água, tirou o trabalho de pescadores que dependiam dos rios para sobreviver, matou animais e plantas.

Após o rompimento da barragem, um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) assinado entre a Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, com a União e diversas autarquias federais e estaduais, criou a Fundação Renova, responsável pela reparação dos danos decorrentes. As ações passaram a ser definidas pelo Comitê Interfederativo, que reúne também órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Água (ANA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do governo federal.

À espera
Até agora, poucos foram indenizados. Boa parte dos pagamentos – 70% a pescadores – ainda está em negociação. A Fundação entregou pouco mais de 8 mil cartões de auxílio financeiro, que é pago mensalmente, a cerca de 20 mil pessoas. O reassentamento das vilas está marcado para 2019, mas as obras nem começaram. Dos R$ 11,1 bilhões previstos até 2030 no orçamento da Fundação, R$ 2,5 bilhões foram gastos. Além de um processo criminal contra 22 pessoas, que está paralisado por ordem judicial, há ao menos outros 74 mil em andamento, além de uma ação civil pública que reúne os atingidos em Bento Rodrigues.

A previsão de recuperação total dos estragos ambientais é 2032. Ainda não há laudos definitivos sobre todos os impactos, e os órgãos monitoram a área afetada para verificar se os peixes estão ou não aptos para o consumo humano e como a quantidade de espécies foi impactada. Os estudos, de acordo com a Renova, devem ser finalizados até o início do ano que vem e compartilhados com os órgãos ambientais.

A Renova cercou 511 nascentes na Bacia do Rio Doce e promete recuperar em dez anos, conforme prazo fixado pelo TTAC, 5 mil nascentes. Ainda há o debate sobre o que será feito com os rejeitos. Na barragem, esse material tinha areia e argila. Depois do rompimento, isso se juntou a solo, sedimento, árvores e o que mais estava no fundo do rio – o que dificulta a destinação dessa mistura. Após dois anos, ainda há muitas perguntas sem respostas, dúvidas e muito por fazer. Enquanto isso, a mineradora Samarco quer retomar suas operações. Com atividades paralisadas, a empresa tenta provar às autoridades que é capaz de atuar em segurança. Hoje, sobrevive de aportes de suas controladoras, que já destinaram à empresa US$ 430 milhões (cerca de R$ 1,41 bilhão). Antes da tragédia, a Samarco empregava cerca de 6 mil funcionários. Hoje, são 1,8 mil, sendo que 800 estão com o contrato suspenso.

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Eco Aldeia Serra Sagrada

A Eco Aldeia Serra Sagrada localiza-se na Serra do Espinhaço, que possui uma das mais antigas e belas formações rochosas de nosso país, tanto que foi chamada de “Cordilheira brasileira” pelos naturalistas, tendo em vista seu parentesco com a Cordilheira dos Andes. Neste Encantado Espaço, dotado de uma natureza que nos silencia, apazigua e engrandece, é que estamos constantemente celebrando a vida por meio da alimentação saudável, das práticas de permacultura, dos retiros espiritualistas e sobretudo das sinceras relações de amor.

As atividades da Eco Aldeia realizam-se sempre com o objetivo de nos fazer descobrir a nós mesmos, revelando-nos a “Nossa Própria Natureza”. Encontrar esta “Verdadeira Natureza” é um exercício contínuo e cotidiano, realizado no trabalho afetivo do plantio de nosso próprio alimento, no estudo das propriedades medicinais de cada uma das plantas, na observação delicada de cada ser que ocupa a exuberante fauna de nosso cerrado, na descoberta do frescor que nos toca a pele a cada banho de rio, na percepção sutil de cada canto de pássaro pousado no silêncio verde das matas, no fluido flerte dado ao fim do dia ao pôr do sol que se anuncia, na observação profunda da lua que também nos diz de nossas fases, no expansivo crescimento do corpo atingido após cada meditação ou prática corporal, na amorosidade encontrada no sorriso de cada irmão após uma transformadora experiência vivenciada em uma cerimônia com as plantas de poder… Enfim, na compreensão de que a “Nossa Própria Natureza”, envolve tudo isso: o que comemos, o que falamos, como nos movimentamos, o que pensamos, onde estamos, com quem estamos… e o quanto esta “Própria” Natureza, que habita cada um de nós, está diretamente vinculada a quão “Nossa” é esta Natureza, a quão coletivamente formamos e somos formados por ela. Não há como verdadeiramente Ser sem entender e sentir a nossa relação com o que nos circunda e nos pertence, sem perceber o quanto de rio, de rocha, de água, de fogo, de vento, de vegetação, de corpos e de almas há em nós. Eis o convite a cada irmão que aqui chegar, eis o convite a quem aqui ficar…

A Eco Aldeia promove encontros vinculados aos diversos segmentos da permacultura, da bioconstrução e da agrofloresta, além de retiros espirituais que englobam inúmeras práticas corporais e tradições espiritualistas, como a Biodança, o Contato e Improvisação, a Dança Livre, a Meditação, a Yoga, a Musicoterapia, o Xamanismo, a Pajelança, o Umbandaime, o Catimbó e tantos outros caminhos que nos levam ao crescimento, à libertação, à amorosidade e à alegria de viver. O espaço está de coração aberto para receber qualquer liderança espiritual ou grupo terapêutico que esteja dentro desta concepção construtiva e integrativa do Ser.

Estamos também abertos a receber voluntariados, que queiram permanecer durante alguma temporada na Serra. É com imensa alegria que recebemos cada irmão disposto a compartilhar experiências, conhecimentos e histórias de vida. Sejam todos muito Bem-Vindos com toda a bem-aventurança e abundância que os habita!

As atividades de bioconstrução, os retiros espiritualistas e as práticas de ecoturismo são geralmente realizados nos finais de semana e nos feriados. Para acompanhar nosso calendário e trocar informações com os parceiros e amigos da Serra Sagrada, convidamos você a visitar com frequência a nossa página e a participar de nosso grupo do facebook.

https://www.facebook.com/groups/206376306378570/

Que estejamos sempre juntos em busca de nosso autoconhecimento e de nossa infinita amorosidade!

Por todas as nossas relações!

Aho Metaquiaze!

 

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Por que 11 países africanos estão construindo uma muralha de árvores

Dentro de aproximadamente vinte anos, a “Grande Muralha Verde”, como é conhecida, deverá estar construída, muralha esta que tem o objetivo de impedir o contínuo avanço do deserto do Saara, que continua a estender-se ano após ano com as dunas a serem arrastadas pelo vento.

Explica a NBC que esta muralha será composta por um largo cinturão de árvores que se irão replicar ao longo de 15 quilómetros de largura e mais de sete mil em comprimento, ligando a Mauritânia e Djibouti, abrangendo assim todo o continente africano.

Além de tentar estancar de vez o avanço do deserto, espera-se que esta nova floresta – que deverá cobrir quase 12 milhões de hectares – consiga combater a pobreza e também garantir uma melhor gestão dos recursos naturais.

Já em 2007, as Nações Unidas elaboraram um relatório sobre Alimentação e Agricultura que concluía que os países que virão a ser protegidos por esta muralha (Burkina Faso, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Niger, Nigéria, Senegal, Sudão e Chad) perdiam, em média, 1.712 milhões de hectares de floresta por ano.

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Cachoeira Três Barras, Conceição do Mato Dentro

Localizada próximo ao Povoado de Três Barras, daí a origem do nome, essa cachoeira tem altura aproximada de 13m. Incrustada num paredão de 40m de extensão, forma um grande poço, propício a mergulhos, evitando-se os blocos de pedras existentes em suas bordas. A parte de cima da queda d`água apresenta um poço comprido, formado pelo alargamento do rio Cubas e com águas muito tranquilas. A queda tem uma calha central onde passa grande volume de água.

Algumas grandes pedras deslocadas no período de sua formação ainda se encontram dentro do poço, formando pequenos espaços de recreação. A vegetação do entorno é alta e densa. Devido ao grande volume de água, ao poço e à sua relativa proximidade com a cidade, é um dos principais atrativos turísticos do município, atraindo visitantes em praticamente todas as épocas do ano.

O paredão da Cachoeira das Três Barras em Conceição do Mato Dentro também é muito procurado por escaladores e praticantes de rappel (canyoning) e, por isso mesmo, tem uma grande visitação, inclusive dos próprios conceicionenses. A cachoeira fica em uma fazenda particular, mas a visitação é permitida e gratuita.

 

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Audiências Públicas da Anglo American marcam Alvorada de Minas e Dom Joaquim

Nos dias 03 e 04 de Outubro, ocorreram nos municípios de Alvorada de Minas e Dom Joaquim, respectivamente, Audiências Públicas visando avaliar e discutir sobre a liberação do Step 03 do empreendimento Minas-Rio, da Anglo American.

Os eventos foram marcados pela forte atuação do Ministério Público Estadual e Federal, que, pautados pela honra, desempenharam seus deveres com exatidão e lisura, demonstrando alto desempenho na proteção dos atingidos pelo empreendimento Minas-Rio e das cidades circunvizinhas à Conceição do Mato Dentro.

É importante esclarecer, que os eventos foram recomendados pelo MPE e MPF, que praticamente obrigaram o estado de Minas Gerais e seus órgãos à ocorrência das mesmas. Existem atualmente, diversas questões emergenciais, que, necessariamente precisam de debate para uma solução concreta, mas a empresa insiste em ignorá-las e estrategicamente, deixa para resolvê-las após a liberação do licenciamento para expansão da mina, o que para muitos é um absurdo.

Uma das questões mais apresentadas no debate foi a escassez dos recursos hídricos vivida atualmente nos municípios e pelo Brasil afora. Ora, como podemos ser aceptíveis em aprovar um projeto que levará nossa maior riqueza (água) para o mar, sem a confirmação do abastecimento populacional nas regiões atingidas? Afinal de contas, sobrará água para a população? Pois existem comunidades que já estão recebendo água mineral pela imprudência da empresa em não planejar previamente se seria viável a instalação de mineroduto em tempos de crise hídrica. Colocar culpa na chuva é fácil, quero ver é aceitar que houve um mau planejamento na referida questão.

– “Se Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas tem o minério, nós temos a água” Foi o que disse um morador local dom joaquinense, ao saber que a cidade não recebe adequadamente os royalties pela exportação de sua maior riqueza. Além disso, os moradores cobraram da empresa medidas eficazes em investimento dos recursos aplicados na cidade, ou seja, de que adianta reformar o quartel da Polícia Militar se não há policiais suficientes para a devida proteção? Adianta gastar milhões na reforma do hospital, se a prefeitura não tem recursos suficientes para manter as despesas salariais e estruturais? São perguntas como estas que cercaram os funcionários da empresa, que, insistiram em “dialogar” e não resolver previamente estes problemas, provavelmente ocasionados pela instalação da Anglo American na região.

Os moradores de Dom Joaquim cobraram também, maior participação de empregos efetivos na cidade, alegando que a cidade é impactada e precisa de diversas mitigações para o beneficiamento econômico da mesma.

Já em Alvorada de Minas, não percebi um depoimento sequer favorável a mineração na região. A maioria dos depoimentos criticou o descaso da empresa e das administrações passadas da prefeitura, alegando estarem abandonados pelas falsas promessas de seus representantes.

Houve grande comoção da população local em parabenizar o desempenho dos representantes do Ministério Público, Drs. Helder Magno, Marcelo Mata Machado, André Sperling e Luiz Tarcízio, que discursaram a favor do reconhecimento dos cidadãos atingidos na cidade, além de medidas eficazes para mitigar a situação precária que se encontram.

Cabe destacar também a participação do Sr. Tádzio Coelho, convidado especial do grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS), que explicou diversos assuntos relacionados à mineração em geral, incluindo possíveis estratégias atuais das mineradoras. Na ocasião, o Sr. Tádzio apresentou gráfico de pobreza e pobreza extrema, comparando as 04 cidades que o Minas-Rio aflige, com o restante do estado, apontando diversos dados negativos que a região sofreu após a instalação da mineradora.

A empresa, por sua vez, teve discurso evasivo e inconclusivo, pautados no diálogo e não na solução concreta para os diversos problemas exaustivamente ditos pelos moradores da região. Sei que não é culpa dos representantes da Anglo American que ali se justificavam, pois estão subordinados à acionistas mundiais que cobram por lucros. Mas, os representantes de alto escalão da empresa, deveriam se preocupar em reconhecer os atingidos e resolver estas pendências com maior agilidade, para até mesmo, minerarem com maior tranquilidade, proporcionando seus altos lucros ao longo dos anos que virão.

É inconcebível adiar estes problemas, a população atingida já não aguenta mais esses discursos de “só através da conversa se resolve as coisas”. Amigo, os atingidos não querem conversa, eles querem ser reconhecidos como atingidos e posteriormente serem reassentados. O fato, é que estão cada vez mais desacreditados nas promessas evasivas da empresa.

A pergunta que fica é: Por que acreditar agora, na véspera do licenciamento, se não fizeram o certo anteriormente?

Peço a Deus que mude a situação dos mais necessitados no Brasil e que nos dê maiores esperanças neste ano que virá. Queremos emprego sim! Mas também queremos respeito e dignidade àqueles que se encontram em situação de pobreza extrema.

Meus sinceros agradecimentos a todos envolvidos que defenderam os atingidos e que dia a dia labutam por maior igualdade na sociedade brasileira.

Parabéns a todos os representantes do Ministério Público, Cáritas Brasileira, Polos de Cidadania, Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos pelo Projeto Minas-Rio (REAJA) e Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA/UFMG). Unidos somos mais fortes.