A arrancada para o Turismo vai muito bem, obrigado.

Instituído pela Organização Mundial do Turismo, em 1979, o dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo nasceu no intuito de promover o conhecimento da comunidade internacional acerca da importância do turismo, seus valores sociais, culturais, econômicos e políticos.

Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, Conceição do Mato Dentro como poucos municípios do Brasil, idealizou evento na Câmara Municipal, que consagrou a continuidade da retomada do turismo na região. A intenção dos organizadores do evento foi transformar o Dia Mundial do Turismo numa data capaz de conscientizar a sociedade dos valores culturais, políticos, econômicos e sociais que esse ramo ocasiona, participando estudantes da rede municipal, empresários e especialistas do segmento turístico, o que proporcionou interação produtiva e visionária para o município, que continua sua caminhada rumo ao turismo sustentável.
O turismo é uma atividade relacionada ao entretenimento, onde as pessoas se divertem ao passearem por diferentes lugares. Além disso, é tido como a área profissional que cuida de toda a movimentação que esses passeios ocasionam, o conjunto de serviços que os mesmos geram, com o intuito de promover o bem-estar dos visitantes ou turistas, sendo que seu maior objetivo é de que o viajante sinta-se satisfeito e retorne ao local.
As movimentações turísticas abrangem boa parte da economia de uma cidade, pois ocasionam a circulação de um número bem maior de pessoas nas regiões visitadas. Isso faz com que aumentem os empregos, os investimentos na estrutura da cidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.
Hotéis, restaurantes, feiras, shows, teatros, museus, dentre outros são os grandes atrativos para os turistas, levando ao aumento das arrecadações financeiras desses estabelecimentos, provocando maior arrecadação dos impostos, aumentando também a arrecadação municipal.

Em função do Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela ONU, o tema escolhido para as comemorações deste ano é “Turismo, biodiversidade e sustentabilidade”, com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade e sobre o papel do turismo sustentável na preservação da vida na Terra.

Parabéns aos envolvidos no evento realizado em Conceição do Mato Dentro, o momento é de união e cooperação, para que esse setor volte a ser a principal atividade do município, referência para todo Brasil. Nossa parceira Montanha Aventuras é uma das colaboradoras e participantes desta alavancada. Vamos em frente, capital do ecoturismo!

4 Cidades-fantasma em Minas Gerais

Vila de Mato Grosso no Serro. A vila Fantasma, com apenas uma moradora. Fotografia de Thelmo Lins

Desemboque, o berço da colonização do Triângulo Mineiro, com 27 moradores. Vila de Mato Grosso, no Serro, com apenas 1 moradora. Cemitério do Peixe em Conceição do Mato dentro, onde onde a maioria dos moradores estão no cemitério e Biribiri, em Diamantina,  outrora vila fantasma abandonada, hoje se reerguendo, são as famosas “cidades-fantasmas” de Minas. Conheça a história de cada uma delas.

01 – Vila Cemitério do Peixe

Pequeno lugarejo, pertencente ao município de Conceição do Mato Dentro, Cemitério do Peixe constitui-se de uma única igreja, e um cemitério, que por sinal, dá nome ao lugar. Tem-se ali, um aglomerado de casas, no número de duzentas, todas caiadas de enorme brancura, de simplicidade e de mistério. É banhado pelo Rio Paraúna, de caudalosas águas, em meio a uma colina, vizinho ao distrito de Capitão Felizardo. Distante está, de Diamantina, 40 quilômetros.

Dos mitos de sua criação há inúmeras versões, dentre elas, a riqueza da região, que atraiu o olhar da metrópole portuguesa a existência de pedras preciosas e ouro naquele lugar. Há a versão de que um fazendeiro, criador de gado, dono de alguns garimpos e proprietário dessas terras, um certo Canequinha, nascido em 1860, teria doado parte de suas terras à Igreja, a fim de que se construísse nas mesmas uma capela e um cemitério. E que mais tarde, ainda construiu algumas casinhas para abrigar padres e fiéis. São muitos os mitos que giram em torno da origem do lugarejo, porém, fato concreto, é que o primeiro túmulo, bem à entrada do Cemitério, data de 1941, e tem nele enterrado o tal Canequinha, e inscrito junto a seu nome: “Fundador”, o que nos leva a crer que seja essa uma das possíveis versões. Mas, com relação ao nome “peixe”, há histórias de que um tal escravo de apelido peixe, muito estimado por seu senhor, que ao ser encontrado morto pelo mesmo, que esse teria lhe prestado uma homenagem em seu enterramento, chamando o cemitério de “Peixe”.

Com relação à igreja, essa é na verdade a pequenina Capela votada a São Miguel Arcanjo, fica de fronte ao cemitério, que é epigrafado pela seguinte placa: “Ó tu que vens a este cemitério, medita um pouco nesta campa fria: eu fui na vida o que tu és agora, eu sou agora o que serás um dia”. Por essa epígrafe e pelo fato de o lugarejo se manter vazio por quase todos os dias do ano, é que o lugar guarda força quase mística de celebração e milagres. E é, por muitos, conhecido como cidade fantasma!

O lugarejo recebe cinco missas por ano, entretanto, essas missas acontecem por cinco dias consecutivos, dos dias 11 a 15 de agosto.
Nesses dias o lugarejo se transforma em local de romaria, um verdadeiro jubileu de pedidos e agradecimentos pautados nas lágrimas, olhares, sorrisos, joelhos ao chão e fé. São milhares de fieis dividindo o espaço de peditório, louvor e ofertório a São Miguel Arcanjo e às Almas. Nessa época do ano, a capela, o cemitério e as casinhas são cuidadosamente caiados de branco, suas portas e janelas pintadas de azul, “É preciso agradar o santo!” , disse, feliz, D. Carlota.
A festa dos dias de devoção é mantida pelos fiéis, que contribuem materialmente para que esses momentos de fé, que alimentam todo um ano de venturas, sejam mantidos ano após ano, geração após geração, em seu rito e sua tradição.

02 – Vila de Desemboque – Sacramento

Desemboque tem apenas 20 casas, 27 moradores, uma única rua e uma igreja histócica. Fotografia de Luis Leite
Erguida por bandeirantes em 1766 em sua rota rumo ao ouro de
Goiás, já foi o maior centro comercial e de mineração do famoso Triângulo Mineiro, dando abrigo a 1,5 mil habitantes e repleta de vida comercial e de lazer, incluindo um pequeno cassino.

Contudo, em 1871, o ouro começou a escassear e as pessoas acabaram partindo para as cidades vizinhas e abandonando os garimpos que já não tinham mais nada a oferecer.

Atualmente o local é uma vila pertencente ao município de Sacramento tendo apenas 20 casas, duas igrejas muito bem conservadas e um cemitério. Interessados em visitá-la podem ficar em Sacramento ou na bela cidade de Araxá (365 km de Belo Horizonte): local histórico e com belíssimos monumentos.

No mês de junho a Festa de Nossa Senhora do Desterro, com fogueira
Carreada de Bois, movimenta Desemboque. Foto de Luis Leite

03 – Vila de Biribiri – Diamantina

Construída em 1876 por Dom João Antônio dos Santos para abrigar funcionários de uma fábrica de tecidos trazendo mais de mil pessoas para a pequena cidade.
Formada pela indústria, as casas dos funcionários, uma pequena via comercial e um gerador de energia próprio, Biribiri ainda tinha um pensionato para receber as jovens que vinham de outras localidades. Aos poucos o vilarejo foi crescendo e parecia promissor.Porém, em 1973, a fábrica fechou e seus moradores foram embora. Inicialmente preservada pelos herdeiros dos primeiros cidadãos a transformá-la num lar e posteriormente tombada pelo Patrimônio Histórico, se tornou uma atração turística.

Em 2013 metade dos imóveis da vila foi vendida e os novos ‘donos’ do lugar planejam, por exemplo, transformar o antigo pensionato em um hotel. Uma pousada já existe no local e símbolos locais – como a igreja e o clube – deverão passar por reformas.

A aquisição ainda está em uma fase complicada, porque a Lei não permite que as casas tombadas sejam desmembradas, então o interessado deve comprar tudo junto.

Além da pousada que já existe no local, você pode se hospedar na cidade de Diamantina (298 km de Belo Horizonte). Cidade histórica e com diversas atrações naturais, com certeza vale ser visitada pelos amante da Cultura de nossas raízes e pelo Meio Ambiente.

04 – Vila de Mato Grosso – Serro MG

Capelinha – Serra da Caroula. Com apenas 1 habitante, Mato Grosso, a Vila Fantasma, é uma das atrações do Serro MG. No mês de julho, a Vila Fantasma recebe visitantes para a Festa de Nossa Senhora das Dores.
Cem casas desabitadas e capela na Serra do Carola testemunham a devoção de fiéis
Esta é uma história de devoção a Nossa Senhora das Dores. De certa forma, é também a história de uma vila fantasma. A fé católica deu origem a uma capela e a cerca de 100 casinhas desabitadas no topo de um pico a 18 quilômetros do Serro, cidade colonial fundada por bandeirantes em 1714. Por aquelas bandas, não há quem desconheça graças alcançadas na Serra do Carola, a montanha dos bem-aventurados.Corria o início do século passado quando católicos começaram a enfrentar uma íngreme subida de três quilômetros para suplicar proteção e milagres a Nossa Senhora. À medida que as graças eram alcançadas, crescia o universo de peregrinos. A notícia se espalhou e atraiu forasteiros de longe. Foi então que um dos devotos, José Osvaldo de Gulim, ergueu um cruzeiro de madeira acima do platô mais alto.

Pouco depois, ele e mais três homens – Expedito, José e Nicodemos – construíram uma capela numa área doada por Romão Eduardo dos Santos. Foi assim que surgiu o santuário de Nossa Senhora das Dores. Há 69 anos, a fé resultou no jubileu anual em sua homenagem.

O evento dura uma semana, sempre em julho. No início, os fiéis subiam e desciam a serra todos os sete dias, numa caminhada danada de cansativa pela estrada empoeirada e com rochas. Para evitar os prolongados deslocamentos durante a festividade, devotos tiveram a ideia de erguer casinhas no entorno da capela. Dezenas surgiram em pouco tempo.

As chamadas edículas ou casinholas são construções simples. A maioria com um cômodo. Afinal, servem de moradia apenas na semana do jubileu. Na região, as casinhas temporárias foram apelidadas de barraquinhas. As primeiras eram de madeira, lona e sapê. Desprovidas de qualquer conforto. Num segundo momento, surgiram as edificações mais sólidas, de adobe ou tijolo. Algumas construções de pau-a-pique resistem ao tempo.

Embora erguidas por fiéis, as edículas, oficialmente, pertencem à paróquia. “São habitadas somente durante o jubileu”, conta Pedro Farnesi, secretário de Turismo, Cultura e Patrimônio do Município do Serro. Apenas uma moradia, erguida em frente à igreja e ao lado de uma árvore cuja copa garante sombra necessária em dias calorentos, é residência fixa.

É nela que moram dona Maria do Amparo Silva Santos, de 63 anos, o marido, seu Damião e um dos oito filhos do casal, Iago, de 20. “Quem doou a terra para a construção da igreja foi meu sogro. Morar no alto da serra é uma beleza. Veja a vista. Os olhos enxergam ao longe. Tudo isso nos oferece uma sensação de paz”, ressalta a mulher, que planta feijão e milho. Ela também cuida de poucas cabeças de gado.

Para dona Maria e muitos fiéis, a Serra do Carola é um lugar sagrado. Por isso, os devotos dizem que o lugarejo “descombina” com o termo vila fantasma. Por outro lado, eles admitem que o apelido se espalhou além das fronteiras do Serro. A fama da vila, assim como a da santa, atrai gente de todo canto do Brasil. De olho nesse filão, empresas do setor de turismo da região oferecem passeios à “vila fantasma”.

Quem chega ao lugarejo fora do jubileu encontra as casinholas, com exceção da moradia de dona Maria, com portas e janelas trancadas. Há paredes de diversas cores e sem reboco. Há telhas de barro e coberturas de amianto. Em muitas, destacam-se enfeites em homenagem à santa. Na área externa, fogões a lenha. Entre as edículas, becos de chão batido ou cobertos por gramíneas.

Bancos de madeira foram colocados em frente a algumas moradias. Neles, os fiéis contemplam a vista oferecida pelo pico. Chama atenção uma passagem com degraus em chão batido. Para garantir a segurança de quem a sobe ou desce, corrimãos de bambus foram improvisados nos dois lados da escadaria. O visitante ainda se depara com árvores frutíferas.

Toda a mística e a beleza do santuário atrai não somente católicos. Há duas semanas, no chão de um dos becos, havia uma medalhinha com a imagem de uma entidade chamada Preto Velho. Nela, a frase: “Adorei as almas!”.

A capela em homenagem a Nossa Senhora das Dores foi restaurada há poucos meses, oferecendo aos devotos, no jubileu que ocorreu na segunda semana de julho, um templo com pintura, equipamentos e fiação elétrica novos.

O recurso foi bancado pela prefeitura. “Estamos investindo, somente neste ano, quase R$ 500 mil no patrimônio histórico do Serro”, garantiu o secretário de Turismo.

O santuário, que é tombado em nível municipal, deverá atrair, no próximo jubileu, em julho de 2017, uma multidão maior do que a registrada nos últimos anos. Afinal, a festa religiosa completará 70 anos.

Quem deseja conhecer o santuário de Nossa Senhora das Dores na Serra do Carola deverá chegar ao trevo do Serro e pegar a MG-010 no sentido à cidade de Conceição do Mato Dentro. O caminho é asfaltado, mas há muitas curvas e a estrada não é duplicada.

A 15 quilômetros do trevo, no lado direito de quem segue para Conceição do Mato Dentro, há uma placa indicando a entrada para o distrito Deputado Augusto Clementino. O visitante deve entrar no distrito, passar em frente à capela do local e seguir por uma estrada de terra de três quilômetros. O caminho oferece uma bela vista.

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