A arrancada para o Turismo vai muito bem, obrigado.

Instituído pela Organização Mundial do Turismo, em 1979, o dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo nasceu no intuito de promover o conhecimento da comunidade internacional acerca da importância do turismo, seus valores sociais, culturais, econômicos e políticos.

Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, Conceição do Mato Dentro como poucos municípios do Brasil, idealizou evento na Câmara Municipal, que consagrou a continuidade da retomada do turismo na região. A intenção dos organizadores do evento foi transformar o Dia Mundial do Turismo numa data capaz de conscientizar a sociedade dos valores culturais, políticos, econômicos e sociais que esse ramo ocasiona, participando estudantes da rede municipal, empresários e especialistas do segmento turístico, o que proporcionou interação produtiva e visionária para o município, que continua sua caminhada rumo ao turismo sustentável.
O turismo é uma atividade relacionada ao entretenimento, onde as pessoas se divertem ao passearem por diferentes lugares. Além disso, é tido como a área profissional que cuida de toda a movimentação que esses passeios ocasionam, o conjunto de serviços que os mesmos geram, com o intuito de promover o bem-estar dos visitantes ou turistas, sendo que seu maior objetivo é de que o viajante sinta-se satisfeito e retorne ao local.
As movimentações turísticas abrangem boa parte da economia de uma cidade, pois ocasionam a circulação de um número bem maior de pessoas nas regiões visitadas. Isso faz com que aumentem os empregos, os investimentos na estrutura da cidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.
Hotéis, restaurantes, feiras, shows, teatros, museus, dentre outros são os grandes atrativos para os turistas, levando ao aumento das arrecadações financeiras desses estabelecimentos, provocando maior arrecadação dos impostos, aumentando também a arrecadação municipal.

Em função do Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela ONU, o tema escolhido para as comemorações deste ano é “Turismo, biodiversidade e sustentabilidade”, com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade e sobre o papel do turismo sustentável na preservação da vida na Terra.

Parabéns aos envolvidos no evento realizado em Conceição do Mato Dentro, o momento é de união e cooperação, para que esse setor volte a ser a principal atividade do município, referência para todo Brasil. Nossa parceira Montanha Aventuras é uma das colaboradoras e participantes desta alavancada. Vamos em frente, capital do ecoturismo!

Projeto da Anglo American é rejeitado por comunidades de Santo Antônio do Itambé

No dia 24 Set 17 aconteceu a Assembleia Popular da Mineração, na comunidade do Botafogo, em Santo Antônio do Itambé-MG, organizada por moradores locais e o Movimento pela Soberania Popular da Mineração (MAM) de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. O objetivo do evento foi a conscientização dos impactos que poderão ser promovidos através do projeto de mineração na região idealizado pela empresa Anglo American.

As comunidades rurais da cidade estão preocupadas com o projeto que a Anglo American visa implantar na região, serão aproximadamente 830 mil litros de água por dia, que serão utilizados na produção do material. Fora a questão da água, existem outras questões impactantes que acarretarão na cidade com o tempo, como poeira, mau cheiro, barulho, rebaixamento do lençol freático, instalação de barragem de rejeitos, etc. Esses impactos, afetarão as comunidades locais, resta saber, se os órgãos competentes farão consulta popular a fim de aprovar esse “caos generalizado”.

“Aqui não chove há tempos meu filho, como nós vamos fazer se implantarem isso aí? Minha plantação vai secar” Foi o que disse uma senhora preocupada com a escassez hídrica vivida na região. É lamentável que em tempos de crise, os governos deliberarem projetos que atinjam as nascentes, rios, cachoeiras, com explosões intermináveis, destruindo a natureza e colocando em risco a vida do mais necessitado.

A água, recurso necessário para a sobrevivência do ser humano, vem sendo tratada com total desrespeito pelos órgãos competentes em Minas Gerais, que, alimentado pelo capital e ego, descumprem seus ofícios e fingem que nada de mal está ocorrendo, mas não se preocupem,quando o caos se tornar realidade, seus filhos e netos vão respirar o mesmo ar poeirento e vão tomar a mesma água contaminada, servida atualmente, somente para os pobres.

“Ahhh vamos fazer um projeto de mineração sustentável”“Aqui vai ser diferente, vamos trazer muitos empregos para a região”, olha o que Conceição do Mato Dentro está passando atualmente. As comunidades adjacentes ao Minas-Rio estão sendo ignoradas pela Anglo American, que os empurra com a barriga até ser aprovada a licença de expansão.

Foi muito gratificante participar do evento, as pessoas saíram unidas e cobrarão com mais rigor as questões relacionadas a natureza como um todo. Não podemos deixar a natureza de lado! Senão ela também nos deixará!

No final do evento, o grupo de teatro denominado Revolução da Juventude, composto por adolescentes de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, realizaram a peça teatral “Mineradora CALE: a vida muda!” Que contou o caso fictício do “Gilberto”. Um senhor que é sempre demitido e recontratado pelas suas terceirizadas, permanecendo pobre e sem tempo para aproveitar sua família.

 

Cachoeira Rabo de Cavalo

Situada no Parque Estadual da Serra do Intendente, a cachoeira é formada pelo córrego do Teodoro e tem aproximadamente 150m de queda, dividida em três cascatas. A principal é formada por uma queda mais alta com água de córrego secundário e, como bate em pedra no início da queda acaba formando grandes respingos, que, com a força do vento a transforma em um elemento semelhante a um rabo de cavalo em movimento.

Um pouco mais abaixo e à direita da primeira, há uma queda de maior volume, dividindo-se em duas e chegando ao final em conjunto com outras. Há um grande poço com aproximadamente 1750 m2 (50 x 35 m) e profundidade desconhecida. Suas águas são escuras, limpas e muito frias. É possível atravessá-lo a nado e ficar embaixo da cascata. O poço é ladeado por um paredão rochoso e blocos de pedras de tamanhos variados.

O rio retorna seu curso entre grandes pedras no seu leito, sendo que neste percurso continua formando novas piscinas naturais. Na parte superior das quedas, formam-se belas piscinas naturais e quedas d’água menores, com destaque para a cachoeira do Altar, que cai de forma alongada, como uma cortina, formando um poço espumante. A vegetação é variada e apresenta espécies de gramíneas e matas mistas, com espécies de cerrado e mata atlântica.

Audiência Pública no Jassem escuta atingidos pelo Minas-Rio e alcança o objetivo

No dia 29 de agosto, ocorreu no distrito de São José de Jassem, em Alvorada de Minas, Audiência Pública, tendo como tema: as condições de vida das comunidades residentes abaixo da barragem de rejeitos da Anglo American. Com o objetivo de ouvir, prioritariamente, os integrantes das comunidades residentes a jusante da barragem de rejeitos, quanto aos impactos provocados pelo empreendimento minerário, nas suas condições de vida.

“- Queremos Reassentamento”; “- Não dá mais pra viver com medo”; “- Os peixes estão morrendo, como vou beber essa água”; “- Queria que um dos representantes da empresa morasse abaixo da barragem“; “- Estamos cercados e sendo vigiados todo dia”; “- Só queremos ser reconhecidos como atingidos”; “- Perdemos o direito de ir e vir”; “-Cadê nosso direito à informação”; “- Estamos sendo tratados como bicho”.

São frases chocantes, como estas acima, que permaneço defendendo e mostrando a realidade para os desavisados conceicionenses que, manipulados pela empresa e cegos pelas promessas, fazem do seu direito de emprego um escárnio às pessoas marginalizadas e simplórias, que residem adjacentes ao empreendimento Minas-Rio.

Literalmente é um absurdo o que essas pessoas estão passando. Será que ninguém os reconhece? Será que estão abandonadas? A resposta é não. Em verdade, afirmo que estamos ficando cada vez mais fortes e unidos para resolver e equilibrar a balança desproporcional da força.

Juntamente com o Ministério Público Estadual e Federal, representado pelos Drs. Helder Magno; Marcelo Mata Machado; Luís Gustavo Bortoncello e Luiz Tarcízio; os atingidos ganharam força na reta final para o acerto de contas com a empresa. Não dá mais para as pessoas viverem sem água e abaixo da barragem, a situação está ficando cada vez mais irreversível e quando liberarem o dito “step 3”, com a expansão da mina, como eles ficarão? Vão esperar alguém morrer, bebendo água contaminada para reconhecerem?

Quem me garante que a barragem é 100% segura? A barragem de fundão não atestaram e mesmo assim rompeu? E se romper esta? Quanto tempo levaria para a lama atingir o Jassem? Como um idoso, num intervalo de minutos ou talvez segundos, vai organizar sua família para subir um morro gigante? “É só eles fazerem treinamentos diários”, disse um vereador de Serro. As pessoas que vivem lá não têm culpa, Sr. vereador!

Saindo por Conceição, me deparei com uma pessoa que disse: “É só eles saírem, essas pessoas querem dinheiro, por isso estão lá”. Meu amigo, esqueceram de te falar que antes da empresa chegar, o Jassem já existia! Os atingidos não são contra a mineração e o emprego, só querem justiça! Serem reconhecidos e saírem do lamaçal que já se encontram!

Por meio de seus representantes, a empresa não quis responder às perguntas suscitadas naquele momento, mas declarou estar disponível para diálogo.

 

 

AudiênciaPública – Alvorada de Minas/MG

O MPMG promoverá na próxima semana, terça-feira, audiência pública no município de Alvorada de Minas com o objetivo de colher informações sobre as condições de vida das comunidades residentes abaixo da barragem de rejeitos do Projeto Minas-Rio.

Data: 29 de Agosto de 2017, Terça-Feira.

Horário: 17h30min.

Local: Escola Estadual São José de Jassém.

Endereço: Rua Padre Antônio Alves, n°01, Comunidade de São José de Jassém – Alvorada de Minas/MG.

Fonte

Raul Seixas

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de “Pai do Rock Brasileiro”. Sua obra musical é composta por 17 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como “Let me Sing, Let me Sing”. Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras (1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Raulzito e os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante”. Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de “contestador e místico”, e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.

Cético e agnóstico, Raul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura e latim e algumas ideias dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso. Ele conseguiu gozar de uma audiência relativamente alta durante sua vida, e mesmo nos anos 80 continuou produzindo álbuns que venderam bem, como Abre-te Sésamo (1980), Raul Seixas (1983), Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Panela do Diabo (1989), esse último em parceria com o também baiano e amigo Marcelo Nova, e sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida em que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos anos. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Raul Seixas figurando a posição 19ª , encabeçando nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Heitor Villa-Lobos e outros. No ano anterior, a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira, onde dois de seus álbuns apareceram Krig-ha, Bandolo! de 1973 atingiu a 12ª posição e Novo Aeon ficou em 53º lugar, demonstrando que o vigor musical de Raul Seixas continua a ser considerado importante hoje em dia.

 

Minha Avaliação: Nota 9,5*

*  Raulzito viveu conturbada realidade pela situação política no nosso país, porém Raul nunca se omitiu da nação e da liberdade em todos os níveis, inclusive a de expressão! Como todo artista, Raul também teve seus altos e baixos, tanto na qualidade de suas músicas como na religião. Nota-se contrariedade de pensamentos e idéias, ora criticando Jesus Cristo, ora exaltando-o. Particularmente, não gosto de escutar as músicas Cowboy Fora da Lei e Capim Guiné, por caçoar de Jesus e inclusive de Deus. Descartando este fato, sou grande fã de Raul pelas composições sábias, músicas bem produzidas e orquestradas com sapiência. Raul Seixas, você sempre estará com o Brasil e o Brasil contigo! Viva Raul!

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Álbuns para baixar>>>

 

01- 1968 – Raulzito E Os Panteras:

1. “Brincadeira” 2:40
2. “Por quê? Pra quê?” 1:51
3. “Um Minuto mais (I Will)” 1:44
4. “Vera Verinha” 1:58
5. “Você ainda Pode Sonhar 2:18
6. “Menina de Amaralina” 1:54
7. “Triste Mundo” 2:13
8. “Dê-me tua Mão” 2:36
9. “Alice Maria” 2:08
10. “Me Deixa em Paz” 1:46
11. “Trem 103” 1:55
12. “O Dorminhoco” 1:33

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02- 1971 – Sociedade Da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão Das 10:

1. “Êta Vida” 2:28
2. “Sessão das Dez” 2:44
3. “Eu Vou Botar pra Ferver” 2:25
4. “Eu Acho Graça” 2:49
5. “Chorinho Inconsequente” 1:56
6. “Quero Ir” 2:20
7. “Soul Tabarôa” 2:44
8. “Todo Mundo Está Feliz” 2:56
9. “Aos Trancos e Barrancos” 2:27
10. “Eu não Quero Dizer Nada” 3:06
11. “Dr. Paxeco” 3:11
12. “Finale” 0:29

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03- 1973 – Os 24 Maiores Sucessos Da Era Do Rock:

1. “Abertura” 00:39
2. “Rock Around the Clock/Blue Suede Shoes/Tutti Fruit” 04:09
3. “Rua Augusta/O Bom” 02:55
4. “Poor Little Fool/Bernadine” 02:22
5. “Estúpido Cupido/Banho de Lua/Lacinhos Cor-de-rosa” 03:51
6. “The Great Pretender” 01:44
7. “Diana/Little Darlin/Oh! Carol/Runaway” 03:31
8. “Marcianita/É Proibido Fumar/Pega Ladrão” 03:43
9. “Jambalaya/Shake, Rattle and Roll/Bop-a-Lena” 03:25
10. “Only You” 02:46
11. “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo” 02:21

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04- 1971 – 1973 – Krig-Ha, Bandolo!:

1. “Introdução: Good Rockin’ Tonight” 0:50
2. “Mosca na Sopa” 3:58
3. “Metamorfose Ambulante” 3:50
4. “Dentadura Postiça” 1:30
5. “As Minas do Rei Salomão” 2:22
6. “A Hora do Trem Passar” 1:50
7. “Al Capone” 2:38
8. “How Could I Know” 2:36
9. “Rockixe” 3:44
10. “Cachorro Urubu” 2:08
11. “Ouro de Tolo” 2:51
12. “Meu Nome É Raul Santos Seixas (Vinheta)” 0:51

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05- 1974 – Gita:

1. “Super-Heróis” 3:11
2. “Medo da Chuva” 3:00
3. “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor” 3:40
4. “Água Viva” 2:02
5. “Moleque Maravilhoso” 2:16
6. “Sessão das 10” 2:20
7. “Sociedade Alternativa” 2:55
8. “O Trem das 7” 2:40
9. “S.O.S.” 3:06
10. “Prelúdio” 1:12
11. “Loteria da Babilônia” 2:30
12. “Gîtâ” 4:50

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06- 1975 – Novo Aeon:

1. “Tente Outra Vez” 2:20
2. “Rock do Diabo” 2:10
3. “A Maçã” 3:25
4. “Eu Sou Egoísta” 2:50
5. “Caminhos” 1:45
6. “Tu És o MDC da Minha Vida” 3:30
7. “A Verdade Sobre a Nostalgia” 2:05
8. “Para Nóia” 3:50
10. “Peixuxa (O Amiguinho dos Peixes)” 2:10
11. “É Fim de Mês” 3:00
12. “Sunseed” 2:40
13. “Caminhos II” 0:45
14. “Novo Aeon” 2:30

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07- 1976 – Há 10 Mil Anos Atrás:

1. “Canto para Minha Morte” 3:52
2. “Meu Amigo Pedro” 4:49
3. “Ave Maria da Rua” 4:38
4. “Quando Você Crescer” 4:19
5. “O Dia da Saudade” 2:35
6. “Eu Também Vou Reclamar” 3:23
7. “As Minas do Rei Salomão” 2:58
8. “O Homem” 3:05
9. “Os Números” 2:30
10. “Cantiga de Ninar” 2:41
11. “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás” 4:52

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08- 1977 – Raul Rock Seixas:

1. “My Way/Trouble” 4:43
2. “The Diary” 2:27
3. “My Baby Left Me/Thirty Days/Rip It Up” 3:14
4. “All I Have to Do Is Dream/Put Your Head on My Shoulder/Dear Someone” 4:53
5. “Do You Know what It Means to Miss New Orleans” 2:24
6. “Lucille/Corrine Corrina” 4:25
7. “Ready Teddy/Hard Headed Woman/Baby I Don’t Care” 3:42
8. “Just Because” 1:25
9. “Bye Bye Love/Be-Bop-A-Lula/Love Letters in the Sand/Hello Mary Lou” 6:29
10. “Blue Moon of Kentucky/Asa Branca” 1:23

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09- 1977 – O Dia Em Que A Terra Parou:

1. “Canto para Minha Morte” 3:52
2. “Meu Amigo Pedro” 4:49
3. “Ave Maria da Rua” 4:38
4. “Quando Você Crescer” 4:19
5. “O Dia da Saudade” 2:35
6. “Eu Também Vou Reclamar” 3:23
7. “As Minas do Rei Salomão” 2:58
8. “O Homem” 3:05
9. “Os Números” 2:30
10. “Cantiga de Ninar” 2:41
11. “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás” 4:52

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10- 1978 – Mata Virgem:

1. “Judas” 2:55
2. “As Profecias” 3:53
3. “Tá na Hora” 2:09
4. “Planos de Papel” 2:15
5. “Conserve Seu Medo” 1:44
6. “Negócio É” 2:55
7. “Mata Virgem” 2:24
8. “Pagando Brabo” 2:28
9. “Magia de Amor” 1:30
10. “Todo Mundo Explica” 2:17

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11- 1979 – Por Quem Os Sinos Dobram:

1. “Ide a Mim Dada” 3:20
2. “Diamante de Mendigo” 3:27
3. “A Ilha da Fantasia” 2:23
4. “Na Rodoviária” 3:09
5. “Por Quem os Sinos Dobram” 3:45
6. “O Segredo do Universo” 3:15
7. “Dá-lhe que Dá” 2:08
8. “Movido a Álcool” 2:24
9. “Réquiem para uma Flor” 2:13

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12- 1980 – Abre-te Sésamo:

1. “Abre-te Sésamo” 2:33
2. “Aluga-se” 2:38
3. “Anos 80” 2:49
4. “Angela” 2:42
5. “Conversa pra Boi Dormir” 2:28
6. “Minha Viola” 2:57
7. “Rock das “Aranha”” 1:50
8. “O Conto do Sábio Chinês” 1:50
9. “Só pra Variar” 2:40
10. “Baby” 3:05
11. “É Meu Pai” 3:43
12. “À Beira do Pantanal” 2:43

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13- 1983 – Raul Seixas:

1. “D.D.I. (Discagem Direta Interestelar)” 2:09
2. “Coisas do Coração” 3:02
3. “Coração Noturno” 4:25
4. “Não Fosse o Cabral” 1:50
5. “Quero Mais” 3:06
6. “Lua Cheia” 3:25
7. “Carimbador Maluco” 2:20
8. “Segredo da Luz” 3:34
9. “Aquela Coisa” 2:47
10. “Eu Sou Eu, Nicuri É o Diabo” 2:12
11. “Capim Guiné” 3:24
12. “Babilina” 1:41
13. “So Glad You’re Mine” 4:50

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14- 1984 – Metrô Linha 743:

1. “Metrô Linha 743” 2:45
2. “Um Messias Indeciso” 4:54
3. “Meu Piano” 3:24
4. “Quero Ser o Homem que Sou (Dizendo a Verdade)” 4:38
5. “Canção do Vento” 2:48
6. “Mamãe Eu Não Queria” 4:11
7. “Mas I Love You (Pra Ser Feliz)” 3:38
8. “Eu Sou Egoísta” 3:03
9. “O Trem das Sete” 3:14
10. “A Geração da Luz” 2:55

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15- 1987 – Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!:

1. “Abertura” – “Quando Acabar o Maluco Sou Eu” 3:45
2. “Cowboy Fora da Lei” 3:38
3. “Paranóia II (Baby Baby Baby)” 3:22
4. “I Am (Gîtâ)” 4:40
5. “Cambalache” 2:38
6. “Loba” 2:33
7. “Canceriano sem Lar (Clínica Tobias Blues)” 3:30
8. “Gente” 3:45
9. “Cantar” 3:03

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16- 1988 – A Pedra Do Gênesis!:

1. “A Pedra do Gênesis” 2:48
2. “A Lei” 3:17
3. “Check-up” 2:21
4. “Fazendo o Que o Diabo Gosta” 2:23
5. “Cavalos Calados” 2:10
6. “Não Quero mais Andar na Contramão (No No Song)” 2:28
7. “I Don’t Really Need You Anymore” 3:04
8. “Lua Bonita” 2:09
9. “Senhora Dona Persona (Pesadelo Mitológico nº 3)” 2:39
10. “Areia da Ampulheta” 2:31

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17- 1989 – A Panela Do Diabo:

1. “Be-Bop-A-Lula” 0:20
2. “Rock ‘n’ Roll” 5:20
3. “Carpinteiro do Universo” 4:34
4. “Quando Eu Morri” 4:22
5. “Banquete de Lixo” 5:55
7. “Pastor João e a Igreja Invisível” 3:37
8. “Século XXI” 4:05
9. “Nuit” 4:27
10. “Best Seller” 3:48
11. “Você Roubou Meu Videocassete” 2:45
12. “Cãibra no Pé” 3:00

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4 Cidades-fantasma em Minas Gerais

Vila de Mato Grosso no Serro. A vila Fantasma, com apenas uma moradora. Fotografia de Thelmo Lins

Desemboque, o berço da colonização do Triângulo Mineiro, com 27 moradores. Vila de Mato Grosso, no Serro, com apenas 1 moradora. Cemitério do Peixe em Conceição do Mato dentro, onde onde a maioria dos moradores estão no cemitério e Biribiri, em Diamantina,  outrora vila fantasma abandonada, hoje se reerguendo, são as famosas “cidades-fantasmas” de Minas. Conheça a história de cada uma delas.

01 – Vila Cemitério do Peixe

Pequeno lugarejo, pertencente ao município de Conceição do Mato Dentro, Cemitério do Peixe constitui-se de uma única igreja, e um cemitério, que por sinal, dá nome ao lugar. Tem-se ali, um aglomerado de casas, no número de duzentas, todas caiadas de enorme brancura, de simplicidade e de mistério. É banhado pelo Rio Paraúna, de caudalosas águas, em meio a uma colina, vizinho ao distrito de Capitão Felizardo. Distante está, de Diamantina, 40 quilômetros.

Dos mitos de sua criação há inúmeras versões, dentre elas, a riqueza da região, que atraiu o olhar da metrópole portuguesa a existência de pedras preciosas e ouro naquele lugar. Há a versão de que um fazendeiro, criador de gado, dono de alguns garimpos e proprietário dessas terras, um certo Canequinha, nascido em 1860, teria doado parte de suas terras à Igreja, a fim de que se construísse nas mesmas uma capela e um cemitério. E que mais tarde, ainda construiu algumas casinhas para abrigar padres e fiéis. São muitos os mitos que giram em torno da origem do lugarejo, porém, fato concreto, é que o primeiro túmulo, bem à entrada do Cemitério, data de 1941, e tem nele enterrado o tal Canequinha, e inscrito junto a seu nome: “Fundador”, o que nos leva a crer que seja essa uma das possíveis versões. Mas, com relação ao nome “peixe”, há histórias de que um tal escravo de apelido peixe, muito estimado por seu senhor, que ao ser encontrado morto pelo mesmo, que esse teria lhe prestado uma homenagem em seu enterramento, chamando o cemitério de “Peixe”.

Com relação à igreja, essa é na verdade a pequenina Capela votada a São Miguel Arcanjo, fica de fronte ao cemitério, que é epigrafado pela seguinte placa: “Ó tu que vens a este cemitério, medita um pouco nesta campa fria: eu fui na vida o que tu és agora, eu sou agora o que serás um dia”. Por essa epígrafe e pelo fato de o lugarejo se manter vazio por quase todos os dias do ano, é que o lugar guarda força quase mística de celebração e milagres. E é, por muitos, conhecido como cidade fantasma!

O lugarejo recebe cinco missas por ano, entretanto, essas missas acontecem por cinco dias consecutivos, dos dias 11 a 15 de agosto.
Nesses dias o lugarejo se transforma em local de romaria, um verdadeiro jubileu de pedidos e agradecimentos pautados nas lágrimas, olhares, sorrisos, joelhos ao chão e fé. São milhares de fieis dividindo o espaço de peditório, louvor e ofertório a São Miguel Arcanjo e às Almas. Nessa época do ano, a capela, o cemitério e as casinhas são cuidadosamente caiados de branco, suas portas e janelas pintadas de azul, “É preciso agradar o santo!” , disse, feliz, D. Carlota.
A festa dos dias de devoção é mantida pelos fiéis, que contribuem materialmente para que esses momentos de fé, que alimentam todo um ano de venturas, sejam mantidos ano após ano, geração após geração, em seu rito e sua tradição.

02 – Vila de Desemboque – Sacramento

Desemboque tem apenas 20 casas, 27 moradores, uma única rua e uma igreja histócica. Fotografia de Luis Leite
Erguida por bandeirantes em 1766 em sua rota rumo ao ouro de
Goiás, já foi o maior centro comercial e de mineração do famoso Triângulo Mineiro, dando abrigo a 1,5 mil habitantes e repleta de vida comercial e de lazer, incluindo um pequeno cassino.

Contudo, em 1871, o ouro começou a escassear e as pessoas acabaram partindo para as cidades vizinhas e abandonando os garimpos que já não tinham mais nada a oferecer.

Atualmente o local é uma vila pertencente ao município de Sacramento tendo apenas 20 casas, duas igrejas muito bem conservadas e um cemitério. Interessados em visitá-la podem ficar em Sacramento ou na bela cidade de Araxá (365 km de Belo Horizonte): local histórico e com belíssimos monumentos.

No mês de junho a Festa de Nossa Senhora do Desterro, com fogueira
Carreada de Bois, movimenta Desemboque. Foto de Luis Leite

03 – Vila de Biribiri – Diamantina

Construída em 1876 por Dom João Antônio dos Santos para abrigar funcionários de uma fábrica de tecidos trazendo mais de mil pessoas para a pequena cidade.
Formada pela indústria, as casas dos funcionários, uma pequena via comercial e um gerador de energia próprio, Biribiri ainda tinha um pensionato para receber as jovens que vinham de outras localidades. Aos poucos o vilarejo foi crescendo e parecia promissor.Porém, em 1973, a fábrica fechou e seus moradores foram embora. Inicialmente preservada pelos herdeiros dos primeiros cidadãos a transformá-la num lar e posteriormente tombada pelo Patrimônio Histórico, se tornou uma atração turística.

Em 2013 metade dos imóveis da vila foi vendida e os novos ‘donos’ do lugar planejam, por exemplo, transformar o antigo pensionato em um hotel. Uma pousada já existe no local e símbolos locais – como a igreja e o clube – deverão passar por reformas.

A aquisição ainda está em uma fase complicada, porque a Lei não permite que as casas tombadas sejam desmembradas, então o interessado deve comprar tudo junto.

Além da pousada que já existe no local, você pode se hospedar na cidade de Diamantina (298 km de Belo Horizonte). Cidade histórica e com diversas atrações naturais, com certeza vale ser visitada pelos amante da Cultura de nossas raízes e pelo Meio Ambiente.

04 – Vila de Mato Grosso – Serro MG

Capelinha – Serra da Caroula. Com apenas 1 habitante, Mato Grosso, a Vila Fantasma, é uma das atrações do Serro MG. No mês de julho, a Vila Fantasma recebe visitantes para a Festa de Nossa Senhora das Dores.
Cem casas desabitadas e capela na Serra do Carola testemunham a devoção de fiéis
Esta é uma história de devoção a Nossa Senhora das Dores. De certa forma, é também a história de uma vila fantasma. A fé católica deu origem a uma capela e a cerca de 100 casinhas desabitadas no topo de um pico a 18 quilômetros do Serro, cidade colonial fundada por bandeirantes em 1714. Por aquelas bandas, não há quem desconheça graças alcançadas na Serra do Carola, a montanha dos bem-aventurados.Corria o início do século passado quando católicos começaram a enfrentar uma íngreme subida de três quilômetros para suplicar proteção e milagres a Nossa Senhora. À medida que as graças eram alcançadas, crescia o universo de peregrinos. A notícia se espalhou e atraiu forasteiros de longe. Foi então que um dos devotos, José Osvaldo de Gulim, ergueu um cruzeiro de madeira acima do platô mais alto.

Pouco depois, ele e mais três homens – Expedito, José e Nicodemos – construíram uma capela numa área doada por Romão Eduardo dos Santos. Foi assim que surgiu o santuário de Nossa Senhora das Dores. Há 69 anos, a fé resultou no jubileu anual em sua homenagem.

O evento dura uma semana, sempre em julho. No início, os fiéis subiam e desciam a serra todos os sete dias, numa caminhada danada de cansativa pela estrada empoeirada e com rochas. Para evitar os prolongados deslocamentos durante a festividade, devotos tiveram a ideia de erguer casinhas no entorno da capela. Dezenas surgiram em pouco tempo.

As chamadas edículas ou casinholas são construções simples. A maioria com um cômodo. Afinal, servem de moradia apenas na semana do jubileu. Na região, as casinhas temporárias foram apelidadas de barraquinhas. As primeiras eram de madeira, lona e sapê. Desprovidas de qualquer conforto. Num segundo momento, surgiram as edificações mais sólidas, de adobe ou tijolo. Algumas construções de pau-a-pique resistem ao tempo.

Embora erguidas por fiéis, as edículas, oficialmente, pertencem à paróquia. “São habitadas somente durante o jubileu”, conta Pedro Farnesi, secretário de Turismo, Cultura e Patrimônio do Município do Serro. Apenas uma moradia, erguida em frente à igreja e ao lado de uma árvore cuja copa garante sombra necessária em dias calorentos, é residência fixa.

É nela que moram dona Maria do Amparo Silva Santos, de 63 anos, o marido, seu Damião e um dos oito filhos do casal, Iago, de 20. “Quem doou a terra para a construção da igreja foi meu sogro. Morar no alto da serra é uma beleza. Veja a vista. Os olhos enxergam ao longe. Tudo isso nos oferece uma sensação de paz”, ressalta a mulher, que planta feijão e milho. Ela também cuida de poucas cabeças de gado.

Para dona Maria e muitos fiéis, a Serra do Carola é um lugar sagrado. Por isso, os devotos dizem que o lugarejo “descombina” com o termo vila fantasma. Por outro lado, eles admitem que o apelido se espalhou além das fronteiras do Serro. A fama da vila, assim como a da santa, atrai gente de todo canto do Brasil. De olho nesse filão, empresas do setor de turismo da região oferecem passeios à “vila fantasma”.

Quem chega ao lugarejo fora do jubileu encontra as casinholas, com exceção da moradia de dona Maria, com portas e janelas trancadas. Há paredes de diversas cores e sem reboco. Há telhas de barro e coberturas de amianto. Em muitas, destacam-se enfeites em homenagem à santa. Na área externa, fogões a lenha. Entre as edículas, becos de chão batido ou cobertos por gramíneas.

Bancos de madeira foram colocados em frente a algumas moradias. Neles, os fiéis contemplam a vista oferecida pelo pico. Chama atenção uma passagem com degraus em chão batido. Para garantir a segurança de quem a sobe ou desce, corrimãos de bambus foram improvisados nos dois lados da escadaria. O visitante ainda se depara com árvores frutíferas.

Toda a mística e a beleza do santuário atrai não somente católicos. Há duas semanas, no chão de um dos becos, havia uma medalhinha com a imagem de uma entidade chamada Preto Velho. Nela, a frase: “Adorei as almas!”.

A capela em homenagem a Nossa Senhora das Dores foi restaurada há poucos meses, oferecendo aos devotos, no jubileu que ocorreu na segunda semana de julho, um templo com pintura, equipamentos e fiação elétrica novos.

O recurso foi bancado pela prefeitura. “Estamos investindo, somente neste ano, quase R$ 500 mil no patrimônio histórico do Serro”, garantiu o secretário de Turismo.

O santuário, que é tombado em nível municipal, deverá atrair, no próximo jubileu, em julho de 2017, uma multidão maior do que a registrada nos últimos anos. Afinal, a festa religiosa completará 70 anos.

Quem deseja conhecer o santuário de Nossa Senhora das Dores na Serra do Carola deverá chegar ao trevo do Serro e pegar a MG-010 no sentido à cidade de Conceição do Mato Dentro. O caminho é asfaltado, mas há muitas curvas e a estrada não é duplicada.

A 15 quilômetros do trevo, no lado direito de quem segue para Conceição do Mato Dentro, há uma placa indicando a entrada para o distrito Deputado Augusto Clementino. O visitante deve entrar no distrito, passar em frente à capela do local e seguir por uma estrada de terra de três quilômetros. O caminho oferece uma bela vista.

Fonte

Já eleita a mais bonita, cachoeira do Tabuleiro ainda figura entre as mais belas do Brasil

As 8 cachoeiras mais bonitas do Brasil

1. Cachoeira da Fumaça

Chapada Diamantina (BA)

Saindo do Vale do Capão, são quilômetros de trilha até alcançar os 340 metros da Cachoeira da Fumaça, a segunda mais alta do Brasil. Os 45 minutos iniciais são uma subida inclemente pela Serra do Sincorá, sem caminho definido.

A partir do alto da serra, tranquilidade total: 1h15 de trilha plana, e a visão daquele enorme fiozinho d’água despencando faz esquecer o cansaço. Sensacional é fazer o trekking de três dias que sai de Lençóis e chega à parte baixa da cachoeira. Caminha-se, em média, 12 quilômetros por dia, passando por leitos de rio, tomando banho em cachoeiras menores e pernoitando em grutas.

Como chegar – Fica no Vale do Capão, a 72 km de Lençóis. Guias cobram R$ 200 (grupo de até 4 pessoas) para conhecer a parte de cima da cachoeira e R$ 1 050, por pessoa, para fazer o trekking de três dias, incluindo transporte, alimentação e equipamentos de camping.

2. Cachoeira Boca da Onça

Bonito/Bodoquena (MS)

Em meio à mata nativa surge uma trilha bem sombreada de 4 quilômetros, no princípio sem grandes obstáculos. Até alcançar a Boca da Onça (157 metros), o caminho passa por mais dez quedas, três delas com banho permitido. Ao lado, o imponente Cânion do Salobra.

As águas dos rios são cristalinas. Mais um pouquinho de caminhada, e a Boca da Onça se descortinará na sua frente. Mas ainda resta uma escadaria com 886 degraus até o alto, em que se abre a espetacular vista de todo o caminho percorrido. Dá para chegar também por cima, numa caminhada de duas horas até o mirante.

Como chegar – Distante 60 km de Bonito, deve-se pegar a MS-178 para Bodoquena, entrando em uma estrada de terra de 10 km pouco antes da cidade. Ingressos: desde R$ 202 (almoço incluso) e R$ 262 (com almoço e traslado a partir de Bonito).

3. Cachoeira do tabuleiro

Conceição do Mato Dentro (MG)

Amarre bem a bota, coloque a mochila nas costas e bora caminhar em meio a orquídeas e sempre-vivas no Parque Estadual da Serra do Intendente. Três trilhas compõem o programa – crianças e sedentários podem caminhar por 20 sossegados minutos até o mirante e contemplar os 273 metros da cachoeira em toda a sua plenitude.

Daí pra frente, só graduados. Após o mirante, sai a trilha até o poço da queda. Começa ziguezagueando por uma pirambeira considerável (cuidado com a vertigem) até chegar ao leito do rio. Depois, caminha-se pelas rochas que o ladeiam por duas horas até o fim da jornada.

Como chegar – De Conceição ao distrito de Tabuleiro, são 22 km de estrada de terra, que, quando chove, fica bem embaçada. Ainda tem um ladeirão até a portaria do Parque Estadual da Serra do Intendente. Ingresso: R$ 10.

4. Cachoeira do Segredo

Chapada dos Veadeiros (GO)

A caminhada não é fácil: são 8 quilômetros, sem nenhuma grande elevação, para alcançar a queda. Em compensação, atravessa-se 14 vezes os rios Segredo e São Miguel. Parte da trilha é feita em mata fechada e macacos costumam aparecer pelo caminho.

No meio do percurso, um providencial pit stop em uma prainha com uma deliciosa piscina natural. Dali, em geral, são necessárias três horas entre a portaria e a Cachoeira do Segredo, de 115 metros. Pouco sombreado, seu poço é bem gelado, além de profundo. A volta pode ser feita pelo mesmo trajeto, mas guias locais cortam caminho (dependendo da altura das águas), economizando uma hora de caminhada.

Como chegar – Saindo da Vila de São Jorge, sede do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, dirige-se 12 km de estrada de terra até a Fazenda Segredo. Ingresso: R$ 25 (com guia) ou R$ 35 (sem guia).

5. Cachoeira da Farofa

Serra do Cipó (MG)

É uma das quedas mais acessíveis dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó –daí o nome, que (sim) se refere ao alto número de visitantes. Caminhando ou pedalando, eles deixam a portaria do parque e partem para o percurso relativamente tranquilo de 8 quilômetros até o paredão onde está a cachoeira.

Bem sinalizado, dispensa guias. O trecho plano termina no leito do rio. Mas pode ficar tranquilo: até a cachoeira, são apenas 50 metros por pedras um pouco escorregadias. Formada por sete pequenas quedas, a Farofa tem um poço bem gelado.

Como chegar – Do centrinho da Serra do Cipó até a portaria do parque são apenas 5,5 km – 3,5 km em uma estradinha de terra sacolejante. Ingresso: grátis. Em frente à portaria do parque, alugam-se bikes (R$ 25).

6. Vale do Alcantilado

Visconde de Mauá (RJ/MG)

O complexo do Vale do Alcantilado é formado por nove cachoeiras – algumas, na verdade, são poços. A maior queda, com 50 metros, é justamente a derradeira. Bem sinalizada, a trilha de 1,5 quilômetro dispensa guia. As quedas e os poços vão surgindo a cada cinco minutos. Entre a quinta e a sexta, o mirante da Candeia tem a melhor panorâmica para fotos.

Em uma hora de caminhada, finalmente o encontro com a principal cachoeira. Sem direito a banho, aqui apenas se admira os fios brancos caindo pela rocha. Depois de uma atividade intensa, antes de atravessar a portaria, é difícil resistir aos grandes pastéis da Vilma (sábados, domingos e feriados) ou ao caldinho de feijão da Lúcia, nas duas lanchonetes do complexo.

Como chegar – Entre a Vila de Maringá, onde há a maior concentração de pousadas, e o Alcantilado, são 7 km – apenas 2,5 km asfaltados. Em dias de chuva, há um trecho bem perigoso no meio do caminho. Ingresso: R$ 16.

7. Cachoeira do Cassorova e dos Quatis

Brotas (SP)

O Ecoparque Cassorova abriga duas das cachoeiras mais altas e famosas da região. A primeira é a Cassorova, que, apesar de perto da sede, exige disposição para vencer uma trilha íngreme. Em dez minutos, você alcança a ponte, de onde se vê a volumosa queda em duas partes, dentro de um cânion, totalizando 60 metros.

A outra é a Cachoeira dos Quatis, um pouco menor (46 metros), mas mais fechada em um cânion. Em 45 minutos, você estará de frente para ela. A trilha começa em um campo aberto, sem sombras. Sem um bom poço para banho, só a vista da cachoeira em meio à mata faz valer o esforço.

Como chegar – A distância a partir de Brotas é de 28 km, sendo 23 km de asfalto até o bairro do Patrimônio de São Sebastião da Serra e 5 km de terra por estradas bem sinalizadas. Ingresso: R$ 50 no Ecoparque Cassorova.

8. Trilha das sete cachoeiras

São Luiz do Paraitinga (SP)

Todo sábado e domingo, às 9 horas, aventureiros deixam o Refúgio das Sete Cachoeiras, no distrito de Catuçaba, e se embrenham mato adentro para conhecer as sete cachoeiras da propriedade. Saindo de uma altitude de 600 metros, chegarão até 1 450 metros, em uma trilha circular de 7 quilômetros. Condicionamento físico é fundamental.

A primeira queda está quase ao lado da sede, mas o bicho pega é depois, com as subidas íngremes (cordas ajudam no deslocamento). Por vezes, é preciso atravessar o leito do rio a pé. Porém, com calma, uma a uma, as cachoeiras vão surgindo – duas delas com ótimo poço para banho. Ao final do passeio, um almoço caseiro feito em fogão a lenha fecha a aventura.

Como chegar – O distrito está a 19 km de São Luiz do Paraitinga. Dali até o Refúgio, são mais 2 km em estrada de terra. Ingresso: R$ 120, com almoço e lanche de trilha. O passeio deve ser agendado (12/3671-6201).

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