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Prefeitura Municipal inicia segunda fase do projeto de Turismo no Serro

A Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio com o apoio do Sebrae inicia a segunda fase do projeto que cria o plano de promoção do destino Serro.

O projeto envolve ações de fortalecimento da governança local, capacitação para os empresários da atividade turística, planejamento e gestão e programas de inovação e tecnologias para o negócio.

A reunião contou com a presença de empresários que fazem parte do projeto com a mediação do Consultor do Sebrae Tom Pires.

Para a Secretária Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, Grizielle Campos, trata-se de um projeto inovador e diferenciado, que busca o desenvolvimento e estruturação do destino para a consolidação da atividade turística sustentável.

Fonte

Brasil organiza sistema de trilhas para reforçar ecoturismo

O Ministério do Turismo foi palco no dia 31 de Outubro de uma apresentação sobre o Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso, que busca interligar unidades de conservação ambiental (UCs) de todo o país por meio de percursos sinalizados. O coordenador-geral de Uso Público e Negócios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Pedro Menezes, detalhou a iniciativa, que inicialmente prevê a formação de quatro grandes corredores naturais.
Os circuitos são o Litorâneo, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS); a Trilha Missão Cruls, entre a Cidade de Goiás e a Chapada dos Veadeiros, em Goiás; o Caminhos do Peabiru, do Parque Nacional do Iguaçu (PR) ao litoral paranaense, e a Estrada Real, que abrange Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A sinalização dos trajetos segue um modelo mundialmente aplicado e consiste numa pegada amarela sobre uma base preta, indicando o sentido a ser percorrido.
Um Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios do Turismo, do Meio Ambiente, a Embratur e o ICMBio visa implementar uma política de gestão de uso público das UCs, em parceria com o setor privado. Pedro Menezes previu avanços a partir do trabalho integrado. “Isso vai gerar um ciclo virtuoso de aumento da visitação nos parques nacionais com mais qualidade de serviços e, portanto, um grau de apreciação maior do que a gente tem hoje. Vemos a parceria com o MTur como estratégica”, declarou.
As ações conjuntas envolvem o incentivo ao ecoturismo associado à conservação da biodiversidade, além do apoio à promoção dos destinos. A meta é aproveitar o potencial das unidades para atrair visitantes a estes espaços e ao seu entorno. O coordenador-geral de Planejamento Territorial do Turismo do MTur, Eduardo Madeira, destacou benefícios da união de esforços. “Vamos fortalecer as atividades turísticas nos parques, ajudando a gerar renda nas comunidades do entorno das unidades”, apontou.
O traçado das trilhas segue aberto a eventuais alterações necessárias ao longo do processo de implementação, que reúne diferentes esferas de governo, proprietários privados e a sociedade. O trabalho do ICMBio se baseia em exemplos internacionais como o dos Estados Unidos, onde o sistema de trilhas, com 50 anos de existência, liga mais de 90% das unidades de conservação. Os EUA possuem hoje 95 mil quilômetros de caminhos sinalizados, ligando 24 dos seus 60 parques nacionais.
O coordenador-geral substituto de Uso Público e Negócios do ICMBio, Fábio França, que também participou da palestra, citou vantagens do aproveitamento dos percursos, como o incentivo à atuação de guias e transportadores, além da ocupação de campings e meios de hospedagem. França relatou a grande procura por atividades na área no país. “No Pico das Agulhas Negras, por exemplo, pessoas chegam às 4h para fazer a subida pegando senha. A gente tem uma oferta gigante para aproveitar”, enfatizou.
Os técnicos do ICMBio divulgaram o Manual de Sinalização de Trilhas, já compartilhado durante capacitações realizadas em várias partes do país. Também acompanharam a apresentação o diretor do Departamento de Ordenamento do Turismo do MTur, Rogério Coser; o diretor do Departamento de Infraestrutura Turística do MTur, Victor Hugo Mosquera; o coordenador-geral de Produtos Turísticos do MTur, Cristiano Borges, e a coordenadora-geral de Turismo Responsável do MTur, Gabrielle Nunes, entre outros servidores da Pasta.
Percursos – O Corredor Litorâneo engloba 8.000 quilômetros, passando por mais de 100 UCs ao longo da costa nacional. Já o Missão Cruls, com 600 quilômetros, seguirá o caminho percorrido por Luiz Cruls para delimitar a área onde seria construída Brasília. O Caminhos do Peabiru, por sua vez, com cerca de mil quilômetros, retrata o percurso dos índios Guarani ligando o Oceano Atlântico aos Andes, e a Estrada Real, com mais de 1.700 quilômetros, segue o trajeto usado pela Coroa Portuguesa no período colonial.

Fonte | Texto: MTur – Notícias

Conheça a Cachoeira do Tabuleiro, a mais alta de Minas, com 273 metros

Mutável aos olhos de quem a admira, a mais alta cachoeira de Minas marca a paisagem do parque homônimo e desafia os poucos visitantes. Escada de 1.500 degraus leva à sua base

Conceição do Mato Dentro e Santana do Riacho – Uma garganta rochosa de 273 metros de altura engole o Ribeirão do Campo de uma só vez. Faz o corpo hídrico despencar de tão alto que, nas épocas de seca, antes da metade da queda todo o jorro d’água se dissipa numa fina chuva. A opulência da Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, a 175 quilômetros de Belo Horizonte, se destaca de longe na formação rochosa dominante na região e marca a paisagem da Serra do Espinhaço. Por mais antiga e consolidada que pareça, a queda d’água mais alta de Minas Gerais se mostra mutável aos pontos de vista dos observadores. A incidência da luz solar nas rochas tem a curiosa capacidade de fazer com que a cachoeira adquira colorações diferentes, variando de um tom amarelado e brilhante para um vermelho opaco. É um destino muito procurado por ecoturistas e aficionados por aventuras. Contudo, o grande público ainda não se deixou seduzir por essa atração natural, como já ocorre em outros locais mais famosos. A Serra do Cipó, por exemplo, recebe cerca de 7 mil visitantes por mês, soma que resume todos os turistas de um ano que vão ao Parque Municipal Natural do Tabuleiro.

As duas principais atrações do parque são a cachoeira e a travessia. Essa trilha mais longa percorre 27 quilômetros e cruza a Cordilheira do Espinhaço pelas serras do Intendente e do Breu, desembocando no povoado de Lapinha da Serra, em Santana do Riacho. Conjugar os dois destinos não é algo comum de se fazer, considerada a grande exigência física imposta pelos 5,6 quilômetros de trilhas de ingresso e retorno até a queda d’água. Mas não é impossível. Sobretudo depois de muitas melhorias feitas pelo parque em sinalização e infraestrutura. A entrada do parque fica a 19 quilômetros de distância de Conceição do Mato Dentro. As estradas são boas e muito bem conservadas, mesmo as que ainda são rodadas em leito de terra. O parque municipal cobra uma taxa de manutenção de R$ 5 e uma tarifa de visitação de R$ 5.

Vista da Cachoeira do Tabuleiro durante a noite

É por uma trilha de terra clara e arenosa que se inicia a busca pelas quedas do Ribeirão do Campo. Um avanço pelo típico cerrado da Região Central de Minas, onde sombras são raras projeções de uma ou outra árvore tortuosa, quando estas se erguem o suficiente para criar um abrigo. O caminho reveza trechos de chão e alguns poucos revestidos por pedras e massa, mais estáveis e rápidos. Durante a seca, o próprio leito de córregos intermitentes que cruzam esse caminho auxilia na passagem. Na época das chuvas, a coisa muda de figura. “Para se chegar a alguns pontos do nosso parque torna-se necessário atravessar rios, que nos dias chuvosos podem ter aumento repentino do volume de água (tromba d’água). Este aumento poderá causar situações perigosas e até mesmo arrastar pessoas ou deixá-las ilhadas, portanto, não é permitido o acesso a alguns pontos do parque em dias de chuva”, alerta o texto impresso no termo de responsabilidade que todos os visitantes assinam para entrar.

Depois de poucos metros na parte mais rústica da trilha, chega-se a uma sequência impressionante de 1.500 degraus de eucalipto imunizado, parafusados e com corrimãos, numa descida de 150 metros até o leito pedregoso do Ribeirão do Campo. Antes, o acesso até o curso d’água se dava por trilhas íngremes, onde não eram raros os escorregões, deslizes e utilização das mãos para avançar ou reduzir a velocidade. Vários totens ajudam a calcular a distância percorrida e alertam para pontos de interesse, como mirantes que permitem avistar a cachoeira por todo o deslocamento. As obras ficaram em cerca de R$ 1 milhão e foram custeadas em 2017 pela Anglo American, mineradora que atua na região de Conceição do Mato Dentro, por meio de condicionantes ambientais para as atividades da empresa.

Caminhada de obstáculos

A chegada às rochas escuras do ribeirão é um bom momento para tomar fôlego. O abastecimento dos cantis e reservatórios de água também pode ser feito ali. Mas o alívio é apenas passageiro, pois o caminho que se segue não deixa de ser exigente. A única forma de chegar à cachoeira é seguindo por rochas do leito, muitas delas altas e esparsas. A orientação para o melhor caminho é feita por setas vermelhas pintadas pelo percurso e que descrevem uma trilha mais aprazível. Vencidos esses obstáculos, a recepção se dá com uma refrescante chuva das gotículas d’água pulverizadas pela queda do ribeirão do alto do precipício. No fundo da garganta se abre um espaço com várias pilhas de rochas, muitas delas planas como plataformas e que servem para os turistas se esticarem e pegar um pouco de sol. Algo importante para aplacar o frio na imersão nas águas geladas da cachoeira e para trazer mais ânimo para o caminho contrário, que agora é para o alto.

Junto com um grupo de escaladores de Brasília, que foi treinar na Serra do Cipó, o casal Daniel Carneiro, de 33 anos, advogado, e a servidora pública Juliana Nunes, de 32, procurou recobrar suas forças curtindo a Cachoeira do Tabuleiro. “Toda vez que estamos na serra fazemos questão de visitar o Tabuleiro”, afirma o advogado, que já esteve cinco vezes no parque. “A estrutura melhorou demais, agora ficou mais acessível para as pessoas. Tornou-se uma caminhada mais tranquila de ser feita”, disse. Para Juliana, ainda que a queda tenha pouco volume na época da estiagem, a diversão vale a pena. “Mesmo quando a água diminui, o vento a faz virar uma chuvinha que bate no rosto da gente e é sensacional. Melhora também nessa época a subida do rio, fica mais tranquila, com menos água. Aparecem também mais pedras para a gente ficar ao sol”, afirma.

Fonte “Estado de Minas”

Milho Verde- Uma “cidade” maravilhosa dentro de Minas Gerais

O vilarejo de Milho Verde é um distrito de Serro que fica entre as cidades históricas de Diamantina e Serro, no meio da Estrada Real.

Fica localizado na vertente da Serra do Espinhaço e junto a nascente do rio Jequitinhonha. É uma vila que se localiza em cima das montanhas a quase 1000 metros de altitude, um lugar muito tranquilo que, ao seu redor, esconde muitas cachoeiras. Do vilarejo se tem uma vista incrível da região. Os moradores de Milho Verde são acolhedores.

Na época de temporada, os bares do vilarejo oferecem um agito noturno que, combinado com um céu estrelado, é uma ótimo opção para se divertir na cidade. A capela do vilarejo merece destaque e já até foi capa de um dos discos do Milton Nascimento. Milho Verde possui cerca de 1600 moradores, que vivem do turismo, da pecuária e agricultura. Tem um pequeno comercio local, com mercadinhos, bares e restaurantes.

Cachoeira da Lage (Lageado): a mais próxima ao vilarejo, seguindo o rio, se encontram vários poços para nadar, a cachoeira tem duas quedas maiores, e poços grandes, pega sol praticamente o dia todo principalmente de tarde. aproveite para curtir a massagem natural que a água da corredeira faz. Para chegar se informe na vila, é fácil e as trilhas no meio do pasto são bem demarcadas.

Cachoeira do Moinho: Assim como a da lage tem varias corredeiras e duas quedas, vários poços para nadar. A cachoeira se localiza no caminho de Serro a uns 3 km do vilarejo, é possível ir de carro até próximo dela e tem um barzinho perto.

Cachoeira Carijó: do outro lado da cachoeira do moinho, atravessando a estrada que vai para Serro a cachoeira do carijó tem sua queda pequena, mas um poço ótimo para nadar. Na parte de cima tem uma corredeira entre as pedras que dá para curtir uma boa massagem natural. Debaixo da queda tem uma pedra que é possível ficar sentado curtindo uma massagem da água também.

Cachoeira do Canelal: No percurso da estrada, sentido o distrito de Capivari, à esquerda fica uma trilha que leva à Cachoeira do Canelal. São 10 minutos de caminhada tranquila até a chegada da cachoeira. São paisagens maravilhosas para apreciar a natureza.

Mapa do turismo de Minas Gerais: número quase dobrou em relação ao ano passado e significa que 65% do estado tem vocação turística

O mapa do turismo de Minas Gerais recebeu 276 novos municípios neste ano e praticamente dobrou de tamanho. Com os novos municípios, o mapa mineiro saltou de 279, em 2016, para 555 cidades com vocação turística. Ou seja, 65% do estado tem vocação turística – e os gestores querem trabalhar o setor como forma de desenvolver a economia. O número de regiões turísticas também cresceu, passando de 40 para 48 regiões em 2017.

O levantamento completo do Mapa do Turismo Brasileiro foi divulgado nesta quinta-feira (14/9) pelo Ministério do Turismo. Em todo o país, foram listados 3.285 municípios em 328 regiões turísticas, um crescimento exponencial em relação ao Mapa de 2016, quando foram registradas 2.175 cidades em 291 regiões. A partir deste ano, o mapa, feito em conjunto com as secretarias estaduais de turismo e trade turístico, passará a ser atualizado a cada dois anos.

De acordo com o novo mapa, 87 municípios mineiros estão nas categorias A, B e C, que são aquelas que concentram o fluxo de turistas domésticos e internacionais e oferecem melhor infraestrutura. São exemplos destas categorias cidades como Belo Horizonte, Ouro Preto, Diamantina, Montes Claros, Juiz de Fora, Sabará, São João del-Rei, Tiradentes, Poços de Caldas, Pirapora e Uberlândia. Os demais 468 municípios turísticos mineiros figuram nas categorias D e E. Esses destinos não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo – mas possuem papel importante no fluxo turístico regional.

O Mapa do turismo em Minas contempla praticamente todos os circuitos e regiões do estado, como Águas, Cachaça, Caminhos do Cerrado, Canastra, Diamantes, Pedras Preciosas, Guimarães Rosa, Furnas, Sertão Gerais, Jequitinhonha e Velho Chico.

Para o secretário de Estado de Turismo (Setur), Ricardo Faria, os novos dados do Mapa do Turismo Brasileiro revelam que Minas Gerais apresenta uma grande quantidade de municípios que já transformaram o turismo em realidade. “Estamos muito felizes com a inclusão dos 276 municípios mineiros para compor o mapa. Nossa vocação turística fica evidente com esse crescimento. Isso mostra também que o Governo de Minas Gerais, por meio da Setur, está trabalhando para fomentar o setor enquanto fator de desenvolvimento econômico”, destaca.

Dados da Setur mostram que, em Minas Gerais, o turismo movimentou cerca de R$ 17 bilhões em 2016, com 26,1 milhões de turistas. O setor representa 8,3% do total de empregos do estado.

Fonte

Proibir o uso de plásticos nem sempre funciona. Veja o que é preciso fazer

A Austrália é responsável por produzir mais de 13 mil toneladas de lixo plástico por ano. No final de junho de 2018, o governo australiano divulgou um relatório sobre a indústria de reciclagem e resíduos na Austrália.

Uma das recomendações foi que deveríamos eliminar progressivamente os plásticos descartáveis ​​à base de petróleo até 2023.

As proibições das sacolas plásticas, são uma opção – mas não são adequadas para todas as situações. Em primeiro lugar, o plástico não é mau: é flexível, durável, impermeável e barato. A questão é a maneira como descartamos isso. Como o plástico é tão versátil, ele foi adotado em uma série de produtos de consumo descartáveis ​​de uso único.

Muitas pessoas estão trabalhando em soluções tecnológicas para nossos problemas de plástico. Estas vão desde melhores técnicas de reciclagem e “plásticos” biodegradáveis ​​feitos de algas ou amido, até usar a larva que pode comer resíduos de plástico.

Mas essas opções são lentas e caras. Eles também podem ter outros impactos ambientais, como emissões de gases de efeito estufa e consumo de recursos.

Há muitas alternativas reutilizáveis ​​para muitos produtos de uso único. O desafio é levar as pessoas a usá-las.

Para a mudança no nível da sociedade, as abordagens múltiplas são mais eficazes do que qualquer iniciativa isolada. Por exemplo, se quiséssemos eliminar gradualmente os talheres de plástico, poderíamos começar com uma campanha de conscientização que encoraje as pessoas a usar alternativas reutilizáveis.

Então, uma vez que a comunidade esteja a bordo, implemente uma pequena taxa com alguns lembretes e, finalmente, mude para uma proibição, uma vez que a maioria já tenha mudado seu comportamento.

A chave para eliminar com sucesso a nossa dependência de produtos plásticos de uso único é mudar a norma. Quanto mais falamos sobre o problema e as soluções, mais as empresas vão procurar e oferecer alternativas, e o mais provável é que nos mobilizemos juntos.

Fonte Engenharia E 

Estudo mostra que planeta pode virar uma estufa e que não há muito mais a se fazer para evitar

Estamos num limite muito perigoso, prestes a empurrar o planeta para um aquecimento contínuo, uma espécie de “Estufa Terrestre”, mesmo se e quando as emissões de gases poluentes forem reduzidas. Esta é a conclusão de mais um estudo de cientistas que empregaram seu tempo para pesquisar as mudanças climáticas, consideradas por eles “uma das questões mais existenciais da Ciência hoje”. O resultado foi publicado no jornal “Proceedings of the National Academy os Sciences of the United States of America” e reproduzido no “The Guardian” .

O estudo está sendo divulgado em meio a uma forte onda de calor que está alarmando a Europa, onde houve a ameaça de que as temperaturas chegassem a 48 graus no fim de semana que passou. Mas, se a um só tempo é extremamente importante que se dê atenção a mais um alerta gigante feito por quem entende e sabe das coisas no mundo do clima, por outro pode ser apenas “mais um estudo”, que vai ganhar um nicho de “coisas para lembrar depois” em vez de ser capaz de nos fazer mudar de hábitos. Este é o perigo.

Tem detalhes novos neste relatório, como por exemplo a descoberta de que o aumento das chuvas – um sintoma das mudanças climáticas – está tornando mais difícil para os solos das florestas capturarem gases do efeito estufa. Atualmente, as temperaturas médias globais estão um pouco acima de 1C dos níveis pré-industriais e subindo a 0,17C por década. O acordo climático de Paris estabeleceu ações para manter o aquecimento limitado a 1.5 a 2 graus até o final do século, mas os autores do estudo alertam que medidas mais drásticas podem ser necessárias. E dão como exemplo, justamente, o calor danado que está assolando a Europa. Pode ser muito pior nos próximos anos, caso a temperatura da Terra fique 1.5 graus mais alta.

Pois então… o que fazer?

Gosto da provocação de Naomi Klein, jornalista canadense, autora de vários livros sobre o tema, entre eles “This Changes Everything” e “The Shock Doctrine” , que se tornou ativista ambiental reconhecida no mundo todo. Embora faça uma análise crua sobre os fatos apresentados pelos cientistas do clima, Klein tem uma visão otimista, porque acredita que podemos aproveitar essa crise existencial para “transformar nosso sistema econômico e construir algo radicalmente melhor”.

A mudança tem que ser mesmo radical, acompanhando o tamanho da ameaça que paira sobre nossas cabeças. Talvez a que mais bem se adapte atualmente seja, justamente, parar de negar o que está sendo mais do que provado. A partir de uma consciência que nos ponha num caminho mais perto da natureza, pode começar a ficar um pouco mais fácil entender que é possível tentar mudar. Certamente não vai dar para desligar para sempre os aparelhos de ar condicionado, dos quais nos tornamos dependentes até por causa do aquecimento. Mas podemos combinar mais momentos de vida ao ar livre, com roupas mais leves, horários diferentes de trabalho.

Busquei em outra fonte mais ideias que possam nos ajudar a ir montando um mosaico para o tremendo quebra-cabeça que se forma diante de pessoas sensíveis à causa. No livro “Climate change, capitalism, and corporation” (ainda sem tradução) os professores Christopher Wright e Danie Nyberg lembram o importantíssimo papel das grandes empresas em nossa labuta para conseguir novas políticas climáticas.

“Por um lado, elas são as principais agentes na produção de gases poluentes e, por outro, são vistas também como nossa grande esperança em reduzir as emissões através de inovações tecnológicas”, dizem os autores. Por causa desse duplo papel, os dois focaram seu estudo em grandes empresas, entrevistando mais de 70 CEOs.

Na conclusão do livro encontro algumas reflexões que podem nos ajudar. Eles sugerem que pode haver seis caminhos para que se consiga ampliar o debate e imaginar mudanças.

O primeiro caminho proposto pelos professores é que se tire o meio ambiente de um nicho menos importante, por exemplo, do que a economia ou as questões sociais. É preciso que se amplie o debate, enxergando sempre as possíveis variáveis ambientais em todos os setores da vida. Como diz Naomi Klein, o aquecimento global e as possíveis formas de se conviver com ele tem a ver tanto com gases poluentes como com o capitalismo, sistema econômico que precisa rever seriamente seu jeito de fazer negócios.

Depois disso, Christopher e Daniel sugerem que se tenha uma narrativa totalmente diferente da atual, que vê riscos e oportunidades nas mudanças climáticas. Vai ser fora da corrente econômica e dos discursos de negócios que se vai encontrar uma linguagem que nos ponha mais frente a frente com as mudanças que precisamos fazer. O clima, cada vez mais, vai nos colocar perguntas duras sobre nossa relação com o ambiente natural e, ao fazê-lo, vai nos forçar a ter uma percepção diferente da maneira como lidar com ele. Longe do “business as usual”, portanto.

Há coisas mais importantes e urgentes, lembram os dois, que as grandes corporações podem fazer muito antes de estabelecer um preço para o carbono. O que é preciso é apoiar uma forma direta e eficaz de democracia, de envolvimento dos cidadãos.

Dar preço, em valores monetários, ao meio ambiente – como se vê em propostas de mercado de carbono ou da economia verde – vai transformá-lo em “um” valor. Uma outra forma é aumentar nosso respeito pelo planeta, reconhecendo sua pluralidade, percebendo que há sempre uma relação ecológica. Muito mais do que, apenas, uma construção de utilidade humana para o meio ambiente.

Os professores cutucam nosso posicionamento ao comprar produtos ecológicos, alertando para o modismo que pode haver atrás dessa atitude. É preciso ir além e ter trabalho, juntar crença com ação. Recusar o modismo do “consumo verde” pode ser um trampolim para que se faça uma análise profunda de nós mesmos como cidadãos num mundo em que o clima já mudou.

Por fim, Daniel e Christopher lembram que não têm a solução para o problema da mudança climática, que não há uma bala de prata. O que eles esperam é que os danos sejam menores do que aqueles que os cientistas estão apontando, É preciso, ao menos, tentar.

Fonte

PREFEITURA DE CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO CRIA SITE COM ROTAS E INFORMAÇÕES TURÍSTICAS

Quando tem que bater a gente bate! Mas quando cria-se algo bom é de tirar o chapéu!

A prefeitura de Conceição criou um site que, diga-se de passagem, ficou excelente! O site conta um pouco a história da cidade, além de permitir aos turistas informações importantes, como:

  • Rotas Turísticas;
  • Gastronomia;
  • Serviços na cidade, como Hotéis, postos de gasolina, bancos, etc.

O site vai permitir ao turista, melhor acessibilidade às rotas, além de fazê-lo conhecedor da história conceicionense.

Parabéns à prefeitura!

Visite http://turismo.cmd.mg.gov.br