Cachoeira Rabo de Cavalo em Conceição do Mato Dentro

Existe coisa mais bela que explorarmos e conhecermos nossas próprias belezas naturais?

Como dizem por aí: “A grama do vizinho é mais bonita que a minha”…

Tem que ser muito ignorante para não reconhecer e não dar valor às belas imagens que vem a seguir!! Compensa viajar e conhecer Minas Gerais!

Montanhas Alterosas

 

Na rota do Sossego!

 

Mimosa pastando

 

Novo amigo

Cachoeira Rabo de Cavalo

A vida é bela

 

Mineiro a gente não vê! Interpreta!

O bom mineiro não laça boi com embira, não dá rasteira em pé de vento, não pisa no escuro, não anda no molhado, só acredita em fumaça quando vê fogo, não estica conversas com estranhos, só arrisca quando tem certeza, e não troca um pássaro na mão por dois voando.

Ser mineiro é sorrir sem mostrar os dentes, ter a esperteza das serpentes e fingir a simplicidade das pombas, fazer de conta que acredita nas autoridades e conspirar contra o governo.

Mineiro foge da luz do sol por suspeitar da própria sombra, vive entre montanhas e sonha com o mar, viaja mundo para comer, do outro lado do planeta, um tutu de feijão com couve picada.

Mineiro sai de Minas sem que Minas saia dele. Fica uma saudade forte, funda, farta e fértil.

Enquanto outros não conseguem, mineiro num dá conta. Nem paquera, espia. Não arruma briga, caça confusão. E mineira não se perfuma, fica cheirosa.

Ser mineiro é venerar o passado como relíquia e falar do futuro como utopia, curtir saudade na cachaça e paixão em serenatas, dormir com um olho fechado e outro aberto, suscitar intrigas com tranqüilidade de espírito, acender vela à santa e, por via das dúvidas, não conjurar o diabo.

Mineiro fala de política como se só ele entendesse do assunto, faz oposição sem granjear inimigos, gera filhos para virar compadre de político.

Ser mineiro é fazer a pergunta já sabendo a resposta, ter orgulho de ser humilde, bancar a raposa e ainda insistir em tomar conta do galinheiro.

Ser mineiro é dormir no chão para não cair da cama; usar sapatos de borracha para não dar esmola a cego; tomar café ralo e esconder dinheiro grosso; pedir emprestado para disfarçar a fartura.

É desconfiar até dos próprios pensamentos e não dar adeus para evitar abrir a mão.

Mineiro não é contra nem a favor; antes, pelo contrário. Aliás, mineiro não fala, proseia. Toca em desgraça, doença e morte e vive como quem se julga eterno. Chega na estação antes de colocarem os trilhos, para não perder o trem. E, na hora em embarque, grita para a mulher, que carrega a sua mala: “Corre com os trens que a coisa já chegou!”

Mineiro, quando viaja, leva de tudo, até água para beber. E um coração carregado de saudades.

Relógio de mineiro é enfeite. Pontual para chegar, o mineiro nunca tem hora para sair. A diferença entre o suíço e o mineiro é que o primeiro chega na hora. O mineiro chega antes.

Mineiro fica em cima do muro, não por imparcialidade, mas para poder ver melhor os dois lados.

Cabeça-dura, o mineiro tem o coração mole. Acredita mais no fascínio da simpatia que no poder das idéias. Fala manso para quebrar as resistências do adversário.

Mineiro é isso, sô! Come as sílabas para não morrer pela boca. Faz economia de palavras para não gastar saliva. Fala manso para quebrar as resistências do interlocutor.

Sonega letras para economizar palavras. De vossa mercê, passa pra vossemecê, vossência, vosmecê, você, ocê, cê e, num demora muito, usará só o acento circunflexo!

Mineiro fala um dialeto que só outro mineiro entende, como aquele sujeito que, à beira do fogão de lenha, ensinava o outro a fazer café. Fervida a água, o aprendiz indagou: “Pó pô pó?” E o outro respondeu: “Pó pô, pô”.

Mineiro não fica louco; piora. Por isso, em Minas não se diz que alguém endoidou, mas sim que “se manifestou…”

Ser mineiro é comer goiabada de Ponte Nova, doce de leite de Viçosa, queijo do Serro, requeijão de Teófilo Otoni e lingüiça de Formiga, tudo regado a pinga de Salinas.

É cozinhar em fogão de lenha com panela de pedra sabão.

Mineiro não tem idéias, só lembranças; não raciocina, associa; pão-duro, tem o coração mole; pensa que esposa é parente, filho, empregado e carrega sobrenome como título de nobreza

Ser mineiro é acreditar mais no fascínio da simpatia que no poder das idéias. É navegar em montanhas e saber criar bois, filhos e versos.

Mineiro vai ao teatro, não para ver, mas para ser visto, freqüenta igreja para fingir piedade, ri antes de contar a piada e chora com a desgraça alheia. Adora sala de visitas trancada, na esperança de retorno do rei.

Avarento, não lê o jornal de uma só vez para não gastar as letras, e ainda guarda para o dia seguinte para poder ter notícias. Aliás, mineiro não lê, passa os olhos. Não fala ao telefone, dá recado.

Praia de mineiro é barzinho e, sua sala de visitas, balcão de armazém e cerca de curral. Ali a língua rola solta na conversa mole, como se o tempo fosse eterno. Certo mesmo é que o momento é terno.

Ser mineiro é ajoelhar na igreja para ver melhor as pernas da viúva, frequentar batizado para pedir votos, ir a casamentos para exibir roupa nova.

Mineiro que não reza não se preza. Acende a Deus a vela comprada do diabo. Religioso, na sua crendice há lugar para todos: O Cujo e a mula-sem-cabeça; assombrações e fantasmas; duendes e extra-terrestres.

Mineiro vai a enterro para conferir quem continua vivo. Nunca sabe o que dizer aos parentes do falecido, mas fica horas na fila de cumprimentos para marcar presença. Leva lenço no bolso para o caso de ter de enxugar as lágrimas da família.

Não manda flores porque desconfia que a flora embolsa a grana e não cumpre o trato.

Mineiro só elogia quando o outro virou defunto. E fala mal de vivo convencido de que está fazendo o bem.

Ser mineiro é esbanjar tolerância para mendigar afeto, proferir definições sem se definir, contar casos sem falar de si próprio, fazer perguntas já sabendo as respostas.

Mineiro é capaz de falar horas seguidas sem dizer nada. E cumprimenta com mão mole para escapar do aperto.

Mineiro é feito pedra preciosa: visto sem atenção não revela o valor que tem, pois esconde o jogo para ganhar a partida e acredita que a fruta do vizinho é sempre mais gostosa.

Mineiro age com a esperteza das serpentes mas se veste com a simplicidade das pombas, e encobre as contradições com o manto fictício da cordialidade. Mas conta fora tudo que se passa em casa.

Ser mineiro é fazer cara feia e rir com o coração, andar com guarda-chuva para disfarçar a bengala, fingir que não sabe o que bem conhece, fumar cigarro de palha para espantar mosquitos, mascar fumo para amaciar a dentadura.

Mineiro é pão-duro, não abre a mão nem pra dar bom dia. Desconfiado, retira o dinheiro do banco, conta e torna a depositar. Vive pobre para morrer rico e pede emprestado para disfarçar a fartura.

Mineiro rico compra carro do ano e manda pôr meia sola em sapato usado. Viaja ao exterior e não dá esmola a pobre. Fica sócio de clube para ter status. E faz filho para virar compadre de político.

Pacífico, mineiro dá um boi para não entrar na briga e a boiada para continuar de fora. Mas, se pisam no calo do mineiro, ele conjura, te esconjura, jurado e juramentado no sangue de Tiradentes.

Mineiro é como angu, só fica no ponto quando se mexe com ele.

Em Minas, o juiz é de fora, o mar é de Espanha, os montes são claros, a flor é viçosa, a ponte é nova, o ouro é preto, é belo o horizonte, o pouso é alegre, as dores são de indaiá e os poços de caldas.

“Minas Gerais é muitas”, como disse Guimarães Rosa. É fogão de lenha e comida preparada em panela de pedra sabão; turmalina e esmeralda; tropa de burro e rios indolentes chorando a caminho do mar; sino de igreja e tropeiros mourejando gado sob a tarde incendiada pelo hálito da noite.

Minas é Mantiqueira e serrado, Aleijadinho e Amílcar de Castro, Drummond e Milton Nascimento, pão de queijo e broa de fubá.

Minas é uma mulher de ancas firmes e seios fartos, sensual nas curvas, dócil no trato, barroca no estilo e envolta em brocados, ostentando camafeus.

Minas é saborosamente mágica.

Ave, Minas! Batizada Gerais, és uma terra muito singular.

Esse post trata de uma coletânea de citações de diversos autores sobre o mineiro, o “Ser Mineiro”

10 Parques Estaduais para você desbravar em Minas

A natureza foi generosa com Minas, com cascatas que despencam de morros, rios caudalosos e formações rochosas impressionantes. São 38 parques estaduais, mas somente 10 são abertos à visitação. A infraestrutura e os guias dos parques ajudam a desbravar essa faceta do estado.

 

Parque Estadual do Ibitipoca

Do alto da Serra do Ibitipoca é possível contemplar suas belezas, entre os municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. As piscinas naturais, cachoeiras e grutas coloca o parque como o mais visitados do estado, tendo recebido mais de 95 mil turistas em 2015. ief.mg.gov.br, de terça a domingo das 7h às 18h, R$10 dias úteis, R$ 20 finais de semana


Parque Estadual do Itacolomi

Pela região passaram as expedições dos bandeirantes em busca do Ouro das Gerais, no século XVIII. Os caminhos feitos pelos viajantes e a arquitetura da colonial permanecem preservados.

ief.mg.gov.br, terça a domingo e feriados das 8h às 17h, R$5 dias úteis e R$ 10 finais de semana


Parque Estadual da Serra do Rola Moça

O nome da serra foi imortalizado pelo escritor Mário de Andrade, que em um causo contou a história de um casal que voltava do casamento quando a noiva caiu do cavalo e rolou serra abaixo. O relevo peculiar do parque abriga uma colorida vegetação com orquídeas, bromélias e candeias. ief.mg.gov.br, diariamente das 8h às 17h, para atividades monitoradas é necessário agendamento prévio, entrada gratuita

 

Parque Estadual do Rio Doce

Tem mais de quarenta lagoas naturais, entre elas a famosa Dom Helvécio, com 6,7 km quadrados e profundidade de até 32,5 metros. Ideal para mergulhar e admirar a profusão de peixes. ief.mg.gov.br, diariamente das 7h às 18h, R$ 10

 

Parque Estadual da Lapa Grande

Com 7.000 hectares, o parque foi criado em 2006 para preservar as grutas e abrigos repletos de pinturas rupestres, pontuados pela vegetação do cerrado. ief.mg.gov.br, diariamente das 9h às 16h, R$ 5.

 

Parque Estadual da Serra do Brigadeiro

O sobe e desce não para na Serra do Brigadeiro. São picos para escalada, vales, chapadas e encostas que formam o panorama único dessa região. ief.mg.gov.br, de terça a domingo das 8h às 17h, entrada gratuita.

 

Parque Estadual do Sumidouro

A maior atração do parque é a Gruta da Lapinha, com 511 metros de extensão distribuídos em galerias e salões (12 abertos para visitação). É bacana também a Trilha do Sumidouro, que passa por mirantes, uma lagoa e pinturas rupestres. ief.mg.gov.br, terça a domingo das 9h às 16h, R$ 15


Parque Estadual do Rio Preto

O relevo cheio de rochas e quartzos brilha quando o sol aparece. Abrigo da nascente do Rio Preto, o parque é ideal para dias quentes por suas cachoeiras – do Crioulo e Sempre Viva –, com piscinas naturais e corredeiras. ief.mg.gov.br, terça a domingo das 7h às 17h, em feriados e férias abre às segundas, R$7


Parque Estadual Mata do Limoeiro

Vizinho do Parque Nacional da Serra do Cipó, é abrigo de espécies raras como o rato-do-mato e o gambá-de-orelha-branca, e cachoeiras como a do Derrubado e a do Gabriel. Ief.mg.gov.br, terça a sábado das 8h30 às 12h e das 13h às 17h, domingo e feriados das 9h às 12h e das 13h às 16h, entrada gratuita.

 

Parque Estadual de Nova Baden

Localizado em Lambari, no Circuito das Águas, o destaque desse parque vai para a Cachoeira Sete Quedas, além de valiosos exemplares da fauna e flora da Mata Atlântica. Ief.mg.gov.br, terça a domingo e feriados das 8h às 17h, (35) 3271-1338