Procurador afirma que Vale viola direitos dos atingidos em Brumadinho

A falta de informações e a demora no cadastro das famílias são os principais problemas enfrentados

O promotor do MPF garantiu que cobrará respostas da mineradora sobre direitos dos atingidos

Em audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na última quarta-feira (20), o procurador do Ministério Público Federal (MDF), Edmundo Dias, e a Defensora Pública do Estado de Minas Gerais,  Carolina Morishita, afirmaram que a Vale continua violando os direitos das vítimas atingidas pelo rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, na grande Belo Horizonte.

Durante a comissão presidida pela deputada Leninha (PT), Edmundo Dias e a defensora pública, Carolina, comentaram a demora no cadastro das famílias que vão receber auxílio mensal da mineradora, e ainda ressaltaram a dificuldade de deslocamento dos moradores na região. “Na sexta-feira passada nos discutimos durante a reunião os acessos às estradas que estão bloqueadas, com situação precários e até pontes de madeira. A Vale precisa se comprometer a recuperar estradas”, comentou Dias.

Edmundo ainda disse que na mesma audiência realizada na sexta-feira, foi noticiado que um caminhão caiu em uma das estradas devido a precariedade dos acessos. Segundo ele, “apesar da cobrança, a Vale não quis se comprometer naquele momento”.

Dentre os principais problemas enfrentados pela população, Carolina Morishita ressalta que a falta de informação à população é mais um dos descasos da Vale com os moradores de Brumadinho. “A informação não é apenas o direito de todos os atingidos, mas de todos os cidadãos brasileiros. As comunidades não sabem quando vão receber o auxílio emergencial. As contas estão vencendo, a renda deles está baixa e eles não têm nenhuma informação”.

Nesta quinta-feira (21) a Vale vai realizar uma nova reunião com os dois órgãos para informar como se encontra a situação do pagamento da verba mensal aos atingidos.

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