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Abraços cordiais, Davi Gomes Resende

 

BH sem água: da riqueza à escassez

No quarto conteúdo da série “As águas de Belo Horizonte”, vamos falar
da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas

Saiba como a mineração e o avanço imobiliário têm contribuído para colocar
o Rio das Velhas em situação crítica

Com 82 barragens no Alto Rio das Velhas, basta que uma delas se rompa para que 4.000.000
de pessoas passem a viver em clima de deserto

Chegamos ao quarto conteúdo da série especial “As águas de Belo Horizonte”. Nos três anteriores, vimos:

– quais são as regras para o uso comercial e de abastecimento humano da água (link);

– no caso da Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde está o coração (o Sinclinal Moeda) que bombeia água para as duas bacias hidrográficas que respondem por quase 100% de seu abastecimento: a do Rios das Velhas e a do Rio Paraopeba;

– mostramos ainda, que desde 2014, o Governo de Minas Gerais já sabia de um possível colapso hídrico na capital e no seu entorno. Obras para interligar os dois sistemas, de forma a garantir a estabilidade da captação mesmo com a vazão menor de um deles, foram feitas, mas a tragédia do rompimento do complexo de barragens da Vale, em Brumadinho, e a consequente contaminação do Paraopeba inutilizou a interligação (link). 

Se o Rio das Velhas já agonizava antes do rompimento da barragem, em janeiro deste ano, agora, sem a “muleta” do Paraopeba, contaminado por lama, a situação piorou. Com a longa estiagem e outros fatores diretamente ligados à sobrecarga de suas reservas, mostraremos como um dos maiores mananciais  de Minas Gerais, que é o principal afluente do Rio São Francisco, está próximo de entrar em colapso.

Nesse quarto conteúdo da série especial “Águas de Belo Horizonte” descreveremos como a situação chegou a esse ponto e que a escassez pode piorar ao ponto de deixar a vida na capital e municípios do entorno insustentável. A mineração e a ocupação imobiliária sobre áreas de recarga hídrica avançam, destruindo gradualmente os mananciais que ainda restam e podem deixar a região mais populosa de Minas Gerais, sem água potável para todos. 

A captação de água na Bacia do Velhas para a RMBH se divide em dois sistemas integrados (SINs): Bela Fama, em Nova Lima, para o qual a água é retirada diretamente do Rio das Velhas e Morro Redondo, que é alimentado por captações no lençol freático (subterrânea) ou próximas às nascentes dos mananciais de Fechos, Mutuca e Cercadinho.

SIN Bela Fama

É o maior deles, mas infelizmente, o que mais necessita de tratamento na água por parte da Copasa devido ao avançado grau de poluição das águas do Rio das Velhas. Representa 70% do abastecimento de Belo Horizonte, chegando a cerca 75 % em Nova Lima e 100% em Raposos (veja o quadro abaixo). 

SIN Morro Redondo

Apesar de responder por apenas 5% do abastecimento de BH e 11% de Nova Lima, esse sistema tem a maior qualidade de água, pois a sua captação se dá em três mananciais relativamente bem preservados: Fechos, Mutuca e Cercadinho.

Os três mananciais são abastecidos por áreas de recarga do Sinclinal Moeda, formação geológica que funciona como uma espécie de caixa d’água das bacias dos rios das Velhas e Paraopeba, responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

No conteúdo anterior dessa série especial, nós do Lei.A produzimos e lançamos o filme “Sinclinal Moeda: o coração das águas de BH está cansado”.

APA Sul: uma suposta proteção

Os quatro mananciais de captação que pertencem à Bacia do Rio das Velhas (Bela Fama, Fechos, Mutuca e Cercadinho) estão localizados em unidades de conservação do Vetor Sul de Belo Horizonte. A maior delas, a Área de Proteção Ambiental Sul Região Metropolitana de Belo Horizonte (APA Sul RMBH), abrange uma área de aproximadamente 170 mil hectares e seu objetivo ao ser criada foi “proteger e conservar os sistemas naturais essenciais à biodiversidade, especialmente os recursos hídricos necessários ao abastecimento da população da RMBH e áreas adjacentes”.

Porém, a APA Sul vem sofrendo há décadas, atualmente com maior rapidez, ataques e pressões que vêm provocado a morte de nascentes, a poluição de leitos de rios e córregos, a diminuição da vazão de mananciais, em detrimento de maiores cuidados, previstos em seu zoneamento ambiental, porém não respeitado nos processos de licenciamento.

#monitore

Agonizando, Rio das Velhas ainda convive com fantasmas

Risco de contaminação 

A sobrecarga na retirada de água do Rio das Velhas, combinada com o período de estiagem, faz também aumentar o seu risco de contaminação. A proliferação de aguapés em diferentes pontos são um dos indicadores da poluição que toma conta do seu leito. Em grande quantidade, essas algas ocasionam um efeito ‘tapete’ que culmina numa queda abrupta de oxigênio na água e na sua contaminação por cianobactérias (microrganismos que, quando ingeridos podem levar à proliferação de doenças). Os peixes são os primeiros a serem afetados e pode vir daí as mortandades que vêm sendo observadas na região. 

Crédito: CBH Rio das Velhas

Ainda que iniciativas como a do Projeto Manuelzão, juntamente com o trabalho do CBH Rio das Velhas venham trazendo importantes resultados, o Rio das Velhas é ainda impactado por uma grande quantidade de esgoto proveniente do Ribeirão Arrudas e o Ribeirão do Onça, que atravessam a capital. Isso faz com que praticamente não haja vida nas águas do rio ao longo do trecho que passa pela Região Metropolitana de BH. 

Mineração e ocupação urbana em áreas de recarga

Tratamos do assunto em matérias anteriores (link) (link), sobre projetos minerários que avançam sobre os aquíferos do Sinclinal Moeda. As empresas mineradoras vêm consumindo um grande volume de água, deste que é o principal reservatório de água subterrânea de todo o Quadrilátero Ferrífero. 

Além da mineração, outro problema é o adensamento da população nessa área de recarga. Um exemplo é um megaempreendimento imobiliário que já conseguiu a primeira licença ambiental para ser construído sobre a região do entorno da Serra da Moeda. O Centralidade Sul (CSul), como é chamado, terá população de mais de 110.000 pessoas, além de áreas industriais e comerciais. Saiba mais  (link)

 Barragens de rejeito no Alto Rio das Velhas

Nas áreas de recarga hídrica que alimentam o Alto Rio das Velhas também estão localizadas as maiores concentrações de minério de ferro.  Em decorrência disso, existem atualmente diversas operações minerárias na região que incluem a existência de 82 barragens de rejeito. Essas estruturas carregadas de lama ameaçam as águas, as unidades de conservação e a vida da população da RMBH. 

Como o sistema de captação do Rio Paraopeba está nulo depois do rompimento do complexo de barragens da Vale, em Brumadinho, hoje, basta que uma dessas outras barragens na bacia do Rio das Velhas se rompa para que Belo Horizonte fique sem água e se transforme num deserto.

Dentre as 82, dezesseis não têm estabilidade garantida pela Agência Nacional da Mineração. O pior, dois complexos delas atingiram o “nível 3” de emergência, ou seja, estão em estado crítico. São elas: Complexo de Forquilha I, II e III (Ouro Preto) e B3/B4 (Nova Lima). Além delas, Maravilhas II (Itabirito), sem estabilidade garantida, tem seis vezes mais lama do que o Complexo de Córrego do Feijão, em Brumadinho, que aniquilou a captação de água no Paraopeba. Todas elas possuem uma dona: a Vale. 

Fonte: Revista Manuelzão

Barragens à montante, por esse método mais barato para a mineradora e mais perigoso para o meio ambiente e para vida humana, foram construídos esses complexos de barragens em estado crítico na Bacia do Rio das Velhas. 

Desde o mês de fevereiro de 2019, barragens a montante estão proibidas de serem construídas. Leia o que publicamos recentemente sobre a Lei “Mar de Lama Nunca Mais”.

Além disso, uma resolução publicada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), no dia 15 de fevereiro, determinou que todos os reservatórios de rejeito com essa característica deverão ser eliminados até 2021. 

Quanta água, Vale?

No dia 24 de outubro de 2019, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, a justiça determinou que a Vale apresente, em 15 dias, quanto de água retira do Velhas (devendo demonstrar se toda a água utilizada retorna ao curso do rio) e uma proposta para a preservá-lo, em virtude de sua alta captação nessa bacia hidrográfica.

Segundo a promotora Andressa Lanchotti, o Ministério Público verificou que havia inconsistência nos dados apresentados pela Vale. “Sem a captação no Rio Paraopeba, o sistema Rio das Velhas passou a ser mais demandado e temos de trabalhar para que não haja danos irreversíveis nesse rio”, disse.

#Aja

Você vai esperar o racionamento?

Como estamos mostrando ao longo dessa série, o colapso hídrico de Belo Horizonte e sua região metropolitana é real. O racionamento de água é iminente. Por outro lado, não se vê a população formando grandes grupos de pressão junto aos órgãos competentes e tampouco se unindo às instituições que historicamente lutam pela preservação dos mananciais, nossas fontes de vida.

Aja!

Se você faz parte do movimento ambiental, compartilhe a série especial do Lei.A, converse e mais do que isso: escute. Tente entender uma forma simples, didática e direta de introduzir o tema junto à família, aos colegas de trabalho ou ao ambiente escolar de seus filhos. Fale a língua do povo!

Se você se sensibilizou pelo tema e quer contribuir com quem luta por essa causa (que no fundo, é sua) participe e fortaleça entidades como os comitês de bacias hidrográficas. Mexa-se! Eles realizam diversas ações educativas e reuniões abertas. No caso da Bacia do Rio das Velhas, visite o site do CBH Velhas e veja como participar: http://cbhvelhas.org.br/

Seja vigilante! A situação diária do volume dos reservatórios da Região Metropolitana de BH pode ser consultada neste link

Se ainda está em dúvida se sua cidade faz parte desse problema, pesquise!  Descubra no mapa a qual bacia hidrográfica a sua região pertence: link

Mesmo que não seja afetado diretamente pelas questões da Bacia do Rio das Velhas, crie um movimento na sua cidade! Utilize a plataforma do Lei.A e saiba onde são os locais de captação de água de seu município: link

Fonte: Lei.A

Guns N’ Roses

Guns N’ Roses (por vezes abreviado como G N’ R ou GnR) é uma banda norte-americana de hard rock formada em Los Angeles, Califórnia, em 1985. A banda já lançou seis álbuns de estúdio, três EPs e um álbum ao vivo.

A banda já vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo, sendo cerca de 43 milhões somente nos Estados Unidos. O seu álbum de estreia lançado em 1987, Appetite for Destruction, vendeu cerca de 33 milhões de cópias no mundo todo, sendo certificado 18 vezes platina pela RIAA (Associação da Indústria de Gravação da América), se tornando o álbum de estreia mais vendido da história da música. A formação atual inclui o vocalista e pianista Axl Rose, os guitarristas Slash e Richard Fortus, o baixista Duff McKagan, o baterista Frank Ferrer e os teclistas Dizzy Reed e Melissa Reese.

Minha avaliação: Nota 8,6*

* Guns N’ Roses: O álbum Appetite for Destruction pra mim é um dos melhores de todos os tempos, com muita música foda! A nota do Guns é relativamente baixa porque a banda caiu muito com o tempo, apesar de seus dois álbuns Use Your Illusion I e II ficarem excelentes!

>>> Senha para abrir Rar: DaviResende

Álbuns para baixar>>>

01- 1987 – Appetite for Destruction

1.”Welcome To The Jungle” 4:34
2.”It’s So Easy” 3:23
3.”Nightrain” 4:29
4.”Out Ta Get Me” 4:25
5.”Mr. Brownstone” 3:49
6.”Paradise City” 6:46
7.”My Michelle” 3:40
8.”Think About You” 3:52
9.”Sweet Child O’ Mine” 5:55
10.”You’re Crazy” 3:17
11.”Anything Goes” 3:26
12.”Rocket Queen” 6:13

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02- 1988 – G N’ R Lies

1.”Reckless Life” 3:20
2.”Nice Boys” 3:03
3.”Move To The City” 3:42
4.”Mama Kin” 3:57
5.”Patience” 5:56
6.”Used to Love Her” 3:13
7.”You’re Crazy” 4:10
8.”One in a Million” 6:10

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03- 1991 – Use Your Illusion I

1.”Right Next Door To Hell” 3:02
2.”Dust N’ Bones” 4:59
3.”Live and Let Die” 3:03
4.”Don’t Cry” 4:44
5.”Perfect Crime” 2:23
6.”You Ain’t the First” 2:37
7.”Bad Obsession” 5:28
8.”Back Off Bitch” 5:04
9.”Double Talkin’ Jive” 3:22
10.”November Rain” 8:56
11.”The Garden” 5:21
12.”Garden of Eden” 2:41
13.”Don’t Damn Me” 5:19
14.”Bad Apples” 4:28
15.”Dead Horse” 4:18
16.”Coma” 10:13

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04- 1991 – Use Your Illusion II

1.”Civil War” 7:36
2.”14 Years” 4:17
3.”Yesterdays” 3:13
4.”Knockin’ on Heaven’s Door” 5:36
5.”Get in the Ring” 5:41
6.”Shotgun Blues” 3:23
7.”Breakdown” 6:58
8.”Pretty Tied Up” 4:46
9.”Locomotive” 8:42
10.”So Fine” 4:09
11.”Estranged” 9:24
12.”You Could Be Mine” 5:48
13.”Don’t Cry” 4:42
14.”My World” 1:24

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05- 1993 – The Spaghetti Incident

1.”Since I Don’t Have You” 4:20
2.”New Rose” 2:38
3.”Down on the Farm” 3:29
4.”Human Being” 6:48
5.”Raw Power” 3:12
6.”Ain’t It Fun 5:06
7.”Buick Mackane 2:40
8.”Hair of the Dog” 3:55
9.”Attitude” 1:27
10.”Black Leather” 4:09
11.”You Can’t Put Your Arms Around a Memory” 3:35
12.”I Don’t Care About You” 2:07
13.”Look at Your Game, Girl” 2:34

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06- 2008 – Chinese Democracy

1.”Chinese Democracy” 4:43
2.”Shackler’s Revenge” 3:36
3.”Better” 4:58
4.”Street of Dreams” 4:46
5.”If the World” 4:54
6.”There Was a Time” 6:41
7.”Catcher in the Rye” 5:53
8.”Scraped” 3:30
9.”Riad N’ the Bedouins” 4:10
10.”Sorry” 6:14
11.”I.R.S.” 4:28
12.”Madagascar” 5:38
13.”This I Love” 5:34
14.”Prostitute” 6:15

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07- No Album

“It’s Alright (Live)”
“Shadow Of Your Love”
“Sympathy for the Devil”
“Whole Lotta Rosie (Live)”

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O coração das águas de BH está cansando

Muita gente não sabe que a água potável da Região Metropolitana de Belo Horizonte depende, em grande parte, de um lugar chamado Sinclinal Moeda. São 80 quilômetros, que vão desde a capital até Congonhas, ocupados por essa estrutura geológica que funciona como uma caixa d’água natural, por abrigar cavernas no subsolo onde várias nascentes existem. Esse lugar está em risco, e nesse filme, terceiro conteúdo da série especial “As águas de Belo Horizonte”, nós do Lei.A começamos a explicar o por quê.

Mar de lama e pouca chuva: água de BH agoniza

Na segunda reportagem da série “As águas de Belo Horizonte”, um raio-x do caminho da captação e distribuição na capital mineira

Como e quando o sistema de abastecimento de água entrou em colapso?

Morador de Belo Horizonte pode não saber, mas é um atingido pela mineração

Na primeira reportagem da série, nós do Lei.A mostramos o que são outorgas, como elas são concedidas e quem são os grandes usuários (se não leu, clique aqui link). Agora é importante você saber que as empresas que fazem o abastecimento e a distribuição de águas das cidades também precisam de outorgas para realizar esse serviço. É caso da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) que, mesmo sendo uma empresa pública do Governo de Minas Gerais, é considerada como uma grande usuária de água. Como explicamos, os usuários de grande porte ou de grande quantidade, independentemente de suas naturezas, precisam ter a outorga. 

Nessa segunda reportagem da série “As Águas de Belo Horizonte” conheceremos os mananciais utilizados pela Copasa; mostraremos como é feita a captação e distribuição dessa água e apontaremos como a destruição de uma importante fonte de recursos hídricos trouxe o colapso do sistema com situação de escassez, que prenuncia a falta de água e o racionamento na capital mineira. 

#Conheça

A água que chega à região metropolitana de BH 

Antes de apontarmos os motivos que nos levaram a esta nefasta condição, é necessário entender de onde vem a água que abastece a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e como é feita sua distribuição.

As captações da água que abastecem a RMBH concentram-se em duas bacias hidrográficas: dos rios das Velhas e Paraopeba. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas contribui com a maior parte, provendo mais de 40% de toda a água consumida por mais de cinco milhões de pessoas. No caso específico da capital, essa captação representa cerca de 70%. Já a Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba provém outros 30% da água que é distribuída para Belo Horizonte, mas também para outras 16 cidades de sua região metropolitana.

Existe diferença na captação de água entre as duas bacias. Enquanto na Bacia do Velhas a captação é feita por fio d’água, ou seja, de forma direta no leito do rio, sem que a água passe por um grande reservatório, a captação na Bacia do Paraopeba é feita – em sua maior parte – a partir do uso de reservatórios (como acontece, por exemplo, no sistema Cantareira em São Paulo). 

#Monitore
Sistemas interligados 

Apesar de parecer que uma bacia está completamente desvinculada da outra, com os anos e as reais projeções de escassez de água em cada um deles, a  Copasa integrou os sistemas, criando os chamados SINs, ou seja, Sistemas Integrados (SINs). Trata-se de um conjunto de empreendimentos para captar, tratar e conduzir a água dos mananciais até o local de consumo, ou seja, às caixas d’água e torneiras. Por estarem interligados, no caso de faltar água em algum deles, outro entra em operação, até que a situação se normalize. 

Os dois principais sistemas que são abastecidos pela Bacia do Rio das Velhas são o SIN Morro Redondo e o SIN Rio das Velhas. Ambos estão localizados no Vetor Sul da cidade de Belo Horizonte e juntos fornecem aproximadamente 7.000 litros de água por segundo, distribuídos para a Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Já os SINs que captam água da Bacia do Rio Paraopeba (Serra Azul, Várzea das Flores e Rio Manso, Barreiro, Ibirité e Catarina) fornecem cerca de 6.000 litros de água por segundo. Nos mapas e tabelas abaixo vemos o caminho de cada um desses sistemas, sua capacidade, bem como seus principais mananciais e municípios que abastecem. Dá para começar a entender de onde vem a água que chega determinada região ou bairro da cidade.

Fonte: http://atlas.ana.gov.br/

O passo-a-passo do caminho das águas 

Como o sistema entrou em colapso

Em meados de 2014, cenas do baixo nível de água nos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de BH ocupavam as páginas dos principais jornais do estado e deixaram os moradores em alerta. Embora aquele fosse um ano de poucas chuvas, a situação não deveria ser atribuída unicamente ao clima. Uma séria de outras situações escancararam a fragilidade de um sistema de abastecimento que dava sinais de esgotamento: aumento do consumo, pressão do crescimento urbano acelerado do entorno da capital, perdas na rede de distribuição, extinção de áreas de recarga hídrica (desmatamento, mineração e expansão imobiliária) e o avanço da atividade minerária sobre o lençol freático. 

Diante desse quadro, foram realizadas obras de emergência que resolveram momentaneamente o problema, sendo que a mais importante delas foi a construção de uma estação de captação a fio d’água no rio Paraopeba, instalada no município de Brumadinho. 

A captação começou a operar em dezembro de 2015. Ela passou a transpor parte da água do Rio Paraopeba para a Estação de Tratamento (ETA) do Rio Manso, onde era tratada e incorporada ao Sistema Integrado Paraopeba. A obra, que teve um custo de R$ 128 milhões à época, foi considerada uma intervenção fundamental para que o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte não entrasse em colapso já naquele ano. 

Até dezembro de 2015 toda a água armazenada nas represas de Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores vinha da chuva e da captação em pequenos afluentes. Com a conclusão da obra, os três reservatórios ganharam um reforço de 5000 litros de água por segundo (uma piscina olímpica a cada oito minutos). No período entre os anos de 2015 e 2017, mesmo tendo com o volume de chuvas tendo ficado abaixo da média histórica na RMBH, em função da nova captação, foi possível acumular 215 bilhões de litros de água nas três represas, um dos maiores volumes da história (para se ter uma ideia, a capacidade da represa da Pampulha é de 10 bilhões de litros).  

O rompimento de barragens = racionamento de água em BH

A integração das bacias funcionou bem até o dia 25 de janeiro de 2019, quando o complexo de barragens da Vale, em Brumadinho, se rompeu, matando cerca de 270 pessoas e contaminando toda a água do Paraopeba com a lama da mineração. A captação no local precisou ser interrompida imediatamente. Desde então, são os três reservatórios citados que mantém funcionando o SIN Paraopeba. Porém, este não possui condições de suprir a situação de escassez do Rio das Velhas, que dá sinais de que não está suportando a grande demanda de Belo Horizonte e região por abastecimento de água, somado ainda ao intenso volume consumido pela mineração. 

Em abril desse ano, a Copasa afirmou que, sem a captação no Rio Paraopeba, seria possível atender a população da região apenas por 20 meses, ou seja, até o início de 2021. Porém, a depender das chuvas, esse prazo poderá ser encurtado, já com racionamento podendo ter início a partir do mês de março de 2020.  

No dia 8 de julho, em audiência ocorrida em Belo Horizonte, com a participação de representantes dos Ministérios Públicos Federal e do Estadual, da Copasa e do governo estadual, além da Vale, foi assinado um documento para construção de uma nova captação no Rio Paraopeba, cerca de 12 km acima do ponto atingido pelos rejeitos da barragem da Vale. A obra será paga pela mineradora e substituirá a estrutura de captação que foi destruída a partir do rompimento da barragem da Vale. 

Porém, as obras não devem ficar prontas antes do fim do ano de 2020 e, ainda por cima, não resolverá por completo o problema do abastecimento, gerando outros inclusive. É disso que vamos falar nas próximas reportagens da série especial “As águas de Belo Horizonte”, sobre as situações que colocam BH e região diante de um possível colapso hídrico.

Fonte: Lei.A

Metade do mundo vive sob racionamento de água: BH entrará para essa estatística?

A água é o principal elemento natural para o estabelecimento das ocupações humanas. Ao longo de séculos, foi sempre em torno de cursos de água que as cidades foram estabelecidas e se desenvolveram. Pense quantos centros urbanos você conhece que não tenham um rio, riacho ou ribeirão lhe cortando?

No entanto, toda essa sabedoria milenar e essa dependência vital das fontes de água não têm impedido que a ação humana venha destruindo mananciais imprescindíveis para o abastecimento de populações. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2018 alertou para um possível colapso das reservas de água potável. Segundo o documento, atualmente 3,6 bilhões de pessoas (quase metade do população) vivem em áreas com baixo acesso à água pelo menos um mês por ano. 

Você sabia que Belo Horizonte, suas cidades da região metropolitana e nós moradores estamos sob iminente ameaça de entrar para esse triste quadro da crônica falta de água para sobreviver? 

Nós do Lei.A iniciamos hoje uma nova série de reportagens que trata da água e do abastecimento humano. Nela, apontaremos como a situação de colapso hídrico se aproxima da Região Metropolitana de Belo Horizonte, área que concentra cerca de 30% da população de Minas Gerais e que agoniza ao ponto de viver atualmente em situação de escassez que já afeta a economia local. 

Serão reportagens e vídeos nos quais falaremos sobre os mananciais que abastecem a região, os problemas que atualmente os atingem e como tem se dado o uso dessas fontes de vida em Minas Gerais. Nessa primeira reportagem, para introduzir o tema, saberemos quem faz o controle e a distribuição dessa água, quais são critérios utilizados nesse processo para que não falte água para a população e quem são os grandes consumidores. 

#conheça

Entre a preservação e o consumo humano

Qualquer um que precise captar água em uma quantidade que possa alterar a qualidade ou volume de rios, lagos, reservatórios ou lençóis freáticos (reservas de água no subsolo, de onde, por exemplo, se tira água por meio de poços artesianos) deve solicitar uma autorização ao poder público, que é chamada de “outorga”. Ela é uma licença e tem como objetivo assegurar o controle quantitativo, qualitativo e jurídico do uso da água, de modo a garantir o abastecimento, especialmente, para o consumo humano.  

No Brasil, a exigência de outorga para uso da água é regulado pela Lei 9.433 de 1977. A Agência Nacional de Águas (ANA) é a instituição responsável por emitir outorgas para rios, reservatórios, lagos e lagoas sob o domínio da União, que são aqueles corpos de água que passam por mais de um estado brasileiro ou por território estrangeiro. Por exemplo, os rios Doce, São Francisco e Jequitinhonha.

Em Minas Gerais, a outorga é um instrumento que está previsto na Política Estadual de Recursos Hídricos. Ela é utilizada para captação em fluxos d’água locais (que tem toda sua extensão dentro do território mineiro). Por exemplo, os rios Velhas e Paraopeba. 

O órgão responsável por essas concessões é o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Este último é uma autarquia que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema). 

A realização da análise das outorgas acontece por meio das reuniões das Unidades Regionais de Gestão das Águas (Urgas). Em caso da outorga estar vinculada a licenciamentos ambientais de grande vulto (hidrelétricas, barragens de resíduos e instalação de usinas), ou em áreas protegidas (parques, estações ecológicas, reservas naturais, entre outras), atualmente a competência dessa análise é das  Superintendências de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável  (Suprams).

Conheça nossa série de matérias sobre licenciamento (linklink e link)

O direito ao uso

A outorga não dá ao usuário a propriedade de água, e sim o direito de uso. Portanto, ela pode ser suspensa, parcial ou totalmente, em casos de escassez de água, de não cumprimento das regras por aquele que recebeu sua concessão e para se atenderem aos usos prioritários, como o consumo humano. Ou seja, se numa cidade se usa água de determinado rio tanto para o consumo humano quanto para a indústria, mas por algum problema, sua vazão (quantidade de água) não está conseguindo atender os dois, o correto seria suspender a outorga para os empreendimentos industriais para que a vida humana fosse preservada. Infelizmente, isso não tem acontecido. Veremos isso nas próximas reportagens da série especial.

Quanto de água pode ser retirada de um rio?

O valor de referência para determinar a concessão das outorgas é definido por um cálculo que é chamado pelos técnicos de Q7,10Durante a medição do volume de um curso de água verifica-se qual foi a vazão mínima durante sete dias consecutivos, levando em consideração um período recorrente de 10 anos. A partir desse valor obtido determina-se a quantia máxima que pode ser captada nesse curso d’água, que pode variar de acordo com a região (veja o mapa abaixo). 

Segundo a Deliberação Normativa 49 do Igam, de março de 2015, se os valores monitorados em um curso d’água estiverem de 70% (ou 50% dependendo da região)  abaixo do Q7,10, durante um período de sete dias seguidos, o manancial deve entrar obrigatoriamente em estado de restrição de uso. Nesse caso, é necessário reduzir o uso da água, de acordo com os tipos de consumo, para que a balança entre uso humano e preservação não pese demais para o primeiro lado e o rio (e seu ecossistema) fique permanentemente prejudicado. 

Os números do uso da água em Minas Gerais

Atualmente, levando-se em conta as outorgas no estado, quase 80% da água consumida vai para a agropecuária, indústrias em geral e mineração. O consumo humano responde por apenas 19%.

O setor que mais consome água em Minas Gerais é disparado o agropecuário, sendo responsável por quase 65% da água utilizada no estado (como podemos ver nos gráficos abaixo). São cerca de 312.000 litros por segundo (o suficiente para encher uma piscina olímpica a cada 8 segundos), o que equivale a mais de três vezes do que é enviado para o abastecimento humano no estado (94.000 litros por segundo).

Porém, na Região Metropolitana de Belo Horizonte existe um outro grande consumidor de água que é o setor de mineração. A atividade possui atualmente cerca 700 outorgas (superficiais + subterrâneas) para captação da água vigentes na região. Isso representa um consumo de aproximadamente 7.700 litros por segundo, o que daria para abastecer mais de 4 milhões de pessoas (além dos 6 milhões de pessoas que vivem na região). O setor responde por cerca de 50% da água captada de forma subterrânea (em lençóis freáticos) e 20% da água captada em rios, lagos e represamentos. 

Fonte: IGAM

#monitore

As novas regras de outorga em Minas Gerais

No dia 05 de outubro desse ano, novas regras para outorga foram publicadas no estado a partir da Portaria 48 do Igam. Agora, toda solicitação de processos de outorga deve ser feita por meio eletrônico, eliminando a necessidade de deslocamentos e de apresentação de documentação física. 

Os formulários, documentos de apoio e demais orientações encontram-se disponíveis no link 

Também foi alterado o tempo da concessão da outorga, ampliado de cinco para dez  anos, o que faz com que o usuário fique um prazo maior sem a necessidade de abrir um novo processo junto ao órgão ambiental. Ela também estabeleceu que, para usos de hidrelétricas e concessionárias de abastecimento público, o prazo da outorga será equivalente ao tempo da concessão. No caso das obras civis, como limpeza de barramentos, a autorização passa a não ser necessária.

#Aja

Cuide da fonte de água da sua cidade

Nessa primeira reportagem mostramos que existem regras e licenças para qualquer grande retirada de água. Também mostramos que o “consumo humano” deve ser prioridade em relação a qualquer outra utilização dos recursos hídricos. E na sua cidade? Está faltando ou existe ameaça de falta de água? Você sabe quantas outorgas (licenças) foram concedidas e para quem?

– Exija os dados, que são públicos, dos órgãos competentes.

– Procure universidades, ONGs e empresas que possuem conhecimento sobre recursos hídricos e solicite uma avaliação sobre a situação do seu município.

– Se qualquer informação for sonegada, procure o Ministério Público de Minas Gerais.

Pesquise na plataforma digital do Lei.A

Na nossa plataforma, você pode pesquisar quantas outorgas ou captações de águas existem na sua cidade. Basta clicar na foto abaixo.

Fonte: Lei.A

Led Zeppelin

Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock formada em Londres, em 1968. Seu som pesado e violento de guitarra, enraizado no blues e música psicodélica de seus dois primeiros álbuns, é frequentemente reconhecido como um dos fundadores do heavy metal. Seu estilo foi inspirado em uma grande variedade de influências, incluindo a música folk, psicodélica e o blues.

Led é amplamente considerado como um dos grupos de rock mais bem sucedidos, inovadores e influentes da história. São um dos artistas que mais venderam na história da música, com várias fontes estimando recordes de vendas do grupo entre 200 a 300 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Com 111,5 milhões de unidades certificadas pela Associação da Indústria de Gravação da América, eles são a quarta banda de maior recorde de vendas de discos nos Estados Unidos. Cada um de seus nove álbuns de estúdio apareceu no Billboard Top 10 e seis deles atingiram a primeira posição. O músico Dave Grohl os descreveu como “a maior banda de rock and roll de todos os tempos”, “a maior banda dos anos 70” e a revista Rolling Stone como o 14º maior artista da música. É uma das bandas mais contrabandeadas da história da música, com diversas gravações ilegais notáveis que indiretamente fizeram parte de sua discografia. Foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame em 1995. Sua biografia no museu cita que a banda era “tão influente” na década de 1970 quanto os Beatles foram na década anterior.

Minha avaliação: Nota 9,2*

* Led Zeppelin, som nostálgico e puro que sempre nos remete coisas boas! Os álbuns Led I, II, III e IV são verdadeiras lendas! Não tem como falar de rock sem falar de Led Zeppelin!

>>> Senha para abrir Rar: DaviResende

Álbuns para baixar>>>

01- 1969 – Led Zeppelin

1.”Good Times Bad Times” 2:46
2.”Babe I’m Gonna Leave You” 6:41
3.”You Shook Me” 6:28
4.”Dazed and Confused” 6:26
5.”Your Time Is Gonna Come” 4:14
6.”Black Mountain Side” 2:05
7.”Communication Breakdown” 2:27
8.”I Can’t Quit You Baby” 4:42
9.”How Many More Times” 8:28

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02- 1969 – Led Zeppelin II

1.”Whole Lotta Love” 5:34
2.”What Is and What Should Never Be” 4:47
3.”The Lemon Song” 6:20
4.”Thank You” 4:47
5.”Heartbreaker” 4:15
6.”Living Loving Maid (She’s Just a Woman)” 2:40
7.”Ramble On” 4:35
8.”Moby Dick” (instrumental) 4:25
9.”Bring It On Home” 4:19

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03- 1970 – Led Zeppelin III

1.”Immigrant Song” 2:26
2.”Friends” 3:55
3.”Celebration Day” 3:29
4.”Since I’ve Been Loving You” 7:25
5.”Out on the Tiles” 4:04
6.”Gallows Pole” 4:58
7.”Tangerine” 3:12
8.”That’s the Way” 5:38
9.”Bron-Y-Aur Stomp” 4:20
10.”Hats Off to (Roy) Harper” 3:41

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04- 1971 – Led Zeppelin IV

1.”Black Dog” 4:57
2.”Rock and Roll” 3:40
3.”The Battle of Evermore” 5:52
4.”Stairway to Heaven” 8:02
5.”Misty Mountain Hop” 4:38
6.”Four Sticks” 4:45
7.”Going to California” 3:31
8.”When the Levee Breaks” 7:08

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05- 1973 – Houses Of The Holy

1.”The Song Remains the Same” 5:32
2.”The Rain Song” 7:39
3.”Over the Hills and Far Away” 4:50
4.”The Crunge” 3:17
5.”Dancing Days” 3:43
6.”D’yer Mak’er” 4:23
7.”No Quarter” 7:00
8.”The Ocean” 4:31

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06- 1975 – Physical Graffiti

Cd 01
1.”Custard Pie” 4:13
2.”The Rover” 5:36
3.”In My Time of Dying” 11:04
4.”Houses of the Holy” 4:01
5.”Trampled Under Foot” 5:35
6.”Kashmir” 8:31

Cd 02
1.”In the Light” 8:44
2.”Bron-Yr-Aur” 2:06
3.”Down by the Seaside” 5:14
4.”Ten Years Gone” 6:31
5.”Night Flight” 3:36
6.”The Wanton Song” 4:06
7.”Boogie with Stu” 3:51
8.”Black Country Woman” 4:24
9.”Sick Again” 4:43

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07- 1976 – Presence

1.”Achilles Last Stand” 10:23
2.”For Your Life” 6:21
3.”Royal Orleans” 2:59
4.”Nobody’s Fault But Mine” 6:28
5.”Candy Store Rock” 4:07
6.”Hots On for Nowhere” 4:43
7.”Tea for One” 9:27

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08- 1979 – In Through The Out Door

1.”In the Evening” 6:51
2.”South Bound Saurez” 4:14
3.”Fool in the Rain” 6:12
4.”Hot Dog” 3:17
5.”Carouselambra” 10:34
6.”All My Love” 5:56
7.”I’m Gonna Crawl” 5:30

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09- 1982 – Coda (Álbum Póstumo)

1.”We’re Gonna Groove” 2:42
2.”Poor Tom” 3:03
3.”I Can’t Quit You Baby” (Ao vivo) 4:18
4.”Walter’s Walk” 4:31
5.”Ozone Baby” 3:35
6.”Darlene” 5:07
7.”Bonzo’s Montreux” 4:19
8.”Wearing and Tearing” 5:32
9.”Baby Come On Home” 4:30
10.”Travelling Riverside Blues” 5:11
11.”White Summer/Black Mountain Side” 8:01
12.”Hey Hey What Can I Do” 3:55

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10- No Album

“Somethin’ Else”
“The Girl I Love Got Long Wavy Black Hair”

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Sociedade civil pode contribuir para conservação de áreas prioritárias em MG

Documento criado em 2005 funciona como base de informação para processos de licenciamentos,
servindo de apoio a órgãos públicos, conselhos e câmaras técnicas. 

População tem até o dia 30 de setembro para sugerir melhorias na identificação de áreas prioritárias.

Dentre as políticas públicas voltadas à proteção ambiental, a definição de áreas prioritárias para conservação vem se tornando um dos principais instrumentos de apoio no processo de tomada de decisão sobre o uso de recursos naturais em Minas Gerais. Essa política possibilita realizar, de forma objetiva e participativa, o planejamento e a implementação de ações como criação de unidades de conservação, licenciamento, fiscalização e fomento ao uso sustentável. 

Minas Gerais realiza essas atividades desde quando foi elaborado, em 2005, o documento chamado Biodiversidade em Minas Gerais – um atlas para sua conservação. O registro pioneiro  foi organizado pela Fundação Biodiversitas, com o apoio de vários especialistas, e funciona como uma das bases de informações a serem observadas durante o processo de licenciamento, servindo como diretriz para órgãos públicos, conselhos e câmaras técnicas deliberativas. 

#Aja

Agora, esse processo conta com uma novidade: o documento foi aberto à uma consulta ampla para quem quiser contribuir para a iniciativa. Até o dia 30 de setembro, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), em parceria com o Consórcio formado pelo WWF/Brasil, Universidade Federal de Minas Gerais e Fundação Biodiversitas, envolvidos no processo, estarão recebendo sugestões que colaborem para a identificação dessas áreas prioritárias. As informações sobre a metodologia, os dados utilizados e os mapas preliminares, bem como o formulário eletrônico para o envio de comentários e sugestões podem ser acessados no link.

#Conheça 

Passados 15 anos do atlas, sob a coordenação institucional do Instituto Estadual de Florestas (IEF/MG), especialistas em conservação da biodiversidade de diversas áreas vêm se reunindo em oficinas para identificar os alvos biológicos. As equipes buscam localizar espécies endêmicas, ameaçadas de extinção, de importância econômica e de utilização tradicional, analisados em cima de mapas contendo atributos físicos, ecossistemas e bens e serviços obtidos dos ecossistemas direta ou indiretamente.

Com isso, é possível identificar a distribuição pelo estado dos grupos de fauna e flora que precisam de maior atenção e as respectivas medidas necessárias para preservação dessas espécies. Os resultados, combinados a outras variáveis, como o uso conflitante dos recursos naturais e oportunidades de conservação, indicam as melhores soluções de proteção e recuperação da biodiversidade e dos ecossistemas e de uso sustentável no território mineiro. 

Conheça o mapa base, contendo as áreas prioritárias identificadas após o cruzamento de dados e estudos realizados pela equipe de técnicos e cientistas, que há um ano vêm trabalhando sobre o tema.

#Monitore

As contribuições recebidas serão analisadas pelas equipes técnicas do projeto e do Sistema Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), podendo ser incorporadas na consolidação do mapa final. Fique de olho na divulgação do Instituto Estadual de Floresta sobre a atualização do documento e nos resultados publicados, identificando e indicando possíveis perdas ambientais.

Conceição do Mato Dentro suspende eventos e fecha Parque do Tabuleiro devido às queimadas

Município está em situação de emergência por causa dos incêndios registrados desde a semana passada

Cachoeira do Tabuleiro está fechada por tempo indeterminado 

Com as atenções voltadas desde a semana passada para o combate aos incêndios que atingiram o Monumento Natural Municipal Serra da Ferrugem, a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro determinou, nesta quarta-feira (25), o cancelamento de todos os eventos do município. Outra ação importante é o fechamento do Parque Natural Municipal do Tabuleiro, principal cartão postal da cidade.+ Clique aqui para ler sobre incêndios e outras notícias de Conceição do Mato Dentro!

De acordo com a Prefeitura, todos os esforços precisam concentrados para acabar de vez com os focos de queimadas em áreas do município. O Executivo local dá a situação como controlada desde o início desta semana, mas ainda há presença de fogo em locais isolados da cidade. Desde o dia 20, Conceição está em situação de emergência devido aos incêndios.

Especialmente entre os dias 17 e 22 de setembro, a população conceicionense sofreu bastante com o fogo e suas consequências: baixa qualidade do ar devido às fumaças, danos nas redes de transmissão de energia elétrica, interrupção do fornecimento de água e outras adversidades.

Com base nos artigos 2º e 3º do decreto de emergência, o município mobilizou todos os órgãos para um esforço em conjunto de combate a esses incêndios. Foi criado um grupo de operações que conta com a participação da Prefeitura, através da Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana e da Secretaria de Turismo, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Defesa Civil Municipal e Anglo American. Estão sendo utilizados nesta operação equipamentos de proteção individual, bombas e mochilas costais, abafadores, chicotes, materiais de sapa, enxada, foice, facão, motosserra, caminhonete, caminhões de combate a incêndio, avião apropriado para combate a incêndio (air tractor) e helicóptero.O conteúdo continua após o anúncio

A Prefeitura já havia cancelado um evento de gastronomia que aconteceria no distrito de Itacolomi no último domingo (22), por “falta de clima”. Nesta quarta, antes de confirmar a suspensão de todas as festividades, havia anunciado o cancelamento do mesmo festival no distrito de Tabuleiro, que aconteceria no próximo domingo (29).

Já o fechamento do Parque do Tabuleiro se dá porque, além de o local também ter sido atingido pelas chamas, toda a equipe de apoio do atrativo natural está mobilizada na operação de combate aos focos de incêndios.

“Ressaltamos que essa definição será mantida até que a situação de emergência seja encerrada e as condições de normalidade no Município sejam restabelecidas”, afirma o município, em nota.

A Prefeitura de Conceição do Mato Dentro ainda orientou aos moradores do município que, ao perceberem alguma atitude suspeita ou um novo foco de incêndio, liguem imediatamente para os órgãos abaixo:

Defesa Civil Municipal – (31) 3868-1390
Corpo de Bombeiros – 193
Polícia Militar – 190
Disque Denúncia Estadual – 181
Ouvidoria Municipal – (31) 3868-2848
Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana – (31) 3868-2431
Secretaria Municipal de Turismo – (31) 3868-1659

Fonte: https://defatoonline.com.br/conceicao-do-mato-dentro-suspende-eventos-e-fecha-parque-do-tabuleiro-devido-as-queimadas/?fbclid=IwAR1A9qTDssI17_cWsdHe9U5AL23iuy7ur8i60sjEnzwfSNbZ2Ts7KDhng9Q

REVOLTA DO SERRO (século XIX)

Praça João Pinheiro – Serro-Mg aprox. 1950

A revolta do Serro foi uma rebelião articulada na cidade de Serro, Minas Gerais, no ano de 1864. Os depoimentos de algumas testemunhas e pessoas implicadas ajudaram a esclarecer sua estrutura. Os insurretos contavam com o apoio dos quilombolas ou, como eles diziam, “da rapaziada sujeita das matas”. O levante tinha como objetivo a “liberdade dos cativos”, segundo depoimento do escravo Adão, um dos líderes e principal responsável pelo aliciamento de adeptos. A cidade de Serro foi o palco dessas articulações. Os escravo rebeldes fizeram contatos com aqueles de Diamantina e com os cativos das fazendas e lavras vizinhas. Planejavam atear fogo em algumas casas e, quando os brancos estivessem distraídos na tarefa de extinguir as chamas, assassinariam “todos quantos chegassem e por meio dessa insurreição obteriam a liberdade”. Contudo, a movimentação dos escravos logo chamou a atenção das autoridades, principalmente do delegado da cidade, Jacinto Pereira de Magalhães Castro. A delação, como aconteceu com a maioria dos levantes de escravos, não tardou: Vicente, “cabra” escravo de Francisco Cornélio Ribeiro, cientificou as autoridades do que estava acontecendo. Com a delação e a consequente prisão dos principais implicados, ficou-se sabendo da organização e finalidade do levante. Haviam-se associado aos quilombolas que atuavam nas matas adjacentes para uma ação conjunta e coordenada. Utilizavam um sistema de senhas para que ambos os lados participantes da revolta (quilombolas e escravos das senzalas) atacassem simultaneamente. A senha para o dia do levante era “a gente de João Batista Vieira estava pronta e que os de cá ainda estavam à toa, que a galinha está morta e pronta e só faltava assar”. Isso significava, segundo depoimento de um dos implicados, “fugirem para o sertão mas ao mesmo tempo fazer uma porcaria na cidade de Serro com a rapaziada (quilombolas)”. Após as inúmeras prisões, iniciaram-se os processos contra os envolvidos. O escravo Adão foi condenado às galés por vinte anos. Outro acusado, o branco Herculano Barros, foi absolvido por falta de provas; todas as testemunhas arroladas no processo acharam-no incapaz de se meter em “súcias de escravos”, ou de “aconselhar escravos para semelhante fim” . Pelo que se conclui dos manuscritos, duas eram as tendências dos escravos no levante de Serro: internarem-se no sertão após a revolta, transformando-sem em quilombolas, ou continuarem na cidade, exterminando seus senhores. Uma das testemunhas declarou textualmente que “o plano foi combinado no lugar denominado Escola, na fazenda Sesmaria, entre José Cabrinha, Nuno e Demétrio e ajustaram que José Cabrinha viesse entender-se com Adão e do resultado mandasse avisar a Nuno na fazenda de Magalhães (denominada Liberdade) e este depois de entender-se com Adão mandou dizer a Nuno que isto por cá estava tudo pronto e muito bom que ele lhe mandasse notícias de lá. Declarou mais de que quando Nuno declarou que tinha ido à fazenda Sesmaria e propôs a José Cabrinha o plano de fuga, este lhe respondeu que tinha coisa melhor, e era o plano de insurreição e então ele, Nuno, que tinha conversado com Adão sobre a fuga e que ele José Cabrinha viesse se entender com Adão que é um rapaz ativo e astucioso sobre a insurreição, pois que ele, Nuno, estava pronto e que ele só arranjava uma boa porção de escravos por estas oito léguas em redor.” No final presumivelmente haviam chegado a um acordo que envolveria as duas táticas; tanto a de Nuno, que era pela insurreição no Serro, como a dos escravos José e Demétrio, que defendiam a fuga para o sertão. Não chegaram a pôr o plano em execução.

Fonte: https://www.facebook.com/JonalOpressorSerroMG/posts/734762396970121

Conceição do Mato Dentro enfrenta crise provocada por incêndios

Conceição do Mato Dentro enfrenta uma série de incêndios florestais desde a semana passada. Segundo o 3° Pelotão do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte, responsável por Conceição, a situação está parcialmente controlada, mas nesta segunda (23) ainda há focos concentrados na região dos distritos de Itacolomi e Ouro Fino.

Trecho da MG10, próximo a Conceição do Mato Dentro, em chamas

O capitão dos Bombeiros Militar Nonato informou que há 45 brigadistas atuando na região, que é monitorada por drones e uma aeronave. Ainda não se sabe a dimensão da área atingida pelo fogo. Devido às consequências do grande incêndio no Monumento Natural Serra da Ferrugem, a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro decretou, na sexta-feira (20), estado de emergência. A medida, segundo informou o Executivo, foi necessária para oficializar junto ao Estado a gravidade da situação no município.

A prefeitura também se manifestou em relação à situação crítica da cidade. Em publicação na rede oficial do Executivo, o prefeito Zé Fernando disse que estão sendo utilizados veículos com equipamentos de combate, como bombas cristais e abafadores, além de dois caminhões pipa do município.

Foi informado ainda que o incêndio na Serra da Ferrugem danificou a linha de transmissão de energia elétrica, comprometendo assim o fornecimento de luz e abastecimento de água.

A implantação de um posto avançado do Corpo de Bombeiros em Conceição do Mato Dentro (CMD) foi discutida nesta segunda-feira (23), em uma audiência pública realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. O município enfrenta uma série de incêndios florestais desde a semana passada e precisa contar com ajuda do 3° Pelotão do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte para controlar as chamas.

A mineradora Anglo American informou que sua brigada de emergência ambiental está alerta e em operação para combater os focos de incêndio e que os trabalhos são realizados juntamente com as Defesas Civis, Policia Militar Ambiental e Instituto Estadual de Florestas (IEF), contando com a colaboração da população.

Segundo relatos de moradores e vídeos em grupos de Whatsapp, há hipótese destes incêndios terem se originado de forma criminosa.