APÓS LIBERAÇÃO DO “STEP 3” CIDADÃOS CONCEICIONENSES EXIGEM EMPREGO DA ANGLO AMERICAN

População exige empregos da Anglo American, após liberação do Step 3

Após muitos sinais de insatisfação em relação ao trato que a empresa Barbosa Mello estava tendo com a população conceicionense, no dia 12 do corrente mês, houve manifestação dos próprios cidadãos, no intuito de reivindicar empregos das empresas.

Os manifestantes fecharam a rodovia MG-010 na altura da Pousada do Lago, às 04:00h e desde então, não passaram veículos de terceirizadas e da própria Anglo American sentido a mina. Os veículos civis podiam passar livremente pelos manifestantes, contudo, dado certo momento, os ônibus e vans das empresas UNIMAR e UNIVALE congestionaram a rodovia, ficando difícil a passagem até mesmo dos veículos civis.

A manifestação foi uma aula de democracia, sendo por todo o momento pacífica. Todos os líderes e manifestantes presentes eram pessoas humildes, simplórias, que anteriormente haviam apoiado a liberação da expansão da mina, mas agora, desempregados, exigiam trabalho digno, para o sustento de suas famílias. Alguns líderes afirmaram a Policiais Militares e representantes da empresa que não queriam ter que roubar para alimentar-se, já que a empresa não estava empregando a própria população de Conceição do Mato Dentro.

Lembro que durante a manifestação, os líderes do movimento explicavam para os colaboradores da empresa e todos os civis que passavam sobre o motivo pelo qual estavam realizando o ato e praticamente todos os envolvidos concordaram com a causa dos manifestantes, que, através do Ten. RAUL, foi muito importante para o desfecho positivo da manifestação. Por diversos momentos, o oficial PM conversou amigavelmente com os manifestantes, gerando sentimento recíproco de satisfação entre todos os atores envolvidos. Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos à atuação da Polícia Militar na manifestação, afinal de contas, quando tem que criticar a gente critica, quando é para elogiar a gente elogia.

Ocorreu então o diálogo entre representantes da empresa Anglo American e manifestantes, sendo proposta reunião posterior para discutir o cadastramento de todos os envolvidos, acontecendo à liberação da via pelos manifestantes. Cabe destacar que, durante toda a manifestação não houve registros de agressão, tumulto, baderna, sendo totalmente pacífica. Seguem abaixo fotos representativas que elucidam uma manifestação democrática e pacífica:

Após ter cumprido o objetivo, os manifestantes rumaram a pé para a prefeitura municipal de Conceição do Mato Dentro, visando solicitar esclarecimentos e cobrar apoio frente às situações expostas. Após longo tempo de espera, fomos recebidos pela Sra. Ivete Otoni, vice-prefeita municipal, onde afirmou que haverá maior efetividade na fiscalização da contratação de empresas responsáveis, quanto à prioridade na mão de obra local.

As 13:30h houve reunião na sede da empresa Anglo American, envolvendo colaboradores da própria empresa, da Barbosa Mello, manifestantes desempregados e o acompanhamento do poder executivo municipal, através da Sra. Ivete Otoni. A reunião foi produtiva, sendo explicado todo o contexto que culminou na manifestação. Os representantes da Anglo American afirmaram que farão de tudo para empregar os cidadãos, mas que não garantia a empregabilidade de todos envolvidos. Os manifestantes deixaram claro que se a empresa não cumprir com a palavra, eles irão bloquearão novamente a estrada. Ao término da reunião foi realizado o cadastramento de todos os manifestantes.

Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos a todos os envolvidos, em especial aos senhores (as) Jonas Campos, Alessandro, Leonardo, Rejane, Daiane, Nayara e Laudicéia, que juntos, puderam cumprir todos os objetivos possíveis frente a diversas situações complicadas.

Quero deixar também meu repúdio à ausência do poder público na manifestação.

Aos Sres. Vereadores, os senhores são representantes do povo, não o contrário!

Contagem regressiva para reabertura da Cachoeira mais bela do Brasil!

No dia 08 de Dezembro de 2017, será reaberto o acesso à Cachoeira mais bela do Brasil, a Cachoeira do Tabuleiro, localizada no município de Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais.

As vias de acesso às trilhas dos Poços das Cachoeiras do Tabuleiro e Rabo de Cavalo, foram otimizadas visando acessibilidade e segurança do percurso até as cachoeiras.

Vale lembrar que o turismo na região passou por período complicado, agravado pelo fechamento para as obras de sua principal cachoeira. Contudo, está nítido o esforço de profissionais para melhorar e investir nas vastas camadas turísticas da região e assim, fazer jus ao merecido título de capital mineira do Ecoturismo!

No entanto, pude perceber que, enquanto ocorriam as obras o empresariado da cidade aproveitou para se capacitar e aperfeiçoar, através da realização de cursos técnicos que ajudarão no recebimento dos turistas na região. Destaco ainda, o abençoado volume de chuvas que a região tem recebido nos últimos dias, recuperando os níveis dos cursos d’água, além da paisagem que está cada vez mais verde.

Será um marco histórico para o desenvolvimento turístico de Conceição do Mato Dentro, além de ser um grande presente para a cidade, que completará no mesmo dia da reabertura seus 315 anos!

Aproveito este momento para agradecer nosso parceiro Montanha Aventuras, que, através do meu amigo Pedro Esteves, convida a todos para visitar esta maravilha de Minas Gerais.

Parabéns aos envolvidos! Viva o Ecoturismo! Parabéns Conceição do Mato Dentro!

Audiências Públicas da Anglo American marcam Alvorada de Minas e Dom Joaquim

Nos dias 03 e 04 de Outubro, ocorreram nos municípios de Alvorada de Minas e Dom Joaquim, respectivamente, Audiências Públicas visando avaliar e discutir sobre a liberação do Step 03 do empreendimento Minas-Rio, da Anglo American.

Os eventos foram marcados pela forte atuação do Ministério Público Estadual e Federal, que, pautados pela honra, desempenharam seus deveres com exatidão e lisura, demonstrando alto desempenho na proteção dos atingidos pelo empreendimento Minas-Rio e das cidades circunvizinhas à Conceição do Mato Dentro.

É importante esclarecer, que os eventos foram recomendados pelo MPE e MPF, que praticamente obrigaram o estado de Minas Gerais e seus órgãos à ocorrência das mesmas. Existem atualmente, diversas questões emergenciais, que, necessariamente precisam de debate para uma solução concreta, mas a empresa insiste em ignorá-las e estrategicamente, deixa para resolvê-las após a liberação do licenciamento para expansão da mina, o que para muitos é um absurdo.

Uma das questões mais apresentadas no debate foi a escassez dos recursos hídricos vivida atualmente nos municípios e pelo Brasil afora. Ora, como podemos ser aceptíveis em aprovar um projeto que levará nossa maior riqueza (água) para o mar, sem a confirmação do abastecimento populacional nas regiões atingidas? Afinal de contas, sobrará água para a população? Pois existem comunidades que já estão recebendo água mineral pela imprudência da empresa em não planejar previamente se seria viável a instalação de mineroduto em tempos de crise hídrica. Colocar culpa na chuva é fácil, quero ver é aceitar que houve um mau planejamento na referida questão.

– “Se Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas tem o minério, nós temos a água” Foi o que disse um morador local dom joaquinense, ao saber que a cidade não recebe adequadamente os royalties pela exportação de sua maior riqueza. Além disso, os moradores cobraram da empresa medidas eficazes em investimento dos recursos aplicados na cidade, ou seja, de que adianta reformar o quartel da Polícia Militar se não há policiais suficientes para a devida proteção? Adianta gastar milhões na reforma do hospital, se a prefeitura não tem recursos suficientes para manter as despesas salariais e estruturais? São perguntas como estas que cercaram os funcionários da empresa, que, insistiram em “dialogar” e não resolver previamente estes problemas, provavelmente ocasionados pela instalação da Anglo American na região.

Os moradores de Dom Joaquim cobraram também, maior participação de empregos efetivos na cidade, alegando que a cidade é impactada e precisa de diversas mitigações para o beneficiamento econômico da mesma.

Já em Alvorada de Minas, não percebi um depoimento sequer favorável a mineração na região. A maioria dos depoimentos criticou o descaso da empresa e das administrações passadas da prefeitura, alegando estarem abandonados pelas falsas promessas de seus representantes.

Houve grande comoção da população local em parabenizar o desempenho dos representantes do Ministério Público, Drs. Helder Magno, Marcelo Mata Machado, André Sperling e Luiz Tarcízio, que discursaram a favor do reconhecimento dos cidadãos atingidos na cidade, além de medidas eficazes para mitigar a situação precária que se encontram.

Cabe destacar também a participação do Sr. Tádzio Coelho, convidado especial do grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS), que explicou diversos assuntos relacionados à mineração em geral, incluindo possíveis estratégias atuais das mineradoras. Na ocasião, o Sr. Tádzio apresentou gráfico de pobreza e pobreza extrema, comparando as 04 cidades que o Minas-Rio aflige, com o restante do estado, apontando diversos dados negativos que a região sofreu após a instalação da mineradora.

A empresa, por sua vez, teve discurso evasivo e inconclusivo, pautados no diálogo e não na solução concreta para os diversos problemas exaustivamente ditos pelos moradores da região. Sei que não é culpa dos representantes da Anglo American que ali se justificavam, pois estão subordinados à acionistas mundiais que cobram por lucros. Mas, os representantes de alto escalão da empresa, deveriam se preocupar em reconhecer os atingidos e resolver estas pendências com maior agilidade, para até mesmo, minerarem com maior tranquilidade, proporcionando seus altos lucros ao longo dos anos que virão.

É inconcebível adiar estes problemas, a população atingida já não aguenta mais esses discursos de “só através da conversa se resolve as coisas”. Amigo, os atingidos não querem conversa, eles querem ser reconhecidos como atingidos e posteriormente serem reassentados. O fato, é que estão cada vez mais desacreditados nas promessas evasivas da empresa.

A pergunta que fica é: Por que acreditar agora, na véspera do licenciamento, se não fizeram o certo anteriormente?

Peço a Deus que mude a situação dos mais necessitados no Brasil e que nos dê maiores esperanças neste ano que virá. Queremos emprego sim! Mas também queremos respeito e dignidade àqueles que se encontram em situação de pobreza extrema.

Meus sinceros agradecimentos a todos envolvidos que defenderam os atingidos e que dia a dia labutam por maior igualdade na sociedade brasileira.

Parabéns a todos os representantes do Ministério Público, Cáritas Brasileira, Polos de Cidadania, Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos pelo Projeto Minas-Rio (REAJA) e Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA/UFMG). Unidos somos mais fortes.

Projeto da Anglo American é rejeitado por comunidades de Santo Antônio do Itambé

No dia 24 Set 17 aconteceu a Assembleia Popular da Mineração, na comunidade do Botafogo, em Santo Antônio do Itambé-MG, organizada por moradores locais e o Movimento pela Soberania Popular da Mineração (MAM) de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. O objetivo do evento foi a conscientização dos impactos que poderão ser promovidos através do projeto de mineração na região idealizado pela empresa Anglo American.

As comunidades rurais da cidade estão preocupadas com o projeto que a Anglo American visa implantar na região, serão aproximadamente 830 mil litros de água por dia, que serão utilizados na produção do material. Fora a questão da água, existem outras questões impactantes que acarretarão na cidade com o tempo, como poeira, mau cheiro, barulho, rebaixamento do lençol freático, instalação de barragem de rejeitos, etc. Esses impactos, afetarão as comunidades locais, resta saber, se os órgãos competentes farão consulta popular a fim de aprovar esse “caos generalizado”.

“Aqui não chove há tempos meu filho, como nós vamos fazer se implantarem isso aí? Minha plantação vai secar” Foi o que disse uma senhora preocupada com a escassez hídrica vivida na região. É lamentável que em tempos de crise, os governos deliberarem projetos que atinjam as nascentes, rios, cachoeiras, com explosões intermináveis, destruindo a natureza e colocando em risco a vida do mais necessitado.

A água, recurso necessário para a sobrevivência do ser humano, vem sendo tratada com total desrespeito pelos órgãos competentes em Minas Gerais, que, alimentado pelo capital e ego, descumprem seus ofícios e fingem que nada de mal está ocorrendo, mas não se preocupem,quando o caos se tornar realidade, seus filhos e netos vão respirar o mesmo ar poeirento e vão tomar a mesma água contaminada, servida atualmente, somente para os pobres.

“Ahhh vamos fazer um projeto de mineração sustentável”“Aqui vai ser diferente, vamos trazer muitos empregos para a região”, olha o que Conceição do Mato Dentro está passando atualmente. As comunidades adjacentes ao Minas-Rio estão sendo ignoradas pela Anglo American, que os empurra com a barriga até ser aprovada a licença de expansão.

Foi muito gratificante participar do evento, as pessoas saíram unidas e cobrarão com mais rigor as questões relacionadas a natureza como um todo. Não podemos deixar a natureza de lado! Senão ela também nos deixará!

No final do evento, o grupo de teatro denominado Revolução da Juventude, composto por adolescentes de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, realizaram a peça teatral “Mineradora CALE: a vida muda!” Que contou o caso fictício do “Gilberto”. Um senhor que é sempre demitido e recontratado pelas suas terceirizadas, permanecendo pobre e sem tempo para aproveitar sua família.

 

Audiência Pública no Jassem escuta atingidos pelo Minas-Rio e alcança o objetivo

No dia 29 de agosto, ocorreu no distrito de São José de Jassem, em Alvorada de Minas, Audiência Pública, tendo como tema: as condições de vida das comunidades residentes abaixo da barragem de rejeitos da Anglo American. Com o objetivo de ouvir, prioritariamente, os integrantes das comunidades residentes a jusante da barragem de rejeitos, quanto aos impactos provocados pelo empreendimento minerário, nas suas condições de vida.

“- Queremos Reassentamento”; “- Não dá mais pra viver com medo”; “- Os peixes estão morrendo, como vou beber essa água”; “- Queria que um dos representantes da empresa morasse abaixo da barragem“; “- Estamos cercados e sendo vigiados todo dia”; “- Só queremos ser reconhecidos como atingidos”; “- Perdemos o direito de ir e vir”; “-Cadê nosso direito à informação”; “- Estamos sendo tratados como bicho”.

São frases chocantes, como estas acima, que permaneço defendendo e mostrando a realidade para os desavisados conceicionenses que, manipulados pela empresa e cegos pelas promessas, fazem do seu direito de emprego um escárnio às pessoas marginalizadas e simplórias, que residem adjacentes ao empreendimento Minas-Rio.

Literalmente é um absurdo o que essas pessoas estão passando. Será que ninguém os reconhece? Será que estão abandonadas? A resposta é não. Em verdade, afirmo que estamos ficando cada vez mais fortes e unidos para resolver e equilibrar a balança desproporcional da força.

Juntamente com o Ministério Público Estadual e Federal, representado pelos Drs. Helder Magno; Marcelo Mata Machado; Luís Gustavo Bortoncello e Luiz Tarcízio; os atingidos ganharam força na reta final para o acerto de contas com a empresa. Não dá mais para as pessoas viverem sem água e abaixo da barragem, a situação está ficando cada vez mais irreversível e quando liberarem o dito “step 3”, com a expansão da mina, como eles ficarão? Vão esperar alguém morrer, bebendo água contaminada para reconhecerem?

Quem me garante que a barragem é 100% segura? A barragem de fundão não atestaram e mesmo assim rompeu? E se romper esta? Quanto tempo levaria para a lama atingir o Jassem? Como um idoso, num intervalo de minutos ou talvez segundos, vai organizar sua família para subir um morro gigante? “É só eles fazerem treinamentos diários”, disse um vereador de Serro. As pessoas que vivem lá não têm culpa, Sr. vereador!

Saindo por Conceição, me deparei com uma pessoa que disse: “É só eles saírem, essas pessoas querem dinheiro, por isso estão lá”. Meu amigo, esqueceram de te falar que antes da empresa chegar, o Jassem já existia! Os atingidos não são contra a mineração e o emprego, só querem justiça! Serem reconhecidos e saírem do lamaçal que já se encontram!

Por meio de seus representantes, a empresa não quis responder às perguntas suscitadas naquele momento, mas declarou estar disponível para diálogo.

 

 

CIDADÃOS CONCEICIONENCES RECLAMAM DE POUCA MÃO DE OBRA LOCAL, NA ANGLO AMERICAN

No dia 19 de Junho de 2017, foi realizada Audiência Pública, na Câmara Municipal de Conceição do Mato Dentro, visando discutir a contratação de mão de obra local pelo empreendimento Minas-Rio, da Anglo American.

É possível constatar o alto índice de desemprego no Brasil e particularmente em Conceição. Contudo, os cidadãos conceicionenses queixam de injustiças com aqueles que querem trabalho digno em sua cidade, que cada vez mais recebe “forasteiros” para trabalhar no empreendimento, da multinacional Anglo American.

A população alega vários problemas no ato da contratação junto à mineradora, em particular a questão das empresas terceirizadas, que supostamente selecionam currículos por simpatia e “apadrinham” funcionários, no processo de contratação. Além disso, a prefeitura também recebeu parcela de críticas, também por possível indicação de currículos e ineficiência na fiscalização da empregabilidade dos conceicionenses, que mesmo aptos ao trabalho, por vezes não são priorizados.

É possível que, com o tempo, o empreendimento consiga a aprovação da “Etapa 3”, pois o estado está falido. Tal situação exige que a cidade e população ativa se organize perante a mineradora, exigindo a qualificação da mão de obra local e o emprego efetivo desta.

Paralelamente, torna-se imperativo o incentivo ao desenvolvimento de outras áreas que possam sustentar o município a longo prazo, independente da mineração, tais como o turismo e o comércio, impulsionando a economia local.

Os representantes da mineradora, por sua vez, afirmaram que haverá maior fiscalização diante de suas terceirizadas e aperfeiçoará os bancos de dados. Além disso, prometeu maior incentivo na capacitação e investimentos na área questionada.

Vamos lá conceicionenses! Juntos, somos mais fortes!